O documentário de 95 minutos da HBO tem como foco central os efeitos da liberação excessiva de carbono na atmosfera. Dentre quadros de belas paisagens e entrevistas com especialistas ao redor do mundo, a narrativa se constrói de forma didática e bem ilustrada. O narrador é observador e também é quem fornece os dados na tela, que se mesclam a geleiras, montanhas e vales de países do hemisfério norte. A voz é de Leonardo Dicaprio, que mais uma vez apresenta interpretação impecável.

A redução da biodiversidade é outro aspecto explorado, apesar de não ser o foco da narrativa. Estima-se que se o aquecimento global caminhar como vem caminhando a era atual pode ser marcada pela maior extinção em massa da fauna e da flora do planeta Terra. Além disso, as consequências para a própria espécie humana são as mais devastadoras. Com a frequência cada vez maior de desastres naturais, muitos deles irreversíveis, culminará na maior crise de refugiados da história da humanidade, problema já enfrentado pelas sociedades atuais e que pouco progride em termos de condições de vida e direitos humanos.

Todavia, o documentário não segue uma linha pessimista. São apresentadas diversas alternativas e projetos que visam reverter a poluição atmosférica e diversificar as fontes de energia em escala mundial. Muitos países do hemisfério norte, e alguns pertencentes ao grupo dos emergentes já investem em fontes alternativas e que têm menos impactos. São entrevistados professores e pesquisadores de renomadas universidades ao redor do mundo, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), que explicam de forma simplificada como é possível que se reduzam os danos causados pelas atividades humanas até então.
Algumas cenas a se ressaltar são as longas e didáticas explicações sobre o uso das energias solar e eólica como alternativas mais baratas e ecológicas. Fazendo as ressalvas necessárias, pois também têm suas consequências para o meio ambiente, são analisadas cientificamente e comprovadas como formas mais inteligentes e sustentáveis de se produzir energia. Aproveitando o potencial eólico e de insolação de lugares ao redor do mundo é possível reduzir a quantidade de carbono recomendada até 2050.
A trilha sonora também merece destaque na composição do documentário. Músicas clássicas e por vezes melancólicas dão uma toada séria quando tocadas junto a paisagens do ártico e grandes usinas de painéis solares. Elas ilustram bem as falas do narrador, dão dramaticidade ao que está sendo falado e induzem o espectador a um contemplamento distante e onírico.

O documentário tem seus méritos pela produção impecável, pelas belas imagens captadas e por uma narração envolvente. Mas mesmo assim está naquela categoria de filmes que só percebemos quando tudo o que nos interessava já foi assistido e não nos restam muitas opções num preguiçoso dia frio em julho.
O filme entrará em cartaz no dia 22 de julho às 22h no canal HBO. Veja o trailer:
Laura Toyama
laura.toyama@usp.br
Estou assistindo a esse documentário pois faço curso de técnico Meio Ambiente e foi proposto pelo professor que fizéssemos uma avaliação de 5 páginas o que achamos do filme, a tantas coisa tristes neste documentário que nem seio por onde começar a falar sobre a destruição que o planeta está sofrendo e olha que eu nem sabia que o carbono tem o poder de causar uma impacto tão grande em nosso planeta, estou 39,50 minutos e já sinto tristeza por pensar para onde estamos caminhado em nome do progresso e do crescimento econômico.