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Um Time Show de Bola entra em campo
CINÉFILOS
27 nov 2013 | Por Jornalismo Júnior

Por Amanda Manara
apmanara@gmail.com

Dezembro está chegando e logo os filmes infantis avançarão nas telas por causa das férias. Um Time Show de Bola (Metegol, 2012), dirigido por Juan José Campanella, estreia agora nos cinemas, engrossando a lista das animações que farão a alegria das crianças durante o recesso escolar.

A trama do filme é narrada por um pai que, percebendo o quanto está distante do filho – ele só se interessa por seu joguinho de tablet – começa a contar uma história, que ocorreu há algum tempo em uma cidadezinha do interior. A personagem central é Amadeo, garoto que trabalha no bar da cidade e é apaixonado por duas coisas: seu jogo de pebolim e pela jovem Laura. Um dia, Amadeo é desafiado pelo arrogante Ezequiel para uma partida do jogo de mesa. Após insistência de Laura, ele aceita o desafio e sai vencedor, uma vez que possui muitas habilidades no jogo. Ezequiel não suporta perder, sai humilhado e revoltado com a derrota.

Passados alguns anos, as pessoas da cidadezinha começam a tomar seus caminhos. Laura vai pra faculdade na capital, enquanto a única preocupação de Amadeo é cuidar de seus jogadores de pebolim, que ele trata como gente, dando nomes e diferenciando-os inclusive na aparência. É aí que um grande jogador de futebol retorna à cidade, se dizendo o dono desta, com planos de torná-la um grande centro esportivo, com o maior estádio de futebol do mundo.  Porém, para isso, ele teria que demolir o bar onde Amadeo ainda trabalha. Claro que essa escolha não foi em vão. O jogador em questão é Ezequiel, que passou a ser conhecido como Colosso e retornou à pequena cidade para se vingar da única derrota da sua vida: o jogo de pebolim contra Amadeo.

Assim, a demolição começa e o menino não consegue salvar sua mesa de pebolim que vai parar no lixão.  Porém, durante a tentativa de protegê-la, ele quebra um dos ferros e um dos bonequinhos fica com ele. Magicamente, esse jogador ganha vida ao cair uma lágrima de Amadeo em seu rosto. Capi, o capitão do time, parte então com seu dono em busca dos outros jogadores da mesa de pebolim.

Enquanto isso, Colosso seqüestra Laura e, como resgate, pede a tão esperada revanche a Amadeo, que desta vez porém não será no pebolim, mas no futebol de verdade. O problema é que Colosso se tornou um dos melhores jogadores do mundo e Amadeo nem ao menos tinha um time. Mesmo assim, aceita o desafio. Se vencesse, recuperaria a cidade e a salvaria das “maldades” de Colosso. Assim, após enfrentar diversas dificuldades no lixão e conseguir juntar todo seu time de pebolim, inclusive com alguns jogadores da mesa adversários, Amadeo parte em busca de um time para o seu jogo.

As dificuldades para montar um time não são poucas. A cidade é tão pequena que ele tem inclusive que chamar uma mulher para “se disfarçar”, porque já não havia mais homens. No final, ele consegue, mas claramente era um time fraco, que dificilmente ganharia o jogo.  E é nesse momento que a união, tanto da cidade, quanto dos jogadores de pebolim, entra em campo para um jogo com muita raça, em que a vontade de ganhar é maior que todas as dificuldades enfrentadas.

O filme é encerrado com essa lição de união e da força da amizade, além de trazer através dessa história a aproximação do pai e do filho do início da animação. O motivo da reaproximação? Após assistir à primeira cena, ele se torna muito fácil de imaginar. Por isso, nessa geração infantil que se importa mais com joguinhos de tablet e computador do que com a boa e velha brincadeira, ir ao cinema assistir a Um Time Show de Bola é um ótimo começo para entender um pouco porque a infância de seus pais parece ter sido muito mais interessante e divertida que a sua.

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