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Lollapalooza 2018: primeiro dia
Escuta Aí
24 mar 2018 | Por Jornalismo Júnior

Imagem: Marcus De Rosa

O primeiro dos três dias do Lolla 2018 começou com muitas atrações eletrizantes. Foram 25 divididas em quatro palcos, trazendo opções para todos os gostos durante uma maratona que durou quase doze horas.

Para quem gosta de desfrutar o festival como um todo, ir mais cedo para caminhar com tranquilidade e curtir as atrações paralelas aos palcos é uma boa opção. Em um dos estandes das empresas patrocinadoras do evento, foi montado um lounge gostoso de ficar enquanto se acompanha uma banda de ska tocando ao vivo ou assiste ao show do palco que fica próximo. Outras atrações, por exemplo, são: um Barber Shop e uma estação de piercing, coisas geralmente impensáveis de se ter num festival.

O show da Mallu Magalhães, um dos primeiros do dia, teve boa performance e muita interação com o público. Apesar do repertório escolhido ter sido um pouco fraco, a plateia gostou bastante do show e da proposta da cantora. Outro ponto positivo foi a escolha da banda que acompanhou o show: foi muito forte e casou com a dinâmica proposta.

Enquanto isso, no palco Onix e em sua primeira passagem pelo Brasil, os dinamarqueses do Volbeat animaram a plateia. Muito carismáticos, a banda de heavy metal apadrinhada por Lars Ulrich, do Metallica, cantou sucessos e foi acompanhada pelos fãs presentes.

Royal Blood incendeia o entardecer no Palco Onix

A dupla britânica de rock fez um show pesado (e muito furioso) durante sua performance de uma hora. Formada em 2013, eles misturaram sucessos dos seus dois álbuns “The Royal Blood” de 2014 e “How Did We Get So Dark”, lançado em junho de 2017.

Antes do show desta sexta no Lolla, eles abriram o show do Pearl Jam no estádio do Maracanã na quarta (21) e tocaram no Cine Joia na capital paulistana na quinta (22).

Imagem: Luciana Cardoso

Os fãs cantaram juntos e vibraram com os hits tocados, principalmente aqueles que ocupavam o gargarejo. Um ponto negativo foi a curta duração do show, como o da maioria das atrações secundárias, deixando a sensação de quero mais.

Zara Larsson fez uma apresentação vibrante e uma das mais empolgantes da noite. A banda que acompanha a cantora foi um show à parte, fazendo interpretações muito legais dos sucessos da cantora. Num momento, Zara deixou o palco e os músicos continuaram a tocar uma jam sensacional.

Zara Larsson Foto: Marcelo Brandt/G1

Com presença de palco, músicas dançantes e uma energia incrível, a sueca mostrou porque foi uma das melhores atrações do primeiro dia do Lolla. No ponto mais alto do show, Zara canta “Symphony” em homenagem a vereadora carioca Marielle Franco. Mais cedo, em sua apresentação, o rapper Rincon Sapiência também homenageou a vereadora morta.

 

Chance The Rapper levanta a plateia

O americano Chance The Rapper fez um show enérgico, recheado de sucessos e com muita interação com o público, que pulava, cantava junto e respondia aos comandos do cantor.

O show foi no palco principal do evento, o Budweiser. Muito carismático, Chance fez uma apresentação limpa, recheada de sucessos que levaram o público ao delírio. O artista também foi muito atencioso, conversando com a plateia e agradecendo pela energia que eles estavam passando.

 

Red Hot Chili Peppers faz show eletrizante e recheado de sucessos

Imagem: Marcelo Brandt/G1

Os californianos não decepcionaram. Um dia antes de completar seis meses da sua última passagem no Brasil, quando fizeram o show de encerramento no Rock in Rio, o quarteto fez um show mais empolgante e mais contagiante do que em setembro passado.

Nesta noite da sexta, os Chili Peppers tocaram muitos sucessos, contemplando seus 35 anos de carreira. Eles trouxeram hits de nove álbuns, desde o Freaky Styley (1985) ao The Getaway (2016), álbum da turnê que se encerrou ontem.

Sem dúvidas, o público pôde conferir um show recheado com muito funk-rock, o carisma do baixista Flea, a batida marcante do baterista Chad Smith e ver um Anthony Kiedis mais animado e dançante do que nas últimas aparições. Josh Klinghoffer, guitarrista da banda desde a saída do John Frusciante em 2009, surpreendeu a todos ao cantar em português, fazendo o cover de “Menina Mulher da Pele Preta”, do Jorge Ben Jor.

 

Mac Demarco num show excêntrico e livre

Achou que não iríamos falar do show do Mac Demarco? Achou completamente errado! O canadense e sua banda fizeram um show incrível para os fãs presentes. Com muita interação, piadas e contando suas impressões sobre os dias em São Paulo, Mac conversou muito com o público e elogiou o pão com mortadela do Mercado Municipal.
Quem estava no palco Axe naquela noite certamente esperava — e gostava muito — do músico e de sua banda. Com uma performance excêntrica, livre e muito empolgante, Demarco e banda fizeram um show marcante, com covers até mesmo do Red Hot Chili Peppers, headliners da noite, que no mesmo horário cantavam no palco Budweiser.

Imagem: Marcelo Brandt/G1

O show foi muito animado, livre, com performances sensacionais, tanto do Mac quanto da banda, que fez interpretações incríveis das suas próprias músicas. Para encerrar o show, o baterista fez um cover de Under the Bridge, que foi pra plateia e enlouqueceu os fãs.

Por Luciana Cardoso Marcus De Rosa
lucianacardoso@usp.br | mesderosa@usp.com

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