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Warcraft: Adaptação Fraca no Mundo dos Games
CINÉFILOS
01 jun 2016 | Por Jornalismo Júnior

por Lucas Almeida

Depois de 12 anos do lançamento do jogo de estratégia World of Warcraft, um filme baseado na sua história foi causa de grande ansiedade para os fãs. Transpor as aventuras e a emoção para as telonas é trabalhoso, além da necessidade de manter as expectativas de qualquer outra história de ficção, como um bom enredo. Para a decepção de muitos, Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft, 2016) erra em vários desses pontos.

A trama começa quando os Orcs – criaturas fantasiosas comum em jogos de RPG – encontram o seu mundo se extinguindo e a solução é atravessar um portal rumo ao reino de Azeroth, para conquistar novas terras. Uma batalha entre duas civilizações é travada, envolvendo criaturas fantasiosas, cavaleiros medievais e diversos tipos de magias.

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As feições dos Orcs Durotan (Toby Kebbell) e Orgrim (Robert Kazinsky) foram feitas digitalmente. Foto: Reprodução

Para tentar abranger a grande quantidade de núcleos que o jogo apresenta, o filme tem cortes constantes entre as diferentes tribos e famílias, introduzindo diversas batalhas e muito sangue de orc. Tais fatores ajudam ainda mais a achar a trama cansativa e desinteressante. A grande quantidade de personagens nas muitas cenas diminui fortemente a importância dos protagonistas e colabora para a perda de rumo da obra.

O título em português já evidencia a intenção de criar continuações para este filme. O fato também fica claro na história, quando nenhuma das questões que são abertas durante a trama recebem uma conclusão. O enredo tenta criar grandes viradas e cenas emocionantes, no entanto não consegue causar grandes emoções. Assim, a produção acaba sendo rasa, sem envolver o espectador com as personagens.

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O Guardião Medivh, interpretado por Ben Foster. Foto: Reprodução

É inegável a qualidade das imagens produzidas em computações gráficas durante todo o filme. A criação de diversos cenários e dos próprios personagens ajuda na construção de um ambiente que lembra o mundo dos games. Para conferir isso, é mais interessante assistir em IMAX.

Dessa forma, Warcraft apresenta problemas na sua direção e execução, configurando um filme fraco e sem espaço para envolver o espectador em qualquer nível com a trama. No entanto, para os grandes fãs do jogo, pode apresentar um começo da relação entre o mundo dos games e do cinema, além da possibilidade para futuras continuações melhores.

Para quem estiver interessado, Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos estreia no dia 2 de junho no Brasil.

Confira o trailer!

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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COMENTÁRIOS
Helen
Eu amei o filme. Não só pelos cenários, e qualidade de imagens etc. Mas pela história tbm. Msm com os cortes é possível entender a historia. Levei 03 pessoas q não conhecem nada do game, e elas gostaram mto, sairam satisfeitas!
20 jun 2016
 
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