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Festival Varilux 2016: A Viagem de Meu Pai

por Lucas Almeida almeidalucas1206@gmail.com O filme A Viagem de Meu Pai (Floride, 2015) estampa o cartaz do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, com uma imagem simples e que representa muito bem a essência da produção. O longa não possui uma trama extremamente elaborada ou cenas com fotografia espetacular, mas consegue retratar a realidade …

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por Lucas Almeida
almeidalucas1206@gmail.com

O filme A Viagem de Meu Pai (Floride, 2015) estampa o cartaz do Festival Varilux de Cinema Francês de 2016, com uma imagem simples e que representa muito bem a essência da produção. O longa não possui uma trama extremamente elaborada ou cenas com fotografia espetacular, mas consegue retratar a realidade de forma triunfal e capturar a emoção de cada personagem, apresentando uma obra completa e emocionante.

A Viagem de Meu Pai 1

Claude Lherminier (Jean Rochefort) é um homem imponente e arrogante, o que se torna um problema aos seus 80 anos, quando passa a ter ataques de confusão e esquecimento. Enquanto sua filha mais velha, Carole (Sandrine Kiberlain), se desgasta cuidando dele, a ideia de uma viagem para a Flórida invade a cabeça do pai, para visitar a caçula, Alice, que não o vê há mais de dez anos.

A interação entre os atores em todas as cenas e a forma como a história é conduzida é fruto da ótima direção de Philippe Le Guay, mas o que realmente se destaca no longa é a interpretação de Rochefort. O ator imprime a personalidade e a emoção do filme, transmitindo felicidade, mesmo nos momentos caóticos, misturando a identidade do personagem com a do longa.

A Viagem de Meu Pai 2

O filme é recheado de imagens sutis, que revelam muito dos personagens e da própria história. Em uma cena, Carole troca a calça do seu pai, causando um pequeno desconforto para os dois personagens, e mostra, sem nenhum tipo de imagem chocante, os problemas mal resolvidos entre eles, a angústia que é para a filha ter que tratar de Claude e a impotência do mesmo diante de toda a situação, apesar de todos tentarem esconder esses sentimentos.

Assim, o ponto forte do filme é a profunda construção dos personagens, deixando todas as suas ações verossímeis e possíveis de identificação com o espectador. Até mesmo as imagens filmadas no interior da França, que fogem dos clichês de Paris, acrescentam na personalidade de cada um.

Para alguns o filme pode ser muito dramático e comovente, para o outros, pode ser intrigante ou apenas informativo, mas dificilmente não tocará quem o assiste. A Viagem de Meu Pai estreia no dia 11 de agosto no Brasil!

Confira o trailer:

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