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Ainda a melhor do mundo, Marta leva o Brasil à conquista de mais uma Copa América

Em vitória mais suada do que nunca, Brasil conquista sua 9ª Copa América feminina, com seleção que combina a experiência de Marta com a velocidade e técnica da nova geração
Por Nina Nassar (niiina@usp.br)

O Brasil chegou nessa final de Copa América após uma campanha excelente, com direito a uma goleada de 5 a 1 contra o Uruguai na semifinal. Finalista em todas as dez edições realizadas, a Seleção agora possui nove títulos, tendo perdido apenas em 2006, para a Argentina. Na final deste fim de semana (2), na capital do Equador, a Amarelinha manteve sua hegemonia no cenário latino-americano em um jogo de muita raça, vontade de vencer e técnica de um coletivo harmônico. As jogadoras não desistiram do jogo mesmo ficando atrás no placar três vezes, contando com o brilho dos destaques da equipe: a lenda Marta, que aos 39 anos se mantém decisiva, e novos sucessos como Amanda Gutierres, Gio Gaberlini e Angelina. A partida, mesmo vencida nos pênaltis por 5 a 4, foi um exemplo da força e tradição da Seleção.

O jogo

Com um ritmo forte do início ao fim, a intensidade inicial da partida foi dominada pela Colômbia. O Brasil teve um ataque perigoso de Yasmin, mas ainda parecia menos aquecido do que as adversárias. Aos 17’, aproveitando uma brecha na defesa, a colombiana Linda Caicedo marcou o primeiro gol. O primeiro tempo todo, então, passa a ser tomado pela vontade do Brasil de empatar, com muita correria e velocidade dos dois lados. O desespero pareceu maior quando Tarciane recebeu cartão amarelo, aos 39’.

Linda Caicedo, destaque da Colômbia, fez quatro gols na Copa América [Imagem: Reprodução/Instagram: @copaamerica]

Aos 45’, Gio Gaberlini, dentro da área, leva uma cabeçada de Carabáli, resultando em um pênalti para o Brasil. Em um chute habilidoso, Angelina marca no ângulo esquerdo e empata o jogo. Antes do intervalo, Gio tenta um ataque de categoria, mas a bola acaba saindo, após alguns trombos com a goleira colombiana Kathe Tapia.

O segundo tempo começou melhor para o Brasil, que nos dois primeiros minutos quase virou o jogo com um ataque de Kérolin e Gio, que terminou com um chute na trave. Aos 68’, a Seleção perde o domínio que vinha estabelecendo com uma falha descuidada da defesa: Tarciane tentou recuar a bola para goleira sem ver que esta estava avançada, marcando um gol contra. Depois desse golpe, o Brasil sofre para desenvolver as jogadas e acertar na comunicação. No entanto, aos 79’, a equipe se redime do erro com um golaço de Amanda Gutierres, artilheira brasileira que recebe a bola alta de assistência de Gio, mata no peito e encaixa o gol na gaveta.

Apesar de ter crescido novamente no jogo após o empate, o Brasil volta a estar em desvantagem no placar aos 82’. Linda Caicedo puxa a jogada do meio campo, domina entre a defesa brasileira e toca para Mayra Ramírez, que marca na goleira Lorena o 3 a 2 da Colômbia. Porém, ainda havia tempo para uma virada heróica: entra a lendária Marta, veterana que levantou a taça da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Aos 90’+6, Marta, de fora da área, bate forte o rebote do ataque brasileiro, balançando as redes pela terceira vez pelo Brasil. Em um momento que combinou uma oportunidade milagrosa com a habilidade e experiência da melhor jogadora da história, o jogo seguiu para a prorrogação.

Angelina chuta e empata para o Brasil na Copa América

Angelina, logo antes de fazer o gol que empatou a partida pela primeira vez [Imagem: Reprodução/Instagram: @copaamerica]

Aos 14’ do tempo de acréscimo, Marta demonstrou mais uma vez sua genialidade e vontade de vencer sua última Copa América, aos 39 anos. Com um gol que completou de um cruzamento de Angelina, a Rainha colocou o Brasil à frente do placar pela primeira vez na partida. A Colômbia, determinada a levar o jogo para as penalidades, colocou suas esperanças na falta cometida por Isa Haas sobre Linda Caicedo na entrada da área. Leicy Santos, camisa 10 colombiana, com uma cobrança perfeita, empatou de novo – 4 a 4.

A disputa de pênaltis seguiu competitiva e emocionante. Tapia defendeu com categoria a cobrança de Angelina, dando vantagem à Colômbia, mas Manuela Pavi errou a mira e bateu para fora. A vantagem se tornou do Brasil quando Lorena, então, defendeu o chute de Leicy Santos. Marta ficou encarregada do último pênalti para a vitória: se acertasse, o Brasil seria campeão. Mesmo garantindo dois gols pela equipe ao longo da partida, a goleira pegou o chute da camisa 10, e Linda Caicedo marcou na sequência. Se seguiram as cobranças alternadas, onde a Seleção feminina demonstrou a sintonia necessária para ser campeã. A equipe aproveitou a habilidade da craque veterana para lutar ao longo da partida, mas não dependeu dela. Consertando os erros uma das outras, Luany converteu e Lorena defendeu o último chute. A Seleção Brasileira, assim, se consagrou campeã da Copa América Feminina.

Ficha técnica

Dia: 02/08

Local: Quito – Equador, Estádio Rodrigo Paz Delgado

Escalações:

Colômbia: Katherine Tapia; Carolina Arias (c) (Wendy Bonilla), Daniela Arias, Jorelyn Carabalí, Daniela Caracas; Leicy Santos, Lorena Bedoya (Marcela Restrepo), Ilana Izquierdo (Manuela Pavi); Valerin Loboa (Catalina Usme), Mayra Ramírez (Liced Serna) e Linda Caicedo. Técnico: Angelo Marsiglia.

Brasil: Lorena; Tarciane, Mariza, Fernanda Palermo (Isa Haas); Gabi Portilho (Luany), Angelina (Marta), Duda Sampaio (Vitória Yaya), Yasmim, Kerolin (Jhonson); Dudinha (Amanda Gutierres) e Gio Garbelini (Marta). Técnico: Arthur Elias.

Gols: Linda Caicedo (17’), Angelina (45’), Tarciane (contra, 68’), Amanda Gutierres (79’), Mayra Ramirez (82’), Marta (90+6’), Marta (prorrogação), Leicy Santos (prorrogação).

*Foto de Capa: Reprodução/Instagram: @copaamerica

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