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42ª Mostra Internacional de SP: A Rota Selvagem

Este filme faz parte da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Para mais resenhas do festival, clique aqui. Não é de hoje que os seres humanos possuem uma certa conexão com outros animais como cães, gatos e cavalos. Muitas pessoas consideram que eles apresentam mais humanidade que um ser humano e por isso devem …

42ª Mostra Internacional de SP: A Rota Selvagem Leia mais »

Este filme faz parte da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Para mais resenhas do festival, clique aqui.

Não é de hoje que os seres humanos possuem uma certa conexão com outros animais como cães, gatos e cavalos. Muitas pessoas consideram que eles apresentam mais humanidade que um ser humano e por isso devem ser tratados igualmente. Já outros, consideram-nos como seres inferiores feitos para o trabalho e competições. A Rota Selvagem (Lean on Pete, 2017) traz esses dois posicionamentos tendo em vista um garoto e um cavalo de corrida.

A produção foi baseada no romance homônimo de Willy Vlautin e foi bem recebida pela crítica internacional, recebendo o Prêmio Marcello Mastroianni no Festival de Veneza do ano passado e concorrendo ao Leão de Ouro. No drama, Charley Thompson (Charlie Plummer) é um garoto de 15 anos que acabou de se mudar para Portland com seu pai Ray (Travis Fimmel, famoso pelo papel de Ragnar Lothbrok, na série Vikings). Praticante de corrida, Charley decide percorrer a nova região quando encontra um lugar onde há corridas de cavalos, conhecendo lá o treinador de cavalos Del Montgomery (Steve Buscemi), tornando-se seu ajudante. Montgomery possuía vários cavalos de raças variadas, mas foi vendendo-os para pagar dívidas, restando apenas seis animais, entre eles, o dócil Lean On Pete.

A Rota Selvagem
[Imagem: Curzon Artificial Eye]
Apesar de o dono tratar os animais friamente como sua fonte de renda, Charley sente uma conexão com Pete e assim, torna-se seu amigo. Após uma tragédia envolvendo seu pai e a descoberta relacionada ao destino dos cavalos perdedores de Montgomery, Charlie precisa salvar Pete e encontrar a tia Maggie (Amy Seimetz) que não vê há muitos anos após uma briga com seu pai, para tentar recomeçar sua vida. A sequência de fatos que vão ocorrendo fazem o garoto amadurecer, confrontar e até mentir se for preciso, entretanto, algumas dessas mentiras acabam sendo desnecessárias em algumas cenas.

À primeira vista, o espectador pode pensar que o filme é longo por ter 121 minutos, mas essa sensação não é sentida. A narração e a sequência dos acontecimentos não são forçadas, pelo contrário, possuem seu tempo e desenvolvimento bem fluídos. A personalidade complexa está presente em todos os personagens (até mesmo em Pete), cada personagem tem um motivo ou dilema, mas apenas os conflitos de Charley são mais explorados e servem de base para suas decisões ao longo do enredo. A fotografia do filme é cativante e bem produzida, mostrando tanto o universo das corridas de cavalos quanto as paisagens do Noroeste dos Estados Unidos.

A produção consegue prender a atenção e emocionar o espectador, ter raiva em alguns momentos mas entender o porquê daquilo. E ainda, querer que a amizade de Charley e Pete continuem e que o garoto encontre sua tia.

A Rota Selvagem estreia dia 15 de novembro no Brasil. Confira o trailer:

por Beatriz Cristina
beatrizcristina.sg2000@gmail.com

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