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Visões do Passado: uma homenagem aos clássicos do terror
CINÉFILOS
13 mar 2016 | Por Jornalismo Júnior

por José Paulo Mendes Gomes
pgomes8888@gmail.com

Visões do Passado (Backtrack, 2015) é um thriller que se passa na Austrália e acompanha o drama do psicólogo Peter Bower. O filme surpreende por se utilizar de muitos clichês de do gênero de terror e suspense dos anos 80 e do final dos anos 1990 como Poltergeist (1982) e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado (I Know What You Did Last Summer, 1997). Isso com alguns toques de originalidade dão um resultado final que se não está nem perto de ser uma obra-prima, é agradável de se assistir na sua televisão numa terça à noite.

O filme começa devagar para nós conhecermos os personagens, mas um princípio da trama já é apresentado envolvendo uma garota misteriosa e a forte relação que os veículos sobre trilhos teriam depois, quando descobrimos que as visões dele tem relação com um acidente de trem. Logo também entendemos que Bower e sua esposa se mudaram para Melbourne, a cidade onde haviam se conhecido, buscando superar o trauma de terem perdido a filha num acidente de bicicleta.

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Na mudança, o psicólogo recebe a ajuda do amigo Dr. Duncan, que faz o trabalho de encaminhar para Bower pacientes para ele voltar a ativa. No entanto, Bower acaba por descobrir que aqueles pacientes têm uma ligação com o acidente. Nisto, ele descobre que Duncan também tem relação com o ocorrido no passado e que agora ele precisa tentar reconstruir as imagens dos acontecimentos daquele dia e solucionar esse enigma já esquecido voltando ao local do desastre.

O interessante do roteiro nesse momento é que ele levanta uma dúvida na cabeça do psicólogo se aquilo era loucura ou realidade. Neste processo, no início do filme, retomamos para uma cena em que ele avalia um homem que acredita ainda estar no ano de 1987. Mais tarde, compreendemos que aquele paciente nada mais faz do que lembrar do ano em que morreu, naquele acidente que Bower tem tido visões.

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De volta a sua cidade natal, Peter decide confessar o ocorrido a chefe da policial local, Barbara Henning, acreditando que duas bicicletas deixadas sobre os trilhos de trem naquela noite seriam a causa do acidente. No entanto Barbara, que perdeu a mãe no acidente, é obcecada pelo caso e não acredita que a história do psicólogo bastaria para causar tamanho acidente.

O final acaba acontecendo de forma muito repentina, faltou um desenvolvimento melhor nessa parte, mas consultando as referências de terror no qual o filme foi construído, vemos que a maioria das obras acaba assim. A forma como os segredos do passado é revelada aos poucos remete a uma infinidade de filmes de terror e é quase uma obrigação do gênero, mas no filme isso acaba gerando alguns furos no roteiro, que é bem verdade também é comum dentro desse nicho cinematrográfico.

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Uma das coisas mais legais da obra fica por conta da fotografia que em muitos momentos relembra as refilmagens de japoneses da virada do século, como O Chamado (The Ring, 2002) e O Grito (The Grudge, 2004). O filme tem seus momentos de sustos, mas consegue não exagerar nessa parte e manter a tensão em boa parte da trama, prendendo o expectador nos seus melhores momentos, embora ainda se arraste em outros.

Claramente Visões do Passado não foi feito para ser uma obra-prima, longe disso, lembra muito os vários filmes de terror que invadiram os cinemas nos anos 70 e 80 e no final da década de 90. Se feito há 30 anos, não seria estranho assistir esta obra num dos saudosistas cinemas Drive-in. Sem essa opção nos dias de hoje, Visões do Passado deve ser aquele filme que quando chega a TV aberta é repetido com frequência na sessão corujão dos canais.

Assista ao trailer:

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