Jornalismo Júnior

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Keanu Reeves “brinca de Deus” em Cópias

Por Pedro Lobo pcostalobo@gmail.com Cópias – De Volta à Vida (Replicas, 2019) se trata das escolhas de William Foster (Keanu Reeves), neurocientista e pesquisador rico, bem sucedido, que ao ver a situação fugir de seu controle decide “brincar de Deus”. Através da clonagem, a morte de sua família torna-se algo reversível, a distância de apenas …

Keanu Reeves “brinca de Deus” em Cópias Leia mais »

Por Pedro Lobo
pcostalobo@gmail.com

CópiasDe Volta à Vida (Replicas, 2019) se trata das escolhas de William Foster (Keanu Reeves), neurocientista e pesquisador rico, bem sucedido, que ao ver a situação fugir de seu controle decide “brincar de Deus”. Através da clonagem, a morte de sua família torna-se algo reversível, a distância de apenas um algoritmo. Como sua esposa Mona (Alice Eve) diz, a ciência fez com que Will perdesse a distinção entre o bem e o mau. Afinal, quem disse que cabe a ele decidir quem vive e quem morre?

Questionamento poderoso, mas para por aí. O papel da ficção científica é, por meio da fantasia de tecnologias inovadoras, inteligências artificiais e novos planetas, explorar questões humanas, a reação do homem e de seus princípios diante do avançar da ciência. No entanto, o filme de Jeffrey Nachmanoff não ergue o debate, não questiona os caminhos tomados pelo protagonista, fazendo da premissa inicial o melhor que tem a oferecer.

Keanu Reeves, astro de Matrix, faz valer o renome: a atuação é competente, a melhor do filme. Consegue driblar até a direção fraquinha, o que não fazem os demais atores. Alice, excelente em Star Trek: Além da Escuridão, aqui é bem inexpressiva. Thomas Middleditch, que interpreta o alívio cômico Ed Whittle, não emplaca uma piada, deslocado numa história em que o humor não cabe. Soa forçado.

No longa, Ed Whittle é “o braço direito” de William Foster [Imagem: Replicas Holdings, LLC]

Para o resto do elenco, sobram algumas caricaturas, frutos de um roteiro cheio de clichês. Os arquétipos vão surgindo, as viradas vão acontecendo, e a aparência é de algo genérico, até mesmo preguiçoso em criar algo novo. Tem chefe malvado, traição, até o nome da obra eles falam em dado momento.

Ao final, a trama volta-se para um terceiro ato de filme de ação: perseguição de carro, tiros, se havia alguma perspectiva de discussão do tema, ela acaba aí.

É quando o baixo orçamento é escancarado, a computação gráfica é ruim, mas o diretor não tem medo de mostrá-la –o problema não é fazer um sci-fi com pouca grana, porém é nessas situações que a criatividade deveria surgir (não surge) – fica a impressão de que todo o dinheiro foi para a contratação do ator principal.

Os últimos minutos são surpreendentes. Uma atmosfera de final feliz na praia, bem novelesco, quase um comercial de margarina. Termina-se com gancho para sequência. É até engraçado que depois de tantos trancos e barrancos, cogite-se dar continuidade à essa trama.

O longa tem estreia prevista para o dia 18 de abril no Brasil. Confira o trailer:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima