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‘Twisters’ é pouco inovador, mas se salva com elenco entrosado

Daisy Edgar-Jones lidera a sequência do filme de 1996 sem perder a adrenalina e a tragédia de caçar tornados
Por Natalia Tiemi Hanada (natalia.tiemih@usp.br)

Após 28 anos, chega aos cinemas Twisters (2024), sequência do filme quase homônimo Twister (1996). Diferente do original, o novo longa tem seus protagonistas buscando não apenas alertar sobre os tornados, mas também combatê-los. A história se passa na atualidade e conta com tecnologias mais avançadas tanto dentro do enredo, quanto nos efeitos visuais da produção.

Kate (Daisy Edgar-Jones) e Javi (Anthony Ramos) na frente de uma caminhonete enquanto olham para um tornado em 'Twisters'
Kate e Javi caçam tornados para coletar dados sobre o fenômeno [Imagem: Divulgação / Universal Studios]

O trio principal demonstra muito carisma para sustentar uma história pouco ousada. Javi (Anthony Ramos) convence Kate Carter (Daisy Edgar-Jones) a coletar dados de uma série histórica de tornados que está devastando o estado americano de Oklahoma. Javi é o responsável pelos aparelhos de coleta, uma versão atualizada da famosa Dorothy do filme original. Kate é uma meteorologista em Nova Iorque que se afastou da adrenalina de caçar tornados depois de passar por um evento traumático.

De volta à Oklahoma, Tyler Owens (Glen Powell) completa o grupo de protagonistas de Twisters. O personagem é apresentado como um possível antagonista. Porém, não demora a se revelar simpático e cativante como Bill Harding de Bill Paxton no primeiro filme. E assim como a Jo de Helen Hunt, Daisy Edgar-Jones encanta com sua sensibilidade e perspicácia.

Kate (Daisy Edgar-Jones) e Tyler (Glen Powell) em 'Twisters'
Edgar-Jones e Powell revivem a dinâmica e química de Bill Paxton e Helen Hunt de Twister [Imagem: Divulgação / Universal Studios]

O novo filme, dirigido por Lee Isaac Chung, indicado ao Oscar por Minari: Em Busca da Felicidade (2021), é tímido, mas agrada considerando ser uma continuação de uma história já clichê. Sob roteiro de Mark L. Smith, de O Regresso (The Revenant, 2016), e Joseph Kosinski, diretor de Top Gun: Maverick (2022), os personagens coadjuvantes são caricatos, e os protagonistas repetem a fórmula da versão de 1996.

Um ponto positivo são os efeitos visuais que, como esperado, são mais espetaculares que os originais. Esse fator permite detalhes em outras dimensões do fenômeno meteorológico e suas consequências: ângulos aéreos de dentro e fora dos tornados, gráficos super detalhados do trajeto da ventania e tragédias mais duradouras e vívidas.

As catástrofes são mais realistas e ao mesmo tempo são os únicos acontecimentos de sustentação da trama, tornando-se repetitivas. Então, o Twisters entra em um ciclo viciante de caça aos tornados, personagens carismáticos e a mesma fórmula do longa da década de 90. Mesmo redundante, não decepciona, faz o básico e recorre ao fator nostálgico para agradar ao espectador que busca um filme ao estilo sessão da tarde para assistir na tela grande.

O filme está em cartaz nos cinemas. Confira o trailer:

*Imagem de capa: Divulgação / Warner Bros. Brasil

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