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Tóquio 2020 | Brasil enfrenta pedreira contra França, mas confirma vitória no Vôlei Masculino

França teve quatro oportunidades de fechar o jogo com vitória, mas o Brasil buscou no fim do tie break, com boas atuações de Lucarelli e Leal, e saiu vencedor

ARQUIBANCADA
01 ago 2021 | Por Guilherme Bento (guilhermebento@usp.br)

A seleção masculina de vôlei protagonizou, na noite deste sábado (31) para domingo (01), um jogaço contra a seleção da França, em seu último confronto pelo grupo B nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A partida foi disputada na Arena Ariake e terminou com o placar de 3 sets a 2 para o Brasil. Parciais de 25 a 22, 37 a 39, 25 a 17, 21 a 25 e 20 a 18 no tie break.   

O jogo foi bastante disputado. A seleção francesa teve um início mais devagar mas não demorou para se encontrar na partida. Com bastante volume de jogo nas defesas, a equipe conseguiu efetivar muitos contra-ataques contra  a seleção brasileira. 

Os seus craques Jean Patry, oposto, e Earvin Ngapeth, ponteiro,  tiveram, respectivamente, 22 e 29 pontos no confronto, mas não jogaram isolados. O conjunto francês funcionou bem e, logo atrás na pontuação, vieram Trevor Clevenot, ponteiro, com 16 pontos, Nicolas le Goff, central, com 9 pontos e Barthelemy Chinenye, central, com 8 pontos.

A seleção brasileira conseguiu comandar o jogo em vários momentos, mas alguns episódios de apatia e desorganização dentro de quadra abriram margem para a França jogar. Apesar disso, o time jogou bem no ataque e bloqueio. Também conseguiu um bom volume nas defesas com uma bela apresentação do líbero Thales, após alguns jogos em baixa.

O oposto Wallace foi o maior pontuador do Brasil, com 23 pontos. Os ponteiros Ricardo Lucarelli e Yoandy Leal vieram atrás com, respectivamente, 21 e 20 pontos. Pelo meio de rede, o central Lucão marcou 19 pontos, sete deles em bloqueios. 

Seleção agora aguarda seu adversário das eliminatórias. [Imagem: Reprodução/Facebook Time Brasil]

 Apesar do bom nível de jogo, um número que chamou a atenção foi o de pontos cedidos em erros para o adversário. Ao final da partida o Brasil havia cedido 31 pontos aos adversários, enquanto a França cedeu 32 pontos para o lado brasileiro em erros. Grande parte desses pontos foram frutos de erros de saque. 

Esse resultado deve classificar o Brasil como segundo lugar do seu grupo na competição. Só haverá certezas ao final da rodada, quando também descobriremos quem será o adversário da seleção nas quartas de final. Contudo, o mais importante foi conseguir passar longe do quarto lugar do grupo para não cruzar com a Polônia — uma das grandes seleções candidatas ao ouro — nas eliminatórias. 


O jogo

Havia certa desconfiança em torno do jogo, pois a França não é um adversário fácil. Eles já tinham surpreendido o Brasil com uma derrota na Liga das Nações 2021 por 3 sets a 0, nas classificatórias do campeonato. Apesar dos brasileiros terem conseguido devolver o resultado em seu segundo encontro com a seleção francesa, nas semifinais, não deixaram de ter cautela com esse oponente.

No primeiro set, a seleção brasileira teve uma boa atuação. O bloqueio estava funcionando bem, desacelerando os ataques franceses e facilitando a vida da defesa. O ataque estava sendo bem distribuído pelo levantador Bruninho — todos os atacantes estavam com 100% de aproveitamento até o placar de 11 a 8, segundo a transmissão do SporTV. 

A partir do placar de 14 a 13 para o Brasil, o time começou a se distanciar mais no placar e dominou o set, contando com os erros adversários e uma atuação ainda morna do ponteiro Ngapeth e do oposto Patry. Assim, a primeira parcial terminou em 25 a 22.

O segundo set foi melhor para a França. Suas peças principais começaram a aparecer no ataque. Isso somado a boa atuação do líbero Grebennikov rendeu vários pontos de contra-ataque para o time. Porém, a França não conseguiu se desgarrar no placar. O time chegou a ter 22 a 19, faltando 3 para fechar o set, mas deixou o Brasil empatar em 22 a 22.

A seleção brasileira elevou seu nível de jogo no ataque e trocou pontos com a França até o placar de 37 a 37. Mesmo com a entrada do ponteiro Douglas Souza, o time brasileiro manteve o mesmo rendimento.  Somente no seu 11ª set point a seleção adversária conseguiu fechar a parcial em 39 a 37.

No terceiro set o Brasil foi soberano. Apesar do início equilibrado, o time abriu dois pontos de vantagem com o placar de 7 a 5 e se manteve à frente no restante do set. O time sacou bem, bloqueou bem, com 4 pontos marcados, e realizou bons contra-ataques. Ao fim do set, ambos os ponteiros franceses tinham sido substituídos em uma tentativa de mudar o jogo, mas o Brasil fechou com autoridade em 25 a 17.

O quarto set foi a repetição do roteiro do segundo set para a França. O time titular começou a parcial, após ter sido substituído no final do terceiro set, e conseguiu encaixar o mesmo ritmo forte de jogo. Novamente com um bom bloqueio, 6 pontos marcados no set, e um bom ataque, 15 pontos, a França conseguiu se destacar e fechar em 25 a 21.

Já no quinto set o clima de definição pesou. O Brasil iniciou confiante e logo marcou 3 a 0. A França cometeu erros que foram importantes para o Brasil chegar a 10 a 7. Com essa vantagem, o fim de set parecia ser tranquilo, mas ponto a ponto os franceses conseguiram empatar o set em 12 a 12. Os adversários chegaram a ter 14 a 13 a seu favor sacando para o jogo, contudo, nessa hora, o ponteiro Ngapeth errou e o Brasil empatou em 14 a 14. A França teve quatro oportunidades de fechar o jogo com a vitória. Entretanto, Lucarelli e Leal seguraram as pontas no ataque e conseguiram fechar em 20 a 18, dando fim ao drama dessa partida super equilibrada. 

*Imagem de capa: Lucarelli e Lucão no bloqueio contra a França. [Reprodução/Facebook Confederação Brasileira de Voleibol]

Tóquio 2020 ROC

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