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BDSM para baunilhas

Uma explicação didática e sem preconceitos do que é o BDSM, ou, como mais conhecido, sadomasoquismo

JPRESS
02 maio 2019 | Por J.Press

Por Laura Scofield
lauradscofield@usp.br

Imagine um lugar todo em preto e vermelho. Sofás acolchoados e fotos de pessoas em poses e roupas excêntricas ajudam na construção da harmonia e mistério do ambiente. No teto, lustres que lembram ao medieval, cortês, à uma época quase extinta se não fossem alguns resquícios que marcam, com um toque de nostalgia, sua presença na contemporaneidade.

Ao fundo, um bar comum, onde são vendidas as bebidas e porções rotineiras de qualquer frequentador da vida noturna paulistana. Os nomes escritos no cardápio, entretanto, podem variar um pouco, combinando com o ambiente nada usual. Um ou outro prato não são tão genéricos assim. Chama atenção a venda de porções de ração. Seria para consumo humano?

Ao subir as escadas, você se dá de cara com uma parede que ostenta vários elementos de tortura: floggers, o nome dado para uma espécie de chicote, de todos os tipos e materiais – metal, couro ou, para os mais fracos, camurça. Este segundo ambiente é, intencionalmente, todo à meia luz. Algumas mesas povoam as esquinas perto das paredes, porém, a parte mais importante deste cenário é a masmorra. Você, que, como eu, provavelmente é um baunilha, não deve conhecer este vocábulo. Inclusive, não deve conhecer nem mesmo o que significa ser baunilha e qual a origem deste termo. Começaremos do básico.

Não existe um ano exato que marca o início do BDSM, já que se trata de um fetiche e parte do imaginário íntimo individual. Dessa forma, as referências às práticas são frequentes na história da humanidade, mesmo que não nomeadas ou tratadas como partes de uma subcultura específica. Porém, enquanto grupo identitário, o BDSM traz algumas datas que marcam sua origem, ainda que haja divergências entre os praticantes e estudiosos do assunto. O lançamento de revistas que tratavam o fetiche, como a London Life, em 1918, e a Bizarre Magazine, em 1946, é tido como um marco do surgimento social da prática.

Outros afirmam que o BDSM com este nome e regras específicas surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, juntamente com o movimento que foi chamado de Leather Pride. O Leather Pride foi um movimento protagonizado por ex soldados homossexuais e que tinham o couro como bandeira e o Sadomasoquismo como prática social. Eles se reuniam em grupos de motociclistas e eram identificados pelas roupas em tons escuros e feitas de couro.

Nos anos 90, com o surgimento de casas e clubes sadomasoquistas, a subcultura passou a ganhar mais espaço e ser reconhecida socialmente. A internet teve grande papel neste cenário, com a formação de grupos de discussão, onde os integrantes tiravam suas dúvidas sobre o assunto e conheciam outros praticantes ou interessados. Um dos maiores exemplos destes grupos era o alt.sex.bondage. Seu criador, o americano Rob Jellinghaus, organizou depois uma FAQ. Lá, disponibilizou e respondeu as perguntas mais frequentes, criando quase uma enciclopédia sobre o assunto. Tais perguntas foram, depois, traduzidas para português. Caso tenha interesse, veja-as aqui.    

Ferramentas como o Orkut também foram importantes para a popularização do universo BDSM. Inclusive, das 11 pessoas entrevistadas para a confecção desta reportagem, 5 afirmaram terem conhecido o BDSM pela internet. Dessas, 2 citaram especificamente o Orkut. Uma das entrevistas, inclusive, foi toda feita através do aplicativo Tinder, já que o casal, intitulado no aplicativo como Casal BDSM, escolheu não se identificar. Além disso, na rede, existe também o FetLife, uma espécie de Facebook que reúne apenas praticantes fetichistas e que conta, atualmente, com mais de 7 milhões de membros.  

Mas o que é BDSM?

A sigla BDSM traz em si vários significados e identifica algumas práticas e formas de se relacionar que fazem parte do meio. O B se refere ao Bondage, que define práticas que tem como intenção restringir os movimentos de um dos participantes, o submisso. O D tem dois significados, Disciplina e Dominação. A disciplina está relacionada ao controle de um dos parceiros, o dominador, sobre o outro, o submisso. A prática está constantemente relacionada a relações de troca de poder, com consentimento mútuo para ‘mandar’ e ‘ser mandado’. A dominação, portanto, se refere ao Dominador, Mestre, Top, Dom ou Domme, aquele que atua como quem tem o poder na relação que mantém com o Submisso, Escravo, Bottom ou Sub. Daí já surge um dos significados do S, que representa a Submissão. Desta forma, dominação e submissão estão sempre juntos, representados pelo par de letras Ds. O outro significado do S se refere ao conjunto SM, Sadomasoquismo, desta forma, o S indica Sadismo, enquanto o M indica o Masoquismo.

O sádico é aquele que sente prazer a partir do sofrimento do outro, enquanto o masoquista é o que sente prazer com o próprio sofrimento. Na definição médica, tanto o sadismo quanto o masoquismo podem ser considerados doenças, já que podem indicar certa instabilidade ou psicopatia. Porém, é importante lembrar que, como diz Dommenique Luxor, praticante do BDSM, dominadora profissional e estudiosa do assunto, o meio envolve o Sadismo e o Masoquismo eróticos, exercidos em um ambiente controlado e seguro. Para ela, em função da constante associação com os significados médicos e patológicos dos termos, esses nomes deveriam ser mudados.

Dommenique Luxor [Créditos Reprodução]

Dommenique Luxor é dominadora profissional há 16 anos, e já fazem 14 anos que este é seu único trabalho. Exercer a dominação enquanto profissão passa pelo fetiche de, além de dominar fisicamente o parceiro, dominar seu capital. Ela trabalha com sessões, pelas quais cobra certo valor para dominar o submisso. Nestas sessões, é ela quem comanda, domina, não sendo as práticas definidas por aquele ou aquela que a paga. Conheça aqui o site da profissional, e aqui  um blog educativo, chamado ‘Do Umbigo para Baixo’, que ela mantém, na intenção de tratar a sexualidade e o BDSM de forma emancipadora.

Dommenique defende que se conheça o meio a partir de fontes femininas e feministas, já que o meio, mesmo neutro em si, pode encobrir abusos. Maya Mistress, outra entrevistada, também é dominadora profissional. Conheça aqui o trabalho dela.  

Enquanto os praticantes do BDSM se definem a partir de seus posicionamentos, Dom ou Sub,  todos aqueles que não se encaixam dentro do meio são chamados de baunilhas. A origem desse termo remonta aos anos 50, quando sorvetes de vários sabores começaram se popularizar no cenário comercial. Porém, mesmo com tantas novas possibilidades, existiam aquelas pessoas que continuavam a insistir no neutro, ou seja, no sabor de baunilha. Esta é a metáfora do termo, que identifica os não adeptos do BDSM como aqueles que, dentre tantas oportunidades de prazer, optam pelo “de sempre”.

Alguns praticantes que não vivem o meio em todas as esferas de sua vida, denominam sua vida pública de vida baunilha. Já aqueles que vivem o BDSM durante todos os momentos, desde os mais cotidianos até os mais íntimos, são os chamados praticantes 24/7.

Um casal que vive o BDSM de forma integral, 24/7, é o formado por Lord Steel e Anna Steel. Nesta relação, como fica claro pelos nomes, Lord Steel é o dono, o dominador, enquanto Anna Steel é a escrava, ou submissa. Eles moram juntos há 4 anos e nunca saem da relação de poder que mantém. Dessa forma, diz Anna: “Eu peço permissão a ele pra fazer coisas básicas do dia a dia, eu escolhi ter essa conduta com ele. Pra eu ir na padaria, por exemplo, tenho que esperar ele acordar e falar ‘Dono, posso ir na padaria?’” Lord Steel completa: “Isso é consensual, ela aceita ser dessa forma, sente prazer com isso. E eu gosto de ter esse controle.”

Como fica claro na fala dos dois, praticar o BDSM vai muito além de sexo, o que já quebra um estigma presente no imaginário daqueles que pouco conhecem sobre o tema. Anna, quando questionada sobre como acredita que os baunilhas veem o BDSM, responde justamente isso. “Tem sexo?” Ela pergunta retoricamente e já se responde: “Sim, como toda relação tem sexo, mas o nosso foco não é o ato sexual próprio, o foco do BDSM são as práticas fetichistas, extrair prazer de outras formas não convencionais.” Ela cita as sensações da visão, do tato, o toque entre peles, a pele quente, entre outros.

Mas voltemos à masmorra. A masmorra, para o meio BDSM, é o local de realização do que são chamadas de cenas. Nela existem objetos e cenários específicos para a prática segura das técnicas voltadas ao fetiche. Aquela contava com um pequeno palco com o X, aparato no qual as pernas e braços do masoquista poderiam ser amarrados durante a cena, um ambiente para a prática de bondage ou shibari – técnicas que consistem em imobilizar um dos praticantes, de formas e com intenções diferentes –, além de outros aparatos. Naquele local, a masmorra estava liberada para uso, desde que dentro das normas SSC.

As normas SSC são regras que definem que tudo deve ser praticado dentro do são, seguro e consensual. Elas são muito importantes, já que o BDSM lida com representações de violência, e que, portanto, é necessário determinar o limite entre prazer e abuso. Para garantir a segurança e consensualidade, os casais também utilizam safewords. Lord e Anna Steel explicam que geralmente se utiliza um código de cores, no qual amarelo significa “mantenha assim, não passe disso”, e vermelho significa “pare tudo agora”.

Outro casal, que preferiu não se identificar, afirmou que para manter as práticas sempre agradáveis aos dois, determinam previamente o que pode ser feito e quais os limites. Estabelecem a palavra de segurança, e depois do ato conversam abertamente sobre o ocorrido. Caso você, praticante ou baunilha, queira saber mais sobre como diferenciar prazer de abuso, veja esta sequência de 3 vídeos, por Dommenique Luxor.

Lembre-se que qualquer prática, dentro ou fora do BDSM, deve ser feita com TOTAL consentimento entre as partes. Se em algum momento você se sentir abusada ou abusado, não hesite em conversar com alguém confiável e pedir ajuda.

 

Outro casal, formado por Frau Báthory (D) e Lupe Romero (s), que está junto há 1 ano e 4 meses, explica que respeitar os limites faz parte de uma relação saudável. Frau afirma que tem coisas que ela não faz, como lidar com fezes ou urina, mas diz que adora wax play – um fetiche que envolve brincar com velas e cera quente. Porém, em função de Lupe ter baixa resistência a dor, ela respeita e faz apenas o que for prazeroso para as duas. Quanto questionada se existe limite para o fetiche, Frau afirma: “Do lado da imaginação não, mas no físico sim.”

Frau e Lupe [Créditos: Paola Papini]

Esta resposta é semelhante à dada, para a mesma pergunta, por Maya Mistress, que é Dominatrix profissional há 3 anos. Para ela, não existe limite para o fetiche nascer e existir, já que ele é “um fenômeno da natureza, do ‘bicho humano’”, porém, para o fetiche ser realizado de fato, existe sim um limite: o consenso. “Sem consenso, é abuso e ponto final”, ela afirma categoricamente.  

Um ponto interessante que foi levantado tanto por Maya Mistress quanto por Dommenique Luxor nas entrevistas foi a relação entre o BDSM, o cotidiano diário das duas e o empoderamento da mulher. Maya afirmou que, durante suas sessões, desenvolve vivências, afetos, prazeres, gostos e desgostos que levará consigo enquanto vivência pessoal. Dessa forma, o BDSM não se resume à sua prática momentânea, se estendendo ao cotidiano em experiência e aprendizado.

Por sua vez, Dommenique, ao falar da aplicação cotidiana de suas experiências, afirmou que vê no BDSM uma forma de empoderar a mulher, já que a mesma, ao experienciar uma situação de poder enquanto dominadora, aprende a reconhecer os abusos que sofre no dia a dia e limitá-los.

Dommenique afirma que, em nossa vida, precisamos vivenciar situações de poder para que possamos reconhecer quando ele nos é retirado, para termos parâmetro para entender o que é bom e o que não é. Completa dizendo que toda mulher, mesmo que se identifique como submissa, deve praticar um pouco a dominação. “Isso é algo de mudança social, quando a mulher assume um papel que, historicamente, foi retirado dela.”

Interior do Dominatrix Augusta [Créditos: Paola Papini]

Interior do Dominatrix Augusta [Créditos: Paola Papini]

Interior do Dominatrix Augusta [Créditos: Paola Papini]

Com a masmorra liberada para o uso, era esperado que várias cenas ocorressem naquela noite, o que aconteceu. Porém, antes de falar mais sobre elas, conheceremos um pouco do local que as sediou.

O Dominatrix Augusta é um bar sadomasoquista localizado no Baixo Augusta, bem perto da famosa Av. Paulista. Em uma rua majoritariamente baunilha, o ambiente já indica sua excentricidade logo pela porta. Na entrada, a drag Priscilla, cuja personagem é fetichista e se desenvolveu dentro do meio, convida os passantes e explica as regras daquele local. “Vem muito baunilha aqui, então a gente senta, explica tudo, tira as dúvidas. Inclusive tem coisas que não sabemos responder, porque não existe uma definição fechada do que é BDSM.” Para Priscilla, falar de BDSM, como falar de sexualidade, é amplo e fluido. Não se trata de definir o correto e o errado, e sim de trabalhar cada desejo e evoluir nele, desde que consensualmente.

Priscilla [Créditos: Paola Papini]

Fernanda, uma das sócias fundadoras do bar, e que é baunilha, disse que, no início, se sentia quase “um ET dentro do próprio bar”. Porém, com o tempo, foi se acostumando e entendendo que era “tudo por prazer”. “Quando você é baunilha,  olha aquilo e pensa que é agressivo. Só que quando vai convivendo, vê que estão ali porque gostam. Hoje eu falo que tesão é uma coisa que ninguém pode falar o do outro, cada um tem o seu.”

 

Um outro lado

Mesmo com todo o aparato que busca garantir a consensualidade nas práticas, ainda ocorrem abusos dentro do BDSM. Daiane Novaes, que foi praticante por muitos anos e hoje não mais o é, afirma que deixou a comunidade por começar a questionar certas noções e problematizá-las. Ela acredita que os limites entre violência e prazer são muito tênues para caracterizarem algo seguro, e afirma que acha muito perigoso normatizar a violência erótica em um país como o Brasil, com tanta violência doméstica. Ela completa: “As próprias mulheres baunilhas ainda não tem certeza do que é abuso e de quando é momento de procurar a polícia. Imagina uma mulher na situação em que o abuso é via de regra.”

Saindo da questão do abuso, ainda existem outras facetas do BDSM a serem problematizadas. Uma delas se refere aos estereótipos de gênero e ao fato do fetiche ter sido, desde sua criação, majoritariamente masculino. Daiane pontua que um dos momentos em que percebeu que o universo tinha problemas, foi quando notou que estava rodeada por uma maioria exponencial de praticantes homens. A ausência de mulheres, para Daiane, indicava alguma coisa.

Priscilla, entretanto, afirma que vê a presença de homens e mulheres no bar de forma muito igualitária. Mas faz uma ressalva: sua vivência específica não pode ser generalizada. Completa: “Mas eu imagino que seja um pouco mais masculino sim, por causa de uma criação machista que a gente tem de que homens são dados a trabalhar a sexualidade deles mais cedo e de uma maneira mais global.”

No que diz respeito aos estereótipos de gênero, os praticantes também ostentam opiniões diversas. Enquanto Frau Bathory afirma que não acredita que o meio reproduza certos papéis, citando as casas de dominação feminina e o Femdom – dominação só por mulheres –, outros entrevistados discordam. Priscilla é uma das que concordam que o meio reproduza esses estereótipos, mas não acredita que seja algo do universo em si. “Reproduz sim, mas tudo que você fizer na vida pode reproduzir padrões de gênero. A questão é: você tem que desconstruir em todos eles.”

Já Dommenique afirma que grande parte dos “problemas” do BDSM vem, na realidade, da prática dele na sociedade brasileira. Para ela, o BDSM é neutro, um mecanismo vazio de sentido, que reflete as condições sociais e preconceitos da sociedade na qual está inserido. Desta forma, se no Brasil ele acaba sendo sexista ou abusivo em alguns momentos, não é culpa do meio em si, e sim da apropriação dele por uma sociedade problemática. Ela, que trabalha com diversos gêneros e classes, afirma que consegue ver, no seu cotidiano de lidar com o erotismo, a reprodução de certos papéis sociais.

Daiane, também localizando certos problemas do BDSM na questão estrutural de um país ou sociedade, afirma que “se você junta a repressão e o liberalismo, o caldo é sempre essa coisa meio doentia de eleger um objeto, um candidato, ou um grupo e direcionar suas tensões nele.” Ela completa sua fala dizendo que não se trata de um “doentio” nos praticantes, que geralmente são bem instruídos e organizados, mas que o meio, em si, não é saudável.

Mesmo tratando alguns problemas em seu viés de estrutura, ela não ignora o conflito individual. Daiane diz que “por algum motivo, as pessoas se deixam abusar”, e comenta que, em sua vivência, percebeu que havia recorrência de algumas pessoas com baixa autoestima ou alguma instabilidade emocional.

Outro argumento que vai contra o BDSM se refere à saúde física. Algumas práticas, como a ingestão de fezes ou urina, além de spanking muito intenso, podem ser prejudiciais ao corpo e sua fisiologia. Frau Báthory e Daiane Novaes, por exemplo, por terem contato com a área da biologia, ressaltam alguns perigos. A primeira, entretanto, afirma que tudo depende da relação do casal e de ter consciência dos riscos.

Já Dommenique Luxor não concorda com os riscos físicos que as práticas podem representar, afirmando que um dominador com experiência sabe o que fazer para não deixar danos permanentes. Além disso, pontua práticas socialmente aceitas, como o consumo de álcool, que também representam riscos ao corpo humano e sua saúde, mas que continuam sendo praticadas e encorajadas.

Interior do Dominatrix Augusta [Créditos: Paola Papini]

Interior do Dominatrix Augusta [Créditos: Paola Papini]

Interior do Dominatrix Augusta [Créditos: Paola Papini]

O BDSM é uma de muitas expressões da sexualidade humana. E como qualquer relação entre pessoas, o consenso é imprescindível. Questionar seus limites e aplicações é sempre válido, na intenção de reconstruir as práticas de maneiras cada vez mais inclusivas e saudáveis. Porém, este questionamento deve se atentar às diferentes realidades e as condições específicas de cada meio. Entre mulheres, a prática de sororidade e empatia é essencial, tanto com as dominadoras quanto com as submissas – potencialidades diferentes, mas de igual poder. Nenhum abuso, em meio algum, deve ser acobertado.

É importante lembrar também, e isso se encaixa para qualquer outro contexto e situação, que, para comentar sobre realidades das quais não fazemos parte, precisamos, primeiro, conhecê-las profundamente. Falar com aqueles que vivenciam os diferentes universos é vital, seja para produzir uma longa reportagem sobre um assunto, seja para conversar com os amigos íntimos em uma mesa de bar.

A sexualidade é fluida e, como disse Fernanda, tesão cada um tem o seu. Respeite.  

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