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Em Predadores Assassinos furacão levou tudo, mas trouxe crocodilos
CINÉFILOS
11 out 2019 | Por Adriana Teixeira (adrianateixeira@usp.br)

Predadores Assassinos (Crawl, 2019) fala sobre um furacão que atinge a Flórida (EUA) a partir da vida de Haley Berry (Kaya Scodelario), uma nadadora universitária. Quando seu pai, Dave Berry (Barry Pepper), não atende às suas ligações durante o desastre natural, Haley arrisca sua vida para encontrá-lo. Ela o acha, mas ambos ficam presos no porão da casa de infância da jovem. Não só por conta da chuva mas também pelos crocodilos da região que invadem o local e estão dispostos a matar. 

O filme explora uma relação pai-filha que foi desgastada e é cheia de mágoas do passado, mas que apesar disso ainda tem amor. A mensagem passada é. como muitas vezes, sobre como os desentendimentos podem ser superficiais frente à chance de perder para sempre seu familiar. Haley e Dave precisam agir juntos para tentar sair daquela situação e isso ajuda muito na relação dos dois. 

A ambientação do longa é muito boa, senão perfeita. O ambiente de catástrofe é frio e melancólico: o som de chuva ao fundo, o silêncio de um lugar evacuado e água por todo lado facilitam o imaginário de como é um desastre natural. Em momento algum é possível perceber que o furacão é falso e como grande parte do filme se passa no porão, a “tela verde’’ não é usada em exagero, facilitando o convencimento de que é real. Há um tom de Piranha 3D (2010), do mesmo diretor, mas no mais recente, a ideia de realidade é mais forte em relação ao longa de 2010. Além de que os recursos financeiros foram maiores.

Os efeitos especiais, que incluem os próprios predadores assassinos (crocodilos), são muito bem feitos no sentido de que os animais parecem muito reais. Não só reais como com atitudes realistas, pois não há exageros nas dimensões dos crocodilos nem nos ataques: são animais “normais”. Mas, mesmo assim, são aterrorizadores. 

[Imagem: Paramount Pictures]

É um longa que o espectador passa o tempo inteiro tenso, pois a qualquer momento pode aparecer um crocodilo ao ataque. As cenas com suspense são muito bem estruturadas, mas depois de vinte minutos assistidos, os momentos de susto se tornam previsíveis, pois estes são antecipados de muito silêncio e calmaria. Há também cenas de ataques explícitos. Muitos trechos mostram machucados profundos, como um osso quebrado e para fora da perna e muitas, mas muitas mordidas de crocodilo. Então, para quem tem aflição de sangue o filme pode incomodar.

A personagem que merece destaque é Haley. Suas reações de dor, tristeza e medo transpassam o espectador de maneira que sentimos junto com ela as aflições. Isso nos aproxima do contexto e nos prende às telonas receosos por sua vida.

Com pouco menos de noventa minutos, Predadores Assassinos tem a duração ideal para o espectador não cansar da trama e se estressar demais com os “sustos” recorrentes. Como grande parte do filme se passa embaixo d’água e num porão, a produção se atentou a não prolongar as cenas, sendo todas rápidas e com alguma relevância dentro da narrativas, sem trechos para “enrolar” e aumentar a duração. É um filme dinâmico que prende a atenção.

O longa chegou aos cinemas brasileiros dia 26 de setembro. Confira o trailer:

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O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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