Por Isabela Slussarek (isabelaslussarek@usp.br)
A noite da última terça-feira (23), segundo dia da Semana do Jornalismo, foi marcada pela celebração ao aniversário da Jornalismo Júnior, que completou seus 21 anos de existência. O evento contou com a participação da atual gestão, dos repórteres e de ex-jotanos, que puderam contar mais sobre a experiência e a importância de participar da empresa júnior.
Criada em 2004, a Jota — nome pelo qual é ´carinhosamente chamada pelos seus membros — reúne cerca de 100 participantes por ano e, ao total, mais de mil pessoas já fizeram a integraram. A iniciativa foi do jornalista Leonardo Leomil, estudante do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) na época. O objetivo era criar uma empresa júnior (EJ) que reunisse diferentes pessoas e que impactasse na formação de cada estudante.
Entre discursos e agradecimentos
A festa começou com uma fala de Júlia Sardinha, Presidente da empresa, e Rafael Dourador, Vice-Presidente. No discurso, a Presidência reiterou seus sentimentos de gratidão pela Jornalismo Júnior, por ser uma empresa que vai muito além da área profissional ao transformar as vidas dos participantes. “É muito bonito que a energia jotana existe entre nós e que, além disso, existe esse desejo de ser passado para as próximas gerações”, disse a Presidente.
Para Dourador, as pessoas participam da Jota desde seu primeiro ano na faculdade, o que contribuiu na formação de mão de obra qualificada entre os alunos. É uma maneira de contribuir com a formação de novos profissionais e inseri-los no mercado de trabalho.
“Eu sou presidente por causa de todas as pessoas que me apoiaram e me apoiam. Vai muito além de um cargo. Eu faço isso junto com vocês e por vocês.”
Júlia Sardinha
As diretoras de Eventos — núcleo de projetos da Jornalismo Júnior — Giulia Polizeli e Louisa Harryman, responsáveis pela organização da Semana do Jornalismo, também expressaram sua gratidão. Polizeli começou sua fala ao contar que sempre quis fazer parte da gestão, pois amava a empresa e queria contribuir para que as próximas pessoas também compartilhassem desse sentimento.
“A empresa tem o lado jornalístico, mas uma das partes mais importantes são as pessoas, os sentimentos e os laços que a gente constrói para o resto da vida”, acrescenta a diretora. Harryman conta que, ao assumirem os seus cargos na gestão 25, elas construíram muitos projetos e ideias do zero. “Nós nem sonhávamos que estaríamos fazendo esse evento hoje e trazendo nomes tão importantes para o jornalismo”, diz. Ela também explica que todo o projeto é pensado para o futuro da empresa e dos participantes.
Fala, Jota!
Nas reuniões gerais da Jornalismo Júnior, que acontecem duas vezes ao mês, existe o tradicional “Fala, Jota!”. Nesse momento, todos os participantes podem falar sobre suas experiências como participantes e contar as novidades do dia a dia. No aniversário, a sessão foi um pouco diferente. Ele não contou apenas com a participação dos diretores e repórteres que fazem parte da gestão atual, mas também com ex-jotanos que compartilharam suas diferentes perspectivas.

[Imagem: Pedro Lukas Costa/Jornalismo Júnior]
Davi Alves, atual diretor da J.Press, editoria de política, economia e sociedade da empresa, abriu o momento ao explicar que a ideia inicial sempre foi manter a “magia jotana” para todos, independentemente de seu núcleo. “É muito gratificante ver que todos os repórteres se engajaram, tiveram experiências diferentes e que, acima de tudo, nós [como Jornalismo Júnior] conseguimos proporcionar isso para todos”, complementa.
A próxima a compartilhar sua experiência foi a repórter Letícia Longo. Por ter vindo de Brasília, Letícia comenta que na época dos vestibulares estava em dúvida entre a Universidade de Brasília (UNB) e a Universidade de São Paulo (USP). A estudante comenta que participar da Jornalismo Júnior deu certeza da sua decisão de desistir da UNB e escolher a USP.
“Eu sinto que aqui eu aprendo muito mais do que aprenderia em qualquer outro lugar. Foi a melhor decisão que eu já fiz.”
Letícia Longo
O Vice-Presidente da gestão de 2013, Fernando, contou que hoje trabalha na mesma área de quando era vice e que isso contribuiu com sua atuação no mercado de trabalho. Para ele, a Jota é uma oportunidade de lidar com áreas que não lidaria no cotidiano de trabalho tradicional. “Como você lida com as pessoas, com os conflitos e com as instituições são coisas que trazem uma bagagem para o profissional”, afirma.
Momentos de descontração
Próximo ao final do evento, Polizeli e Harryman organizaram uma gincana especial para os diretores e repórteres presentes. Os diretores de cada núcleo montaram seus times com os repórteres que trabalham em cada um. Os alunos do período matutino estavam na área da redação, enquanto os do noturno no de projetos.
As diretoras de Eventos montaram perguntas especiais que remetiam a todos os núcleos de redação e cada pergunta acertada ganhava uma pontuação específica. A brincadeira foi repleta de diversão, com muitas risadas, competição e interação entre todos. Ao final, o grupo vencedor foi o dos administradores da Jornalismo Júnior.

Momentos como esse são os que a Jornalismo Júnior busca. Integrar os participantes de núcleos diferentes, que muitas vezes não possuem muito contato, é um dos diversos objetivos da empresa — que, realmente, é uma grande família. Após a brincadeira, foi a hora de cantar parabéns pelos 21 anos da Jota.
[Imagem de capa: Pedro Lukas Costa/Jornalismo Júnior]
