O Engenho Central é um dos símbolos culturais e históricos da cidade de Piracicaba, no interior do estado de São Paulo. O complexo foi fundado em 1881 às margens do Rio Piracicaba pelo Barão de Resende, empresário e político da cidade, para a produção de açúcar e álcool, de acordo com as novas tecnologias da época.
O engenho foi o maior produtor de açúcar do país no início do século 20, com cerca de 100 mil sacas e três milhões de litros de álcool produzidos. A empresa teve protagonismo na economia da cidade até os anos 60, quando o açúcar representava 75% da produção agrícola.
Com a concorrência de outros países latino-americanos e dificuldades financeiras, os engenhos foram transformados em usinas ou desativados. Isso aconteceu com o engenho de Piracicaba, que encerrou suas atividades em 1974. Em 1989, o espaço foi tombado como patrimônio histórico da cidade. Suas antigas construções foram transformadas em espaços culturais, com eventos como a “Paixão de Cristo”, o “Salão Internacional de Humor” e a “Festa das Nações”.
Veja na fotorreportagem do repórter Eduardo Granado a arquitetura, a paisagem e a história por trás do local.
A arquitetura e engenharia do Engenho Central transmitem força, da mesma forma que o rio em que beiraConstruída em 1992, com inspiração de pontes como a “Golden Gate” e a “Brooklyn Bridge”, a Passarela Pênsil é um ponto turístico que conecta a Avenida Beira Rio ao Engenho CentralO Rio Piracicaba é o elemento natural que compõe a paisagem do engenho e dá nome à cidadeO complexo é feito de diversos galpões e casas, em uma espécie de urbanismo industrialA Passarela Estaiada é a nova conexão da Avenida Beira Rio ao complexo do engenho, inaugurada em 2013O engenho possuí uma arquitetura industrial, com os prédios com tijolos à mostraCarrinhos de comida estão presentes para alimentar o públicoInaugurada em 2024, a nova Pinacoteca Municipal “Miguel Dutra” localiza-se no Engenho CentralOutro galpão modificado, que se transformou no teatro Erotides de CamposDiferente de suas construções, o maquinário usado no século 20 quase não existe maisCasa-grande do engenho, que foi ocupada por Estevão Ribeiro de Sousa Resende, o Barão de ResendeCasas menores ao lado da casa-grandeNo complexo existe o tradicional letreiro em homenagem ao local, um dos principais símbolos da cidadeA vegetação ou os danos do tempo modificaram algumas das áreas dos edifíciosO antigo dos tijolos aparentes e a modernidade dos prédios ao fundo, divididos pelo rio