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Tóquio 2020 | Nos pênaltis, Brasil passa pelo México e vai a sua terceira final seguida
ARQUIBANCADA
03 ago 2021 | Por Jornalismo Júnior

Quando Brasil e México se enfrentam, nunca é um jogo fácil para nenhum dos times. Desde 2012, os times se enfrentaram em todas as competições possíveis, a exceção sendo a Olimpíada de 2016.

Muito por conta disso, esperava-se um confronto muito disputado e decidido nos detalhes. E a semifinal entregou isso — apesar de um jogo abaixo da média na questão técnica.

Depois de uma fase de grupos sem sustos , uma quartas de final contra o Egito tranquila, o México se colocou como o teste final para o Brasil, antes da busca pelo ouro olímpico.

Sem empolgar, mas sem sofrer

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Entrada do time brasileiro em campo [Imagem: Reprodução/CBF]

Com Matheus Cunha lesionado, Jardine foi forçado pela primeira vez a mexer na escalação  ofensiva inicial. Sem o centroavante, a aposta do técnico foi em Paulinho, que já havia marcado no primeiro jogo da Seleção, contra a Alemanha.

Mesmo assim, Richarlison seguiu como aposta na referência no ataque, mas durante o jogo ficou nítida a falta que o apoio de Matheus Cunha fez ao atacante do Everton. Sem um companheiro ao seu lado, ele foi presa fácil para a bem postada defesa mexicana.

O México que, como sempre, veio bem organizado e esquematizado para o duelo contra o Brasil. Apesar da pressão inicial da Seleção até os 30 minutos, a defesa mexicana conseguiu se segurar sem grandes dificuldades.

Aos 30 minutos, Douglas Luiz cavou um pênalti, anulado pelo árbitro após a checagem do VAR. A partir daí, o México passou a se abrir mais para o jogo até o final do primeiro tempo, obrigando o goleiro Santos a realizar importantes intervenções.

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Pênalti anulado sobre Douglas Luiz, após checagem do VAR [Imagem: Reprodução/Twitter @ESPN_Brasil]

Com a volta do intervalo, o cenário do jogo não se alterou. Apesar dos bons 15 minutos finais do México na primeira etapa, o Brasil continuava a ser mais propositivo e controlar as ações no meio campo. Destaque para mais uma boa atuação de Bruno Guimarães, que faz excelente competição.

Os sinais de falta de repertório, que haviam sido dados pelo Brasil nos últimos jogos, seguiram sem solução por Jardine e seus comandados. Mais uma vez encontrando uma defesa formada por uma linha de cinco, a Seleção teve dificuldades para furar esse bloqueio.

Mesmo com as entradas de Martinelli e Reinier, que vinham fazendo boas partidas vindos do banco, a seleção mexicana seguia bem postada atrás. O goleiro Ochoa, que foi obrigado a fazer boas defesas no primeiro tempo, pouco atuou na segunda etapa.

Além desse fator, a ausência de Claudinho no meio campo — novamente foi colocado para atuar ao lado esquerdo — foi sentida. A precisão de passes, ponto fraco do Brasil nos últimos jogos, dificultou qualquer criação ofensiva da equipe.

Próximo ao final do jogo, uma bola na trave, após cabeçada de Richarlison, foi o máximo que o Brasil conseguiu produzir numa partida muito pouco criativa, de ambos os lados.

 Vovô Olímpico e a Salvação de Santos 

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Santos pegou um dos pênaltis que classificou o time brasileiro [Imagem: Reprodução/CBF]

Como esperado, a definição do classificado viria após uma prorrogação e, consequentemente, os pênaltis.

Pouco tem o que se falar dos 30 minutos adicionais, a não ser da entrada de Malcom. Ele foi anulado pelo esquema tático mexicano, com uma marcação dupla sobre o atacante.

Já com as cobranças das penalidades máximas, destaca-se a figura de Daniel Alves para essa classificação, como capitão e líder técnico. Além de cobrar o primeiro pênalti, ele mostrou força e vontade, mais que qualquer outro jogador, ao vibrar e motivar seus companheiros para suas cobranças.

Com isso, o Vovô Olímpico, como é carinhosamente chamado, foi essencial para diminuir a responsabilidade de seus jovens companheiros, além de aumentar as suas confianças, principalmente do goleiro Santos.

O resultado foi uma disputa sem sustos para o Brasil. Com a Seleção convertendo todas as suas cobranças e Santos defendendo o primeiro pênalti, de Aguirre, coube a Reinier a honra de classificar a equipe para sua terceira final consecutiva. Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020.

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Reinier marcou seu pênalti e definiu o confronto [Imagem: Reprodução/CBF]

O objetivo ainda não foi conquistado, mas está bem perto. A grande decisão neste sábado (07), contra a Espanha, é a cereja no bolo de um trabalho que beira a perfeição das categorias de base da seleção brasileira, comandadas por Branco. Independentemente do resultado, seja o ouro ou a prata, é de se valorizar a reconstrução desse time e a sequência histórica nas Olimpíadas.

 

*Imagem de Capa: Reprodução/CBF

 

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