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Uma noite de mudanças
CINÉFILOS
18 dez 2014 | Por Jornalismo Júnior

por Luiza Magalhães
abmluiza@gmail.com

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Em uma festa de réveillon, tudo pode acontecer. E muito do que acontece de mais intenso não é na pista de dança, mas nos banheiros: brigas, sexo, fofocas, confissões… Essa é a premissa do filme A Noite da Virada, cujo roteiro foi baseado na peça “O Banheiro”, de Pedro Vicente. O longa, dirigido por Fabio Mendonça, traz nomes conhecidos da televisão brasileira, como Luana Piovani e Marcos Palmeira, além de atores que estão emergindo recentemente, como Júlia Rabello e João Vicente de Castro (que fazem sucesso com o canal Porta dos Fundos).

A festa na qual o filme é centrado acontece na casa de Ana, que está super empolgada com o evento, e seu marido Duda, que toca em uma banda de rock e é sustentado pela esposa. Momentos antes da festa começar, Duda joga uma bomba para cima de Ana: quer viajar no dia seguinte e não voltar mais. Apesar do choque, ela decide não deixar que isso estrague a noite. Mas a chegada dos convidados dá continuidade à sucessão de acontecimentos que vão marcar a virada: tem o casal de vizinhos, Rosa e Mario, envolvidos numa traição; outro casal, Alê e Rica, que entra em conflito devido às consequências da briga em que Rica se meteu; Sofia, a irmã de Ana; Paulo, o traficante; entre outros. Cada personagem traz uma pequena história, e essas histórias estão todas bem amarradas e vão se desenrolando ao longo da festa.

E é nesse contexto, entre um banheiro e outro (inclusive, no caso de um personagem, um banheiro químico) que o ano vai terminando e dando lugar a um novo, já cheio de mudanças: separações, um inesperado crime, uma possível gravidez. A “virada” do título passa a ter um novo significado – não se refere apenas à virada do ano, mas também dos acontecimentos em uma festa da qual todos sairão diferentes. O filme é de comédia, mas isso não faz com que deixe de abordar temas sérios. Como explica Fabio Mendonça, a intenção não era ficar fazendo piada o tempo todo, mas sim encaixar situações engraçadas, para fazer o público rir naturalmente. O diretor conta que o desafio de fazer comédia foi um dos motivos pelos quais ele quis fazer o filme, além do desafio de trabalhar com um elenco grande em espaços pequenos. De acordo com ele, “Comédia é aquele gênero que não dá para esconder se deu certo. Ou as pessoas dão risada ou não”.

A Noite da Virada pode não ser um filme totalmente inovador, pois ainda se apoia em clichês, mas cumpre a promessa de fazer rir naturalmente. A estreia está marcada para o dia 18 de dezembro nos cinemas

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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