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Tóquio 2020 | Isaquias Queiroz rema para o ouro nos 1000m da Canoagem com performances dominantes

Canoísta brasileiro sobe ao pódio olímpico pela quarta vez e faz história em Tóquio

ARQUIBANCADA
07 ago 2021 | Por Maria Carolina Milaré Albuquerque (mariamilare@usp.br)

Isaquias Queiroz disputou, na noite de sexta-feira (06), a final do C1 1000M da Canoagem velocidade e garantiu seu primeiro ouro olímpico. O brasileiro terminou a prova em 4m04s408, mais de um segundo de vantagem sobre o segundo colocado, o chinês Hao Liu (4m05s724). O bronze ficou para Serghei Tarnovschi (4m06s069), da Moldávia.

Isaquias fez uma boa largada e se manteve entre os primeiros colocados durante todo o percurso. O brasileiro passou a parcial de 500 metros em segundo lugar, atrás apenas do atleta chinês. Depois dessa marca, ele acelerou o ritmo e ultrapassou seu adversário antes dos 750 metros. Até a linha de chegada, ele só precisou manter a regularidade para sagrar-se campeão. 

Os resultados da classificatória e semifinal mostram que o canoísta estava determinado a levar o ouro para casa. Ele terminou as duas provas em primeiro lugar, com dominância sobre os demais participantes. Na etapa classificatória, terminou sua bateria com sete segundos de vantagem sobre o segundo colocado, e conquistou o melhor tempo dos 33 atletas que disputaram as cinco baterias. Na semifinal, que ocorreu horas antes da final, ele liderou a disputa de ponta a ponta e, novamente, terminou a prova com sobra. 

https://www.instagram.com/p/CSQUAJdlOpG/

“Eu tô muito feliz, não tô nem conseguindo chorar. Estou meio sem acreditar no que aconteceu… Eu e Lauro [treinador] sabemos que a vitória é nossa, mas o apoio, a dedicação é da torcida brasileira. Depois do C2 eu recebi muita mensagem de elogio, de carinho. Não teve uma mensagem me criticando, só mensagem de carinho e apoio, e eu fiquei muito feliz, isso me ajudou bastante”, disse Isaquias à Globo após a conquista da medalha. 

O atleta também dedicou sua conquista ao seu ex-treinador Jesús Morlán, que faleceu no fim de 2018: “A gente veio com um objetivo: ganhar a medalha de ouro do Jesus. Eram duas, mas não conseguimos. A gente pôde realizar um sonho que ele tinha, que era ser um campeão olímpico”, comentou.

Com o ouro, Isaquias conquista sua quarta medalha olímpica na modalidade. Nos Jogos do Rio, em 2016, o atleta levou a prata na disputa C1 1000M e na C2 1000M, e um bronze no C1 100M, tornando-se o primeiro atleta brasileiro a subir três vezes no pódio em uma mesma edição de Jogos Olímpicos.

Agora, com quatro medalhas em Olimpíadas, ele se junta ao seleto grupo de brasileiros Serginho, ex-líbero da seleção de Vôlei, e Gustavo Borges, atleta da Natação que conquistaram esse feito. Os três atletas ficam atrás apenas dos velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, que possuem cinco medalhas cada.

Na terça-feira (03), Isaquias e sua dupla, Jakcy Godmann, também disputaram a final do C2 1000m. Os atletas brigaram com os alemães a prova inteira pela medalha de bronze, mas foram superados nos últimos metros, e terminaram na quarta colocação.

Inicialmente, a dupla era composta por Isaquias Queiroz e o canoísta Erlon de Souza — vice-campeões no Rio —, mas Erlon sofreu uma lesão no quadril e precisou ser cortado das competições. Isaquias e Jacky, ambos nascidos em Ubaitaba (BA), tiveram apenas quatro meses de treinamentos juntos. 

[Imagem: Wander Roberto/COB]

Após a derrota na prova de duplas, Isaquias afirmou: “Daqui a dois dias tem outra prova para buscar o ouro. Não quero sair daqui sem um ouro. O sonho não acabou”. Com a mentalidade de vencedor, Isaquias cumpriu sua promessa e encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio da melhor forma, com a tão sonhada medalha de ouro.

O baiano, de 27 anos, também possui em seu currículo seis ouros no Campeonato Mundial de Canoagem , e três no Pan-Americano

*Foto de capa: Miriam Jeske/COB

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