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A velha narrativa, confortável e simples, dos filmes natalinos
CINÉFILOS
03 dez 2019 | Por Renata Souza (renatasouza@usp.br)

Há pouco menos de um mês para o Natal, os filmes temáticos começam a ser procurados pelos telespectadores. E as produtoras sabem o gostinho que o público tem de estar de férias, sentar para assistir um filme com uma pipoca caseira em mãos e saber que depois do play poderá desligar os pensamentos por algum tempo e se concentrar naquela narrativa simples, confortável e amena. Uma Segunda Chance para Amar (Last Christmas, 2019) é um desses típicos longa-metragens natalinos.

A protagonista é Kate (Emilia Clarke), jovem vendedora de produtos natalinos que sonha em obter sucesso como cantora. Kate vive um período de crise emocional, especialmente em suas relações familiares: sai da casa dos pais, passa a morar de casa em casa, vira noites em festas e se vê questionando seu estilo de vida. A trama se dá quando, ao acaso, ela conhece Tom (Henry Golding), um garoto misterioso que começa a lhe mostrar um doce olhar sobre a vida.

O filme é basicamente sobre isso, o caminho até o ponto em que se descobre que a vida é doce e vale a pena. Por isso, é um roteiro típico. Praticamente não são apresentados grandes problemas sociais — quando aparecem são secundários e romantizados — apenas conflitos pessoais que tendem a ser solucionados pela magia do Natal.

Mas não acho que essa simplicidade da trama seja um problema. É preciso considerar que quando se escolhe assistir um filme desse tipo se espera algo simples, prazeroso de acompanhar. Além disso, a construção da personagem principal é boa. Enquanto assiste, você percebe a relutância de Kate em mudar seu comportamento e esse processo é muito real. Mesmo que suas atitudes egoístas sejam um pouco cansativas, a narrativa te leva a entender a gradação na vida da jovem.

A expressiva Emilia Clarke interpreta Kate [Imagem: Universal Pictures]

Nos quesitos técnicos estão os maiores clichês. A fotografia é principalmente composta por imagens de pisca-pisca, papais noéis, vermelho e verde em abundância. E claro, para fechar com chave de ouro, muita música. 

Perdido em meio a tantas repetições, o final surpreende. Não que seja algo completamente novo, mas eu realmente não estava esperando. Se já sentia os olhos começarem a pesar, os minutos finais me despertaram. Não sei se te digo que é um filme para ver no cinema, deixo com você a decisão. Agora, se o que procura é um clássico de Natal, isso você encontrará.

O filme, roteirizado por Emma Thompson e Bryony Kimmings, tem data de estreia prevista para o dia 28 de novembro. Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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