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Cobertura: Mostra “Mulheres e Cinema”

A 1ª Mostra Mulheres e Cinema é realizada pelo projeto Resistir Com Arte, fruto de uma parceria entre o Memorial da América Latina, a Universidade de São Paulo, o Centro Interdisciplinar de Gênero da Unifesp (CIG) e o Projeto Atadas. Entre 3 e 5 de Agosto serão exibidos todas as noites no Auditório da Biblioteca …

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A 1ª Mostra Mulheres e Cinema é realizada pelo projeto Resistir Com Arte, fruto de uma parceria entre o Memorial da América Latina, a Universidade de São Paulo, o Centro Interdisciplinar de Gênero da Unifesp (CIG) e o Projeto Atadas. Entre 3 e 5 de Agosto serão exibidos todas as noites no Auditório da Biblioteca filmes realizados por mulheres e que debatam algum tema relacionado ao gênero. O Cinéfilos conferiu os filmes da programação do dia 4 de agosto, e conta para vocês o que achou!

A Festa da Joana, de Vera Vasques e Kelly Spinelli

por Luis Henrique Franco
luligot17@gmail.com

O curta A festa da Joana aborda a temática dos padrões sociais impostos a nós desde a infância e a tendência que temos a excluir aqueles que não se encaixam no pré-determinado.

Joana é uma garota de 8 anos que, ao contrário de suas colegas de escola, gosta de super-heróis, futebol e vídeo games, coisas que, a princípio, são associadas a meninos. Por causa disso, ela é vista como estranha por algumas de suas amigas, que a chamam de “João”, e inclusive pela sua mãe, que condena tais gostos pois acredita que eles a levariam a ser mal vista pela sociedade e pelas conhecidas da mãe. O drama dos estereótipos e dos padrões de beleza e gosto definidos pela sociedade persegue Joana, que vê dificuldades em realizar uma festa de aniversário com a temática do Batman, seu personagem favorito.

O curta mostra a inocência da infância em não entender e seguir os padrões que os adultos tanto prezam. Joana simplesmente não consegue compreender por que sua mãe não gosta que ela brinque com super-heróis, algo que para ela é perfeitamente normal devido aos seus gostos. Vê-se claramente que os “princípios” dos pais não nascem com as crianças, mas são formados pela convivência com o mundo. Uma criança não possui preconceitos, a menos que estes sejam ensinados a ela.

Mostra

Parece Comigo, de Kelly Spinelli

por Ian Alves
ian.andrade.alves@gmail.com

O curta-metragem documental “Parece Comigo”, dirigido por Kelly Spinelli, levanta uma questão social que felizmente tem ganhado cada vez mais relevância: a representatividade negra. O enredo gira em torno da produção de bonecas negras, contando a história de bonequeiras que lutam, apesar de todas as dificuldades, pela inserção desses brinquedos no mercado.

Além de relatos das profissionais, o filme também traz depoimentos de meninas negras que não se sentem representadas pelas bonecas brancas. Os cortes são pensados com detalhismo, e a ordem das cenas cria uma sequência fluida na produção. Como é dito na própria obra, a disseminação das bonecas negras luta contra “a interiorização de um processo histórico que impõe uma ideologia” – nesse sentido, esse documentário consegue suscitar com sutileza e qualidade técnicas a importância de se discutir o racismo.

Fábula de Vó Ita, de Thallita Oshio

por Ian Alves
ian.andrade.alves@gmail.com

Fábula da Vó Ita é um curta-metragem assim, bem curtinho mesmo, com apenas 5 minutos. Mas ele carrega uma beleza que transcende esse pequeno punhado de tempo: simples, mas nada simplória, a produção pode e deve ser vista por todo tipo de público. Aos adultos, é uma chama que acende discussões sobre a representativa negra nos veículos culturais; às crianças, serve de referencial cultural, mostrando que a beleza deve ser, antes de tudo, diversa.  

O filme mostra uma senhora que, ao perceber que sua neta não se sentia bem com sua aparência pelo fato de ser negra, resolve contar uma fábula para a criança. A fábula serve de veículo para que a beleza negra seja enaltecida e o preconceito racial seja criticado, através de uma linguagem infantil e com uma moral empoderadora. O resultado final é muito bonito, e de uma importância social notável.

Corpo Manifesto, de Carol Araújo

por Mariana Rudzinski
marianarudzinski71@gmail.com

Ser mulher pressupõe uma questão de opressão. E ser oprimida é muito chato”.

O que é ser mulher? O que é ter seu corpo invadido, objetificado, violentado? O que é ser silenciada e excluída das decisões que afetam apenas as mulheres? Infelizmente, ser mulher é ser oprimida. Mas também é luta.

CORPO MANIFESTO

 

O curta documental Corpo Manifesto, de Carol Araujo, traz depoimentos de diversas mulheres que estudam, pesquisam e praticam o feminismo, nos quais elas discutem as opressões sofridas diariamente, questões de gênero, raça e classe social, além da história do feminismo e dos movimentos pelos direitos das mulheres. Dentre as entrevistadas estão negras,  católicas, transexuais: mulheres reais, que buscam no feminismo o empoderamento e ruptura com as noções de feminino da sociedade patriarcal.

Intercalando as entrevistas, vídeos de Simone de Beauvoir, Angela Davis, das manifestações da primeira e segunda ondas feministas e performances de dança, o documentário, cuja equipe é composta apenas por mulheres, transmite uma mensagem poderosa sobre a importância da luta das mulheres e sobre a necessidade de dar voz à elas. O curta culmina em trechos das manifestações feministas de 2015, como a Marcha das Vadias e as passeatas contra o deputado Eduardo Cunha, justificando que “um lado do feminismo tem que ser sutil; o outro tem que ser guerra”. E as mulheres estão prontas para lutar.

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