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Os 10 melhores Halftime Shows do Super Bowl (até agora)
Controle Remoto
05 fev 2018 | Por Jornalismo Júnior

O mundo musical é marcado por grandes eventos todo ano. Premiações, grandes festivais… Os fãs e seguidores assíduos da cultura pop, com certeza, estão sempre antenados em tudo que está acontecendo e de olho em seus artistas favoritos. Uma dessas grandes ocasiões anuais não é nem musical por si só. É a final do campeonato de futebol americano da National Football League, a liga principal do esporte nos EUA.

O Super Bowl nome pelo qual é conhecido é um dos eventos televisivos mais assistidos no mundo inteiro e com os comerciais mais caros. 30 segundos de publicidade em seu intervalo custam cerca de 5 milhões de dólares (em torno de R$ 16 milhões de reais). É no meio desse cenário grandioso literalmente que ocorre o Halftime Show. No intervalo do jogo, uma super estrutura é montada no campo do estádio e incríveis shows são apresentados. Estar no Super Bowl é considerado o auge da carreira para muitos artistas. Os 13 minutos de superprodução são inesquecíveis, tanto para quem se apresenta, quanto para quem assiste e acabam sempre entrando para história.

No desse ano, estrelado por Justin Timberlake, muitos acabaram em cima do muro sobre suas opiniões quanto ao show. Mas nesses 30 anos de Halftime Show’s muita coisa aconteceu. Todas as apresentações foram monumentais e memoráveis. No entanto, algumas sempre se destacam mais que as outras. O Sala 33 pesquisou, ouviu a opinião de fãs e chegou a uma conclusão. Então, vamos conferir: quais foram os 10 MAIORES HALFTIME SHOWS DO SUPER BOWL?

1- Lady Gaga (2017)

Um sonho. É assim que Lady Gaga define o grande momento de sua vida em que foi a atração principal do Halftime Show. E, por ser um grande desejo, o show era algo que já vinha sendo preparado há anos, desde quando ela era muito jovem. Vimos o que passou na cabeça de Gaga ao longo de todo esse tempo a partir do momento em que tudo começou. Diretamente do telhado do estádio, a cantora surgiu cantando um pequeno mashup de God bless America (Irvin Berlin) e This land is your land (Woody Guthrie), com uma mensagem de união, liberdade e justiça para todos, numa época marcada pela divisão política com a eleição de Donald Trump. E então, o que aconteceu? A coisa mais Lady Gaga possível: a cantora pulou do telhado do estádio e desceu pendurada em cabos de aço (claro que viraria meme), ao som de um remix com vários de seus sucessos.

Em seguida, Poker Face, um dos primeiros hits que a fizeram mundialmente reconhecida, foi apresentada. Depois disso, a cantora voou literalmente até uma pista de dança onde se encontrou com seus dançarinos e performou seus outros grandes sucessos: Born this way, Telephone (infelizmente, sem Beyoncé, pois estava grávida) e Just Dance. Gaga também não poderia deixar de mostrar seus talentos musicais além da voz. Ao longo do show a cantora tocou um keytar (um teclado em forma de guitarra), típico em suas apresentações e, mais tarde, foi para o piano tocar seu recente sucesso Million Reasons, em um dos momentos mais bonitos. Para fechar a noite cheia de coreografias, surras de looks e muita voz, digna de uma estrela como Lady Gaga, a cantora performou seu maior hit: Bad Romance. Conhecida por performances extravagantes e por sempre causar, apresentou um show memorável, sendo um incrível retorno aos palcos após anos fora deles.

 

2- Beyoncé ft. Destiny’s Child (2013)

É impossível falar de Beyoncé sem mencionar a maestria com a qual a cantora faz tudo em sua vida. Seu momento no Super Bowl não poderia ser diferente. Tudo começou com um profundo escuro no estádio enquanto um trecho de Who run the world (Girls) tocava. Até que uma enorme estátua de fogo se acendeu ao fundo, com a silhueta de Bey, e logo mais a frente, estava a própria cantora em meio a um jogo de luzes e fumaça. Nesse momento, a cantora manteve sua pose, como a da estátua, e cantou um trecho de Love on top, enquanto a plataforma descia até que ela pisasse no solo novamente. Havia o barulho de seu salto e mais alguns versos da música, numa pequena caminhada, até que ouvimos o famoso “one, two, three, four” que dá a deixa para o seu maior sucesso: Crazy in love.

Obviamente, não faltou o famoso catwalk da cantora em meio ao incrível palco, com direito a projeções de várias Beyonce’s no chão, em telões, em todo lugar. Um dos momentos icônicos foi quando do palco, ouvimos: “Michele, can you handle this?” e “Kelly, can you handle this?”. Respectivamente, as antigas parceiras do Destiny’s Child, Michelle Williams e Kelly Rowland surgiram ao palco para cantar seu grande sucesso Bootylicious, seguida de Independent Women nesse sensacional reencontro. Beyoncé passou por hits como Baby Boy, a estrondosa e viral Single ladies e fechou com chave de ouro com uma linda performance de Halo, emocionando a todos nesse incrível show cheio de voz, talento e sensualidade.

 

3- Katy Perry ft. Lenny Kravitz e Missy Elliott (2015)

Katy Perry é conhecida naquela imagem da fofura, doçura, desde os tempos de California Gurls. É óbvio que ela não deixaria uma oportunidade única como um Halftime Show sem ter muito brilho e cor em seu cenário. A cantora começou o espetáculo montada num gigante leão de ferro, ao som de Roar. Numa grande pista iluminada com projeções, tivemos uma visão 3D dando um toque tecnológico ao show, com a apresentação de Dark Horse. Em seguida, o cantor Lenny Kravitz apareceu tocando guitarra e cantando outro sucesso de Katy, I kissed a girl, honrando o início de sua fama. Nesse momento, o palco pegou fogo (literalmente e no bom sentido), por conta dos efeitos especiais utilizados no show, com várias chamas por todo lado.

Após isso, o clima do show mudou completamente. As projeções na pista mostraram uma grande praia, com elementos personificados no cenário. Foi então que surgiram os caricatos tubarões, grandes bolas e palmeiras que fizeram tanto sucesso na internet. Com um aspecto quase que infantil, Perry performou sucessos de sua fase colorida e “doceira”, Teenage Dream e California Girls. Posteriormente, Missy Elliott subiu ao palco e em parceria com Katy cantou Get ur freak out, Work it e Lose control. Para fechar essa monumental e fantasiosa apresentação enquanto cantava uma clássica de seu repertório, Firework Katy Perry subiu numa estrutura em formato de estrela cadente e começou a voar por todo o estádio, enquanto fogos de artifício complementaram a atmosfera proposta pela cantora. Grand finale.

4- Coldplay, feat. Beyoncé and Bruno Mars (2016)

Muito se especulava sobre o show de Coldplay no Super Bowl, já que a banda é dona de muitas apresentações cheias de cor e ânimo. Até que Chris Martin surgiu em meio a uma multidão no gramado do Levi’s Stadium e saiu correndo em direção ao palco. A banda, então, tocou seus maiores hits: Yellow, Paradise, Viva la vida e um dos últimos sucessos, Adventure of a Lifetime, com um entusiasmo exemplar, muita simpatia, lindas reproduções em telão no palco e decoração à la Abertura da Copa do Mundo no Brasil. Em seguida, o foco foi para Mark Ronson numa picape de dj tocando samples de Uptown Funk, até que a câmera se virou para o próprio Bruno Mars e seu squad que performaram esse grande hit com direito a muita coreografia e pirotecnia. Até que o cantor parou com um “Stop! Wait a minute” e a câmera se moveu outra vez.

Agora, uma banda marcial tocava, até que estes saíram e revelaram a presença de Beyoncé com um maravilhoso look, recriando o de Michael em 1993. A cantora performou seu sucesso Formation, lançado havia dois dias, após muita especulação e nenhuma informação certa sobre seu retorno. Assim, em formação, ela e suas dançarinas fizeram um grande show no gramado. Até que se iniciou um “duelo” de dança entre ela e Bruno, com os dois cantando trechos das músicas de ambos, com direito até mesmo a uma mistura de dancinha com desfile de Bruno ao som do arranjo musical de Crazy in Love. Por fim, os dois se encontraram, se encararam (de todos, esse momento é um dos melhores) e terminaram juntos a performance de Uptown Funk, chamando Chris para se juntar ao grupo, concluindo com Beyoncé jogando a câmera para a plateia. A seguir, vídeos de todos os Halftime Shows começaram a ser exibidos por conta da comemoração dos 50 anos do Super Bowl e o Coldplay cantou Fix you e Up & Up, inserindo trechos de letras de clássicos que já passaram pela ocasião. A dupla poderosa se uniu ao grupo em um coro, enquanto a arquibancada exibia um grande mosaico em que se lia a palavra “LOVE”, mensagem que foi passada ao público com a apresentação.   

Assista aqui!

5- Madonna ft. LMFAO, Nicki Minaj, M.I.A., CeeLo Green (2012)

Como a Rainha do Pop entraria no seu Halftime Show? A resposta é: num trono, digno de realeza, é claro! Assim, montada em sua majestade, Madonna seguiu em direção do palco ao som de sua clássica Vogue cercada por seu exército de guerreiros dançarinos. Neste show, a cantora mostrou-se animadonna (com o perdão do trocadilho). Esbanjando energia e disposição em suas performances muito elaboradas, Madonna deixa muitas artistas jovens em desvantagem, por não chegarem nem perto de seu fôlego no palco. Em Vogue, vimos projeções de diversas capas da revista pela pista.

Mudando o clima do show, a cantora foi para uma outra era de sua carreira, mais dançante, mudando também o cenário que vale ressaltar, conta com a maior estrutura de todas as aqui mencionadas. A performance de Music contou com muitos dançarinos e com a participação do LMFAO, em um mashup de Madonna com suas músicas Party Rock Anthem e I’m sexy and I know it. Ainda no ambiente animado da dança, muitas líderes de torcida surgiram com o emblemático grito “L.U.V. Madonna”, da música Give me all your luvin’. Foi nesse momento que juntaram-se à cantora Nicki Minaj e M.I.A., em outra performance muito empolgada. Para fechar com chave de ouro, o cantor Cee Lo Green apareceu junto a um enorme coral para a performance dos grandes hits da Madonna “Raiz”: Express yourself e Like a prayer.

 

6- Michael Jackson (1993)

É importante dizer que o rei do pop inventou o Halftime Show. Não, não é apenas uma forma de expressão, é que a apresentação do cantor foi a primeira no estilo com o qual estamos acostumados hoje em dia. Na época, os shows tinham um tema específico e os cantores eram chamados para fazer performances que combinassem com a proposta. Mas com Michael foi diferente. O show era exclusivamente dele. Tudo começou com uma música misteriosa e câmeras focando nos telões, que exibiam vídeos do cantor fazendo seus passos de dança e simulando uma imagem que saía  da tela e materializava-se no topo de cada telão (Gaga revelou que Michael foi uma de suas inspirações).

Então, o foco foi para o centro do estádio e o cantor surgiu em carne e osso, após um salto de dentro para fora do palco. Lá, ele ficou parado. Imóvel. 1 minuto e 30 segundos se passaram até que ele se moveu novamente. Sentimos, então, quão nobre e majestoso ele é. Sua pose icônica e sua resistência como uma estátua, ainda que não fossem nada, eram mais que fundamentais para que serem marcantes. A seguir, o cantor performou seus hits Jam, Bad, Billie Jean, Black and White. Heal the World foi a escolhida para fechar o show, com toda a plateia do estádio mostrando um lindo mosaico que formava imagens de crianças. No palco, o cantor estava cercado por elas, numa cena que encerra esse momento de muitas coreografias e moonwalks. Um show desses evidentemente se tornaria referência para uma geração de cantores à frente, com o toque especial que só um mestre como Michael poderia dar.

 

7- The Black Eyed Peas ft. Slash, Usher (2011)

Em um cenário bem futurista, ao estilo Black Eyed Peas, a banda desceu pendurada do telhado, onde começaram a noite cantando I gotta feeling. A plateia no gramado, que fez parte do cenário, parecia ser formada por vários robôs com suas roupas de led. Tudo foi muito tecnológico, fazendo jus à banda, obviamente. Eles cantaram seus sucessos como Boom boom pow, Meet me halfway, Lets get it started e I’ve had the time of my life (dirty bit). Mas as boas surpresas se deveram às participações especiais.

Em meio à performance de Boom Boom Pow, ouvimos a entrada de um icônico solo de guitarra. Era o próprio Slash, que entrou tocando Sweet child o’ mine, acompanhado pela voz de Fergie. Outra participação especial foi de Usher, que veio do céu, para dançar muito e cantar com will.i.am o sucesso OMG. O momento mais bonito em meio à esfera vanguardista do grupo foi quando tocaram seu sucesso Where’s the love?, com o palco adquirindo a forma da palavra “love”. Para fechar a noite, assim como em um remix, típico de suas músicas, o grupo retomou a música I gotta a feeling, terminando suas últimas estrofes, nesse brilhante show (brilhante ao pé da letra), com muita música eletrônica e performances dos maiores hits dançantes da década 2000.

8- Bruno Mars ft. Red Hot Chili Peppers (2014)

O início glorioso do Halftime Show de Bruno Mars contou com um grande coral de crianças cantando um trecho de Billionaire. Após a linda apresentação, o músico apareceu tocando um solo de bateria, seguido de sua entrada ao som de Locked out of heaven. Seu show foi simplista, sem grandes produções, confiando mais na voz e talento do cantor, junto aos seu grupo de backing vocals, com ar de squad. Não é possível deixar passar o tom retrô, característico do cantor, que apareceu muito na música Treasure, também performada. Mars aproveitou ainda para apostar numa vibe mais rock em seu show. Após Runaway baby, o cantor recebeu no palco a banda Red Hot Chili Peppers, e juntos apresentaram Give it away (RHCP). Ao fim do show, na performance de Just the way you are, vídeos de soldados do exército mandando mensagens a sua família foram exibidos, concluindo com essa bela homenagem.

 

9- Aerosmith e ‘NSync ft. Britney Spears, Mary J. Blige, Nelly (2001)

Em 2001, o Super Bowl contou com um dos melhores lineups da história. Trazendo ao palco os “kings of pop and rock” (tema da edição, ainda aos moldes antigos de Halftime Show), esse show marcou a história do evento, merecendo ser considerado um dos melhores. Ostentando artistas de ouro como a banda Aerosmith, ‘NSync, Britney Spears, Nelly e Mary J. Blige, o resultado foi a perfeita união e convergência dos gêneros. Após um cômico vídeo introdutório com Ben Stiller, Chris Rock, Adam Sandler e as bandas, o show começou de cara com um dos maiores hits da década: Bye Bye, de ‘NSync. Posteriormente, foi a hora de Aerosmith soltar seu poder com a bela I don’t wanna miss a thing, mostrando o talento vocal de Steven Tyler. Depois, ‘NSync retornou para apresentar It’s gonna be me, mais uma vez, cheia de coreografias típico das boybands com as duas bandas finalizando juntas a apresentação. Em seguida, Aerosmith continuou com seu sucesso Jaded, mais uma vez, terminando com a participação de ‘NSync.

O show seguiu com a música Walk this way, também do Aerosmith, num momento em que ambas as bandas fizeram alguns passinhos de dança. Até que então, Britney Spears se agregou aos talentos no palco, seguida por Mary J. Blige e por último, a boyband retornou. Foi um grande momento ~meme da Nazaré perdida~ com tantas pessoas cantando e se apresentando ao mesmo tempo, e o público sem saber para onde olhar. Pop e rock já estavam devidamente misturados até que o rapper Nelly entrou para mandar suas rimas (tudo isso ainda ao som de Walk this way). Assim, com um show de estrutura simplista, mas com um elenco de peso haja espaço no palco para tanto peso a edição 2001 foi uma das melhores, unindo vários gêneros e vários ícones desta geração.

 

10- U2 (2002)

Em 2002, 4 meses após o atentado que tirou a vida de milhares de pessoas e que chocou os EUA e o mundo, o U2 subiu ao palco do Halftime Show, em New Orleans, para além de cantar seus sucessos, fazer uma homenagem às vítimas. O início se deu com Bono Vox, o vocalista, saindo do meio do público e caminhando por entre os fãs até chegar ao palco, enquanto cantava Beautiful day. E assim como a banda é bem definida musicalmente, seu show foi um típico e bem definido show de rock. Foi então que, na segunda música, MLK, ao fundo do palco um imenso telão se iluminou. Como numa cena de créditos finais em um filme, o nome de todas as vítimas do 11 de Setembro foram subindo. Divididas em categorias incluindo policiais e bombeiros mortos pessoas que estavam no World Trade Center, nos voos que colidiram com as torres, entre outros, todos foram mencionados. Após, com Where streets has no name, a banda concluiu seu belo show, levando à emoção todos os presentes no estádio e certamente todos os milhões de pessoas que assistiram de suas casas, relembrando a ocasião que abalou o mundo.

Assista aquí!

*Ranking estabelecido após pesquisa realizada entre fãs e adeptos do pop e rock, no ano de 2017.

Por Gabriel Bastos
gabriel.bastos@usp.br

Sala 33
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