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O Dono do Jogo: guerra mental durante a Guerra Fria

Por Bruna Nobrega brunadanobrega@gmail.com “Este jogo é uma toca de coelho. Após apenas quatro movimentações, há 300 bilhões de opções para se considerar. Pode te levar muito próximo ao seu limite”. O Dono do Jogo (Pawn Sacrifice, 2015), filme de Edward Zwick baseado em fatos reais, conta a história do americano Bobby Fischer (Tobey Maguire). …

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Por Bruna Nobrega
brunadanobrega@gmail.com

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“Este jogo é uma toca de coelho. Após apenas quatro movimentações, há 300 bilhões de opções para se considerar. Pode te levar muito próximo ao seu limite”. O Dono do Jogo (Pawn Sacrifice, 2015), filme de Edward Zwick baseado em fatos reais, conta a história do americano Bobby Fischer (Tobey Maguire). Prodígio jogador de xadrez, ele quer provar a si mesmo que é o melhor do mundo mas, para isso, precisa derrotar o atual campeão mundial soviético Boris Spassky (Liev Schreiber) em plena Guerra Fria.

Por ouvir desde os seis anos que era um ótimo jogador, Fischer cresce como um garoto mimado e egoísta, ao mesmo tempo em que começa a desenvolver uma obsessão pelo jogo que mais para frente, torna-se uma paranoia grave rendendo a ele diversos ataques psicóticos e ilusões sobre teorias da conspiração. Nesse ponto, podemos destacar a performance de Maguire que não falha ao apresentar os distúrbios mentais de Fischer de forma realista ao mesmo tempo que exibe sua atitude arrogante e narcisista em frente às câmeras.

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A loucura de Fischer é ressaltada também pelo uso de um jogo sucessivo de imagens em tomadas curtas e fechadas de determinados objetos e ações de personagens, junto com seus respectivos sons, como o tique-taque do cronômetro, o som da cortina sendo balançada pelo vento ou o barulho de passos por trás da porta. Ponto para o diretor Edward Zwick.

Pode-se notar ainda uma grande insistência de Zwick em nos lembrar que o filme é baseado em fatos reais, já que ele traz em diversos momentos filmagens chiadas e em preto e branco, além de noticiários apresentando informações e novidades sobre a vida de Bobby Fischer. Desse modo, o espectador que está no cinema sente-se como um telespectador dos anos 1960 e 1970.

Aqui vale destacar inclusive as performances de Liev Schreiber, como Boris Spassky, rival de Fischer que tinha suas próprias paranoias, Peter Sarsgaard e Michael Stuhlbarg, respectivamente o treinador e empresário do jogador, que trazem um bom balanço emocional ao longa, principalmente durante os surtos psicóticos de Bobby.

O filme, lançado em 2015 nos Estados Unidos, chega ao Brasil dia 28 desse mês e é bom até mesmo para aqueles que não entendem nada sobre o xadrez.

Veja o trailer: 

6 comentários em “O Dono do Jogo: guerra mental durante a Guerra Fria”

  1. Ótima resenha, em relação à vontade de ver, você citou detalhes que somaram ao trailer. Interessante que na maioria dos sebos, sempre tem um tal de livro “Bobby Fischer Ensina Xadrez” que eu acho que nunca mais vai passar batido, hehehe…

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