Home Além das Telas 5 filmes da Barbie que provam como a franquia pode ser engrandecedora
5 filmes da Barbie que provam como a franquia pode ser engrandecedora
CINÉFILOS
10 fev 2020 | Por Mayumi Yamasaki (mayumiyamasaki@usp.br)

Quando se pensa em filmes infantis é quase impossível não lembrar dos da Barbie. Em cada um deles a famosa boneca se reinventa, porque apesar de a aparência se manter, a personagem é outra. Sendo assim, a garota já foi princesa, fada, sereia, adolescente comum, etc, levando o público a diversas aventuras e propagando muitas mensagens.

A Barbie em si já foi muito criticada – com propriedade – por todos os estereótipos de beleza que ela reafirma, entre outras coisas. Aqui, no entanto, os longas merecem destaque por desde 2001 trazerem às crianças filmes com uma garota como a detentora do protagonismo. Não só isso, também incentivam a prática de certos esportes e a expressão por meio da arte, propiciando o primeiro contato com algumas obras clássicas. Tudo isso vindo até os dias atuais ensinando muito sobre o amor, a humildade, a coragem e a esperança. Além de, apesar de tudo, virem até os dias atuais ensinando muito sobre o amor, a humildade, a coragem e a esperança.

Dessa forma, o Cinéfilos teve a árdua tarefa de separar 5 filmes da Barbie, dentre os 36 existentes, que contêm ensinamentos interessantes:


Barbie em A Princesa e a Plebeia (Barbie as the Princess and the Pauper, 2004)

[Imagem: Reprodução]

Lançado em 2004, o primeiro musical da série cinematográfica é inspirado na obra literária O Príncipe e o Mendigo, escrita por Mark Twain. O filme traz ao público duas garotas com aparências semelhantes, mas vidas totalmente diferentes: Anneliese é uma princesa, enquanto Erika é uma escrava. Apesar disso, por coincidência elas acabam se conhecendo e rapidamente se tornam amigas, a ponto de a plebéia se colocar em risco para ajudar a salvar a vida da realeza. 

Com toda essa confusão, elas acabam trocando de lugar, uma se passando pela outra. Essa experiência as fazem valorizar mais aquilo que detinham, além de compreenderem melhor os problemas enfrentados pela amiga.

A narrativa esbarra um pouco no clichê de uma pessoa de confiança da família real tentar roubar o trono por meio da eliminação dos membros que vêm antes dela na linha de sucessão..

Entretanto, é cativante a forma como os dois casais do filme vão se formando, mostrando a importância do amor genuíno em detrimento ao casamento por interesses. Vale lembrar, porém, que o final feliz buscado pelas protagonistas envolve não somente o amor romântico. Na verdade ele tem muito mais relação com a liberdade de fazer as próprias escolhas.


Barbie e o Castelo de Diamante (Barbie & the Diamond Castle, 2008)

[Imagem: Reprodução]

Esse musical contém músicas icônicas que ficam na cabeça de forma que após dez anos ainda será possível se lembrar das letras. Os figurinos das personagens e os cenários são encantadores, conseguindo, de fato, passar a sensação de que são mágicos.

A magia e a amizade são o cerne da narrativa. Afinal, as melhores amigas Liana e Alexa viviam em uma cabana humilde até que um dia encontram Melody – a guardiã do Castelo de Diamante – presa em um espelho. Então, elas decidem ajudá-la a evitar que Lydia – uma das musas da música que morava no castelo e se tornou vilã – consiga roubar os instrumentos poderosos escondidos no edifício. 

Merece ser citado que há certos momentos em que pode ser difícil de compreender a sucessão de acontecimentos. Isso porque eles simplesmente não são explicados, mas isso pode passar despercebido pelo público infantil por atingirem situações não muito importantes da história.

De maneira geral a mensagem levada às crianças ao longo do filme é a da importância da reconciliação em certas amizades, já que as amigas chegam a se afastar em uma parte da história, no entanto, fazem as pazes por reconhecerem o valor que tinham uma para a outra. E, no final, ainda é mostrada uma lição de humildade quando as garotas negam uma vida luxuosa para voltarem ao antigo lar.


Barbie e as Três Mosqueteiras (Barbie and the Three Musketeers, 2009)

[Imagem: Reprodução]

Esse talvez seja o filme mais feminista da Barbie até hoje. Isso ocorre devido ao fato de a história ter como enfoque a busca de Corinne por uma chance de ser mosqueteira. Apesar de toda a dedicação e determinação da camponesa que migra para Paris, a maioria das pessoas continua desencorajando-a, já que “não existem mulheres mosqueteiras”. 

Em sua jornada, a sonhadora acaba encontrando moças que também têm esse anseio e elas se juntam para provar o quão errada estava a sociedade. Assim, durante os intervalos do serviço de faxina no palácio, elas treinam em segredo com o auxílio de alguém que confia no potencial da equipe. Elas só decidem agir, porém, quando descobrem que o príncipe corre risco de vida.

No geral, o longa  ensina o quão essencial é a perseverança aliada aos sonhos, algo que pode encorajar muitas meninas a não desistirem daquilo que desejam. E isso tudo vem acompanhado de canções divertidas e vestuários mirabolantes capazes de incitar a imaginação infantil.


Barbie e o Portal Secreto (Barbie and the Secret Door, 2014)

[Imagem: Reprodução]

O filme narra a história de uma princesa tímida e insegura – chamada Alexa – que gostava muito de ler. Por essa razão, ela ganha um livro da avó e ele acaba por revelar um portal secreto no jardim com destino a um mundo mágico em apuros graças a uma princesinha mimada e tirânica. Chegando lá, a princesa Alexa descobre que é destinada a salvar, com os seus poderes recém-descobertos, os habitantes daquele universo. 

Assim, com o desenrolar da história, ela vai enfrentando suas inseguranças e seu perfeccionismo, aprendendo o quão ruim é se privar de certas experiências por medo de falhar. E o público tem a chance de amadurecer junto com ela.

Um detalhe interessante é que todos os heróis das histórias lidas pela personagem da Barbie são mulheres, algo que evidencia o quanto o filme é voltado para as meninas, dando o destaque e o empoderamento que merecem.

Tudo isso acontece em meio a uma beleza estética incrível, pois as flores, a magia e o colorido são de tirar o fôlego, principalmente, no mundo mágico escondido pelo portal.


Barbie: Rainhas do Rock (Barbie in Rock ’N Royals, 2015)

[Imagem: Reprodução]

Aqui, Barbie assume a personagem princesa Courtney, mas – desta vez – ela não está sozinha no posto de protagonista, uma vez que o divide com a popstar Erika. Os problemas das duas começam quando, por engano, Courtney vai para o Acampamento Rock, enquanto Erika é enviada ao Acampamento Real. Elas mal se conhecem, entretanto, quando descobrem que a competição musical da qual participarão irá decidir qual dos dois acampamentos será fechado, decidem se unir na tentativa de evitar que isso aconteça.

Com o desenrolar dos fatos, é interessante como os jovens passam de relutantes a admiradores das diferenças que distinguem um acampamento do outro, pregando a tolerância a diversidade. Isso acaba fortalecendo-os quando passam a agir em equipe, e essa nova estratégia de ação ensina, principalmente às protagonistas, grandes lições. Outro aprendizado que merece destaque e é crucial para o desfecho da história é a evidência de quão importante é o diálogo, capaz de resolver intrigas antigas.

O enredo é bem criativo e diferente da maioria dos outros filmes da Barbie. As roupas e os cenários são lindos e cativam também pela inovação. Além disso, há o bônus de músicas muito divertidas e educativas que certamente agradam as crianças.

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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