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Melhores amigos… Até o fim
CINÉFILOS
22 ago 2019 | Por Adriana Teixeira (adrianateixeira@usp.br)

A franquia do boneco assassino Chucky rendeu sete filmes famosos por terem muito sangue e susto. Em 2019, o roteirista Tyler Burton Smith lançou um reboot da franquia. Em Brinquedo Assassino (Child’s Play, 2019), as características marcantes permanecem, mesmo com a mudança de roteirista e diretor. 

O filme conta a história da jovem mãe solteira Karen (Aubrey Plaza) e seu filho, Andy (Gabriel Bateman), que se mudam para uma nova vizinhança. Depois de algumas semanas no novo lar, Karen percebe que seu filho não conseguiu fazer amigos. Para dar uma companhia ao menino, ela traz o boneco Buddi para casa. Esse brinquedo pertence à nova era de entretenimento infantil, logo é conectado a um celular, possui câmera, fala e tem memória. Possui diversas funções tanto para criança, pois torna-se seu melhor amigo quanto para os pais, já que se conecta com outros produtos da multinacional Kaslan e pode comandar um aspirador de pó, televisão, rádio entre outros produtos da empresa. Contudo, o boneco que Karen trouxe para seu filho era diferente. Resultado da revolta de um trabalhador vietnamita explorado, o autodenominado Chucky não exercia as atribuições domésticas e tampouco possuía filtros no que falar e como agir, tanto que em uma cena ele assusta o namorado de Karen para agradar seu melhor amigo.

Quanto à atuação, vale destaque a Gabriel Bateman que com apenas 15 anos já atuou em grandes sucessos dos gêneros terror e suspense, como em Annabelle (2014) e Quando as Luzes se Apagam (Lights Out, 2016). Mesmo possuindo experiência, é notável a excelência com que o ator expõe as emoções do personagem. 

[Imagem: Reprodução]

Além disso, um dos pontos principais do longa é a crítica à tecnologia, e talvez de uma forma bem Black Mirror, apresentando qual pode ser o resultado de interconectar todos os aparelhos eletroeletrônicos. Em diversos momentos durante o longa uma visão distópica de um robô que age independente dos humanos é reforçada. 

A sonoplastia é envolvente e a cada um dos sustos, que diga-se de passagem, são muitos durante o filme, as músicas de fundo exercem um papel importante no contexto. Além delas, há uma música feita para o filme, que é cantada pelo próprio Chucky várias vezes e que gruda na cabeça. Ao final, a melodia se repete nos créditos, reforçando o “chiclete” e se torna uma marca registrada do longa. 

Há cenas fortes que trazem aos olhos do espectador membros cortados, muito sangue e gritos, então se você é frágil a esse tipo de terror recomendo não ir ou fechar os olhos e orelhas em vários trechos. Por outro lado, momentos de humor negro são um pouco desconexos do contexto, já que há uma quebra de expectativa negativa quando alguns acontecimentos, como mortes, são tratados como “piada”.   

O filme Brinquedo Assassino é um longa para os que curtem um terror “sangrento” e uma pitada de humor em cima desse tema. Mas, aos que não são fãs desse gênero também é um entretenimento válido, pois há um pouco de suspense e drama envolvidos. 

O lançamento do longa está previsto para 22 de agosto. Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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