Jornalismo Júnior

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Resenha | ‘The Tortured Poets Department’: álbum de Taylor Swift é uma enxurrada de músicas e referências para os fãs

Com sucessos no lançamento, a atual era da cantora conta com trinta e uma músicas inéditas que revelam sua vulnerabilidade através das composições
Imagem em sépia-claro da cantora Taylor Swift. Ela está deitada e uma regata escura transparente e um shorts curto também escuro. Aparece da boca até metade das coxas da artista, que está em uma posição que demonstra agonia.
Por Daniela Gonçalves (danielagsilva@usp.br)

The Tortured Poets Department (2024) ou “Departamento dos Poetas Torturados”, em tradução livre, é o 11º álbum de estúdio de Taylor Swift, cujo lançamento ocorreu em 19 de abril de 2024. Com uma estética melancólica, a obra é composta por 16 músicas inéditas, com letras que fazem os fãs se sentirem próximos à cantora de forma íntima. A “loirinha” — como é conhecida Taylor Swift entre seu público — também disponibilizou uma segunda versão, The Tortured Poets Department – The Anthology (2024), com mais 15 músicas novas. Ao todo, são 31 canções inéditas. 

Repleto de referências pessoais e mitológicas, o álbum é farto de letras poéticas e vulneráveis. Taylor conseguiu com sucesso transformar seus sentimentos em músicas contagiantes e que refletem diversas emoções para o público. Apesar do número de músicas, após um ano, foi possível absorver, compreender e apreciar as composições da cantora. 

O álbum se tornou um sucesso estrondoso em apenas algumas horas. Segundo o Spotify, foram 313,7 milhões de streams apenas no primeiro dia, além de ter quebrado o próprio recorde de álbum mais escutado em um único dia — que pertencia a Midnights (2022), também de Taylor Swift.

Cantora Taylor Swift aparece em preto e branco. Ela está levemente curvada para a esquerda, com as mãos no rosto e expressão de angústia. Em cima, está escrito "The Tortured Poets Department - The Anthology".
A capa da segunda versão do álbum, The Anthology, contrasta com a inicial, feita em fundo claro [Imagem: Divulgação/Instagram/@taylorswift]

Para quem é cada música? 

A cada lançamento da cantora, os fãs fazem a pergunta: “Para quem é essa música?” — uma referência ao histórico de composições para seus ex-namorados. Dessa vez, os fãs supõem que a cantora escreveu sobre seu término com Joe Alwyn, ator britânico com quem se relacionou durante seis anos e rompeu em abril de 2023. Na letra de So long, London, fica clara a quebra de expectativa: depois de anos, o relacionamento se desgastou e a espera por um pedido de casamento — que não veio — foi um ponto final na relação. Outras músicas como loml e How did it end? têm uma carga emocional que Taylor resolveu transformar em música: o fim de uma união romântica longa. 

Logo após o término com o britânico, a compositora se envolveu em um breve relacionamento com Matty Healy, vocalista da banda The 1975. O que pareceu não ser nada profundo, foi mostrado em músicas como I Can Fix Him (No Really I Can) e The Tortured Poets Department com uma carga maior do que veio a público, nas quais é possível entender sobre uma relação conturbada com uma pessoa problemática. Healy se envolveu em polêmicas após ser acusado de fazer um gesto nazista durante um show e rir de piadas racistas e xenofóbicas, além de ter tido problemas com dependência química. Durante a transição entre os dois relacionamentos, há as canções Guilty as sin? e Fresh out the slammer, que falam sobre estar com alguém de forma romântica, mas com pensamentos em outra pessoa, na qual o eu lírico saberia para quem ligar quando estivesse “recém-saída da prisão”.

Durante o affair, os fãs se revoltaram e comentavam frequentemente para a loira se afastar do cantor. Em But Daddy I Love Him, de forma ficcional, ela fala sobre aqueles que se intrometem em seus relacionamentos: os fãs e a mídia. Outra crítica ao meio das performances aconteceu em I Can Do It With a Broken Heart. A cantora fala como estava de coração partido durante o início da The Eras Tour, que passou pelo Brasil em novembro de 2023 e teve fim em dezembro do ano passado. Apesar do sofrimento, ela mostra como foi capaz de enfrentar a multidão e dar o seu melhor até que suas vivências melhorassem.

Taylor Swift aparece ajoelhada, de lado para quem tirou a foto. Ela é iluminada por uma luz, vinda de uma nave alienígena, acompanhada por feixes de luz. O fundo é escuro.
Taylor Swift durante performance de Down Bad na The Eras Tour em Paris em maio de 2024 [Imagem: Reprodução/Instagram/@taylorswift]

Em 2016, Taylor se envolveu em uma polêmica com Kanye West e sua ex-esposa, Kim Kardashian. Na música thanK u aIMee, a loirinha fala sobre uma mulher que a fez muito mal no passado, mas que a situação foi essencial para o próprio amadurecimento. No título da música, as letras maiúsculas formam o nome “Kim”, o que sugere uma referência à socialite. 

E também teve música para quem está apaixonado! A partir de meados de 2023, a cantora se encontra em um relacionamento com o jogador de futebol americano Travis Kelce. O tight end do time Kansas Chiefs não ficou de fora e recebeu homenagens no álbum. Nas músicas So High School e The Alchemy são mostradas as expectativas e a felicidade de estar em um relacionamento saudável, que faz a cantora se sentir como se fosse uma “adolescente apaixonada no ensino médio”. Referências diretas ao esporte de Kelce também foram incorporadas nas composições.

Colaborações

O álbum também contou com duas parcerias. O single Fortnight foi composto e interpretado pela cantora junto de Post Malone. A música atingiu 25 milhões de streamings no Spotify nas primeiras 24 horas após o lançamento e seu clipe ultrapassou 10 milhões de visualizações no YouTube no mesmo período. A letra fala sobre um casal que teve um breve relacionamento — com duração de uma quinzena (fortnight) — e que foi fruto de uma traição. Ainda na música, após o affair, o eu lírico masculino se mudou para “a casa ao lado” e ela precisava assistir ao casal feliz, mesmo com sentimentos mal resolvidos: “Eu te amo, e isso está arruinando a minha vida” (“I love you, it’s ruining my life”).

Os cantores Post Malone e Taylor Swift aparecem sentados em uma mesa. Ao fundo, estão gavetas de um amário, uma cadeira de escritório na esquerda e a foto está em preto e branco. Post Malone usa uma roupa formal e inteiramente escura. Taylor utiliza um vestido totalmente fechado e também escuro, no estilo próximo ao da estética rococó. Ela também usa uma luva de renda e, atrás da cantora, há uma máquina de escrever.
Taylor e Post Malone nos bastidores das gravações do clipe de Fortnight
[Imagem: Reprodução/Instagram/@taylorswift]

Outro feat desse álbum foi com Florence + The Machine: a música Florida!!!, que se tornou uma das favoritas do álbum por parte dos fãs. Com uma batida marcante, a canção conquistou o público com seu ritmo animado. Em entrevista à rede de rádio IHeartRadio, Taylor disse que convidou a banda com a ideia: “O que acontece quando sua vida não se encaixa ou suas escolhas alcançam você? As pessoas vão para onde? Para a Flórida”.

Taylor Swift e Florence aparecem abraçadas. Taylor usa um vestido branco e Florence um cardigan claro e um vestido de flores. A foto está esbranquiçada.
Taylor e Florence se aproximaram com a gravação da música Florida!!!
[Imagem: Reprodução/Instagram/@taylorswift]

A produção do álbum ainda contou com a colaboração de Jack Antonoff, que fez parte da produção de todos os álbuns de estúdio da cantora desde 1989 (2014). A parceria, apesar de obter excelentes resultados, não é inovadora. O uso de sintetizadores na maioria das músicas, mesclado com os tons melancólicos das composições de Taylor, deixam o 11º álbum com a sonoridade semelhante ao do álbum inédito anterior, Midnights.

Aaron Dessner, membro da banda The National, também foi responsável pela produção de algumas canções de The Tortured Poets Department. O músico, que já havia colaborado com a cantora em seus álbuns feitos durante a pandemia — Folklore (2020) e Evermore (2020) — foi responsável pelas faixas que carregam maior carga emocional em suas letras: So Long, London, loml e The Smallest Man Who Ever Lived.


*[Imagem de capa: Divulgação/Instagram/@taylorswift]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima