Home Eu Fui BGS 2017: melhores momentos
BGS 2017: melhores momentos
Eu Fui
16 out 2017 | Por Jornalismo Júnior

Depois de cinco dias de muita agitação, lançamentos de jogos, cosplays, shows, Talks, streamers, youtubers e diversos estandes, a Brasil Game Show chegou ao fim, deixando grandes expectativas para o próximo ano e a certeza que a 10ª edição vai ficar na história, por seus diversos convidados especiais e sorrisos deixado no rosto de cada gamer que pôde ficar mais perto de seus ídolos e conhecer as novidades que a indústria de jogos guarda para os próximos meses.

Para fechar com chave de ouro, o Sala 33 fez um resumo dos melhores momentos da feira e ouviu a opinião de quem frequentou e se divertiu na BGS.

Black Desert: o melhor da BGS

No dia anterior, sábado (14), o MMORPG Black Desert foi premiado como melhor jogo da Brasil Game Show. A maior feira da América Latina reconheceu o esforço de um trabalho que foi desenvolvido durante mais de 4 anos, e que está presente no Brasil há 3 meses. André “Legácio”, assessor de marketing do jogo, falou a respeito da premiação: “Não foi tão surpreendente porque nós investimos bastante para aparecer e fazer diferente, mas não tem como não falar que estamos felizes, a gente está feliz para caramba, tanto que estamos expondo a plaquinha ali na frente”, e ainda comentou como foi o processo de divulgação do jogo: “Foi um trabalho pesado, não começou essa semana. Na verdade, estamos nessa desde antes de lançar o jogo no Brasil, começamos a ver isso em abril, o beta começou em maio”.

O estande do jogo era gigantesco e chamava a atenção por sempre estar lotado de gente

O diferencial do game para os outros, segundo André, é a liberdade. Para ele, o jogo proporciona diversas opções para o jogador,  desde ficar pescando no mapa até dominar territórios inteiros com sua guilda. “Sendo um jogo sandbox, você pode fazer a sua história. O que a Pearl Abyss fez foi colocar uma história rica, personagens interessantes e objetos para todo tipo de gosto, e o resultado é o Black Desert”, diz Legácio. O assessor ainda comenta que o jogo é um produto da experiência da equipe, que conta com membros que trabalharam na Level Up, Riot Games, entre outros, com a tendência de mercado atual.

“O mercado brasileiro é um dos maiores do mundo, mas ao mesmo tempo ele é um dos mais esquecidos. Normalmente os jogos mais legais são lançados lá fora, e os brasileiros tem que se contentar com servidores longe, ping alto, não ter suporte localizado e jogo em outros idiomas”. É o retrato que André pincela a respeito do mercado consumidor brasileiro de games.

Com relação ao Black Desert, André diz que o servidor está atualmente localizado em Miami por conta de algumas burocracias, mas que a equipe está trabalhando para trazer um servidor local para o Brasil.

Campeonatos

A BGC (Brasil Game Cup) é um dos mais importantes campeonatos de e-sports que existe no cenário de games. Organizado pela BGS, algumas etapas da disputa são feitas no evento e contaram com grande público para assistir e torcer ao vivo para suas equipes preferidas. Além disso, também foram transmitidos pela Twitch para todo o mundo.

Esse ano, BGC contemplou os jogos: Clash Royale; Dota 2; League of Legends (competição universitária); e CS:GO, que esse ano contou com a etapa feminina e masculina. A ação de incluir um campeonato para o sexo feminino é muito importante para  chamar atenção para a falta de representação das mulheres no mundo dos games. A visitante Caroline Mendes, de 19 anos, falou que costuma sofrer uma grande diferenciação por ser menina e jogar. “A maioria dos meninos só querem te adicionar e te dar coisas por você ser uma menina, não te tratam normalmente como uma pessoa”.

Os resultados das competições foram amplamente divulgados nas redes sociais e outros sites, deixando os times e torcedores de todas as modalidades muito animados. Porém, os visitantes querem ainda mais destaque para essa parte da feira. “A BGC podia ter sido melhor trabalhada. Acho que se a gente está numa feira de games tem que ter um pouco de e-sports”, ressaltou Gabriel Duarte, que trabalha com jogos.

Desafio UBER

O Uber, aplicativo de transporte particular, montou um estande com uma estrutura gigante e trouxe uma proposta inovadora: colocar os famosos (que não tinham a ver com o mundo dos jogos) para uma batalha de Street Fighter. O resultado disso foram competições um tanto quanto cômicas e muito divertidas tanto para quem jogava quanto para quem assistia.

Imagem: Cyber Stars Club

Além da ação chamar atenção pelas celebridades, as batalhas de sexta-feira tinham um final feliz: a disputa pela oportunidade de doar R$50 mil para o GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), feita pelo Uber. A parceria com a instituição acontece há seis meses, e o aplicativo tem bancado os custos de pacientes que saem do hospital de noite e precisam ir para casa.

As batalhas aconteceram entre Caio Castro, Palmirinha, Minotauro, Agatha Moreira, Cauê Moura, Lorelay Fox, Foquinha e Marlom. O campeão de todas as rodadas foi o youtuber Cauê Moura, que pôde doar o prêmio ao GRAAC.

Além dos famosos, todos os que enfrentassem a grande fila do estande podiam subir no palco, enfrentar uma disputa do jogo no telão para todos os espectadores da Uber, levando para casa um cupom com R$20 de desconto no aplicativo. Ou seja, todos saiam ganhando.

Não se esqueça de conferir os textos do primeiro, segundo, terceiro e quarto dia da décima edição da Brasil Game Show para ficar por dentro de tudo que aconteceu por lá.  

Por Giovana Christ e Pedro Gabriel
giovanachrist@usp.br | peedrog98@usp.br

Sala 33
O Sala33 é o site de cultura da Jornalismo Júnior, que trata de diversos aspectos da percepção cultural e engloba música, séries, arte, mídia e tecnologia. Incentivamos abordagens plurais e diferentes maneiras de sentir e compartilhar cultura.
VOLTAR PARA HOME
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Nome*
E-mail*
Facebook
Comentário*