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Tim Lopes – Histórias de um Arcanjo: Indo além do jornalista
CINÉFILOS
04 jun 2014 | Por Jornalismo Júnior

por Joana Darc Leal
joanadarcll30@gmail.com

Tim Lopes não foi apenas um repórter ousado, seus trabalhos vão além do que se apresentou em matérias exibidas na tevê, e é isso que o filme “Tim Lopes – Histórias de um Arcanjo” veio mostrar.

O filme de Guilherme Azevedo, conduzido pelo filho de Tim, Bruno Quintella, apresenta uma visão intimista do jornalista, retratado através dos depoimentos de seus parentes, amigos e colegas de trabalho.

Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, ou simplesmente Tim Lopes, como era conhecido por todos, saiu do Rio Grande do Sul ainda criança rumo à cidade do Rio de Janeiro, e já nessa época, segundo sua mãe e irmãos, mostrava-se encantado pela profissão de jornalista.

No documentário, Bruno visita lugares antes percorridos por seu pai, assim como favelas do Rio de Janeiro, que foram palcos de algumas de suas principais reportagens. Conversa com moradores antigos que falam da visibilidade ganha pelas comunidades após a passagem de Tim, e de melhorias que ocorreram por conta disso. Mas falam também da agitação que tomou conta do lugar depois das matérias irem ao ar, principalmente quando os traficantes que detinham o controle local perceberem que suas ações haviam sido vigiadas e expostas.

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Em conversas com colegas de trabalho de Tim, entre eles os jornalistas Fabio Lau e Zuenir Ventura e os repórteres fotográficos Chiquito Chaves e Custódio Coimbra, Bruno descobre a coragem por trás de cada produção de seu pai. Tim Lopes foi um jornalista que não apenas entrevistava pessoas ou investigava a respeito de fatos. Lopes  se inseria neles, como fez ao se passar por morador de rua ou quando se internou em uma clínica para dependentes químicos, a fim de mostrar  o tratamento que eles recebiam. Envolvendo-se dessa maneira, mesmo  em situações que colocavam em risco sua segurança e de seus companheiros.

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Bruno Quintella em uma das entrevistas durante o documentário.

No entanto, Bruno também fez questão de mostrar um lado de Tim Lopes menos conhecido pelo público, um homem alegre, amante do samba e mangueirense de coração.  Alguém que se preocupava com todos ao seu redor, o irmão mais velho que durante a infância atravessava o pátio do colégio todos os dias durante o intervalo para saber se os mais novos estavam bem.

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O filme se encerra com a ida de Bruno até o lugar onde seu pai provavelmente foi morto, um momento de profunda introspecção e reflexões.

Por fim, o documentário cumpre seu ideal de apresentar a imagem do jornalista Tim Lopes, indo além da biografia do profissional, mas também com relatos pessoais daqueles que o conheceram em seu dia -a- dia.

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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