De quem foi a ideia de fazer um filme quase inteiro sobre submarinos de guerra? Seja lá quem for, deve ter sido muito fã desse tipo embarcação na infância — só isso pra justificar a escolha. Não me entenda mal, a ideia não é ruim, só é um tanto rara no cenário cinematográfico.
Em Fúria em Alto Mar (Hunter Killer, 2018), Gerard Butler interpreta um marinheiro que deve comandar um submarino repleto de tripulantes que não o conhecem em uma investigação nas fronteiras da Rússia. Em meio a isso, um golpe de Estado é iniciado no país e, para que os Estados Unidos não pareçam os culpados de iniciar uma 3a Guerra Mundial, os marinheiros precisam realizar aquilo que qualquer americano mais teme na vida: resgatar o presidente russo.

Para além do clássico “russos são maus e a única situação que pode fazer os EUA ajudá-los é quando sua própria segurança está em risco” e do comandante solitário e durão que toma decisões controversas que no final dão certo, Fúria em Alto Mar mostra aspectos muito positivos. As manobras arriscadíssimas feitas pelo submarino nas profundezas do oceano são (é claro) de tirar o folêgo, com qualquer erro significando o esmagamento de dezenas de tripulantes devido à pressão oceânica.

No final, a narrativa apenas progride devido a inúmeras coincidências improváveis que acontecem sequencialmente. Apesar disso, quem entende a proposta do filme desde o começo não terá problemas com isso. Irá se envolver na história e se agarrar na poltrona, tão ou até mais tenso que os marinheiros.
Fúria em Alto Mar estreia dia 25 de novembro no Brasil. Confira o trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=4Cm260SkQUA
por Bruno Menezes
brunomenezesbaraviera@gmail.com