Home Eu Fui FLIPOP – Dia 1: A pluralidade na literatura
FLIPOP – Dia 1: A pluralidade na literatura
Eu Fui
09 jul 2017 | Por Jornalismo Júnior

A palavra do dia foi representatividade. Citada em todas as mesas, essa qualidade estava presente em vários dos livros dos autores presentes.

O dia começou com a abertura do evento com os representantes da Editora Seguinte explicando como tudo aconteceria. A premissa da FLIPOP é menos capitalista e mais cultural. Menos pessoas, menos lojas, mais tempo e mais atenção. Os autores não ficam em um camarim fechado, eles andam pelo festival no meio dos leitores. A FLIPOP é um evento de leitores para leitores.

Após a apresentação, a primeira mesa, intitulada O Poder da Internet, contou com Pam Gonçalves, Eduardo Cilto e Chris Salles. Os dois primeiros são booktubers (youtubers de livros) que viraram escritores e a Chris ficou famosa postando livros no Wattpad, uma plataforma digital feita justamente para isso. Muito foi falado sobre o caminho trilhado pelos três desde aspirantes a escritores e de suas dificuldades e dicas para novos autores. Assuntos importantes, como assédio também surgiram graças ao livro Boa Noite (Galera Record, 2016), da Pam Gonçalves. A mesa foi mediada pela autora Iris Figueiredo.

Depois, vimos no palco Iris , agora como palestrante, e Vitor Martins, também autor e booktuber. Frini Georgakopoulos mediou o bate-papo. Esse painel, com nome de Clichês: os que amamos e os que precisam parar, foi o momento de maior diversidade do dia. Vitor e Iris contaram como suas experiências de bullying e discriminação influenciaram na escrita de seus livros. Além disso, ao interagir com os leitores, um assunto que surgiu foi a dificuldade de não se encaixar em uma maioria e como isso era representado na literatura infantojuvenil.

Na Mesa 3, Construindo um mundo real: diversidade na ficção, Eric Novello, Bárbara Morais e Jim Anotsu falaram sobre a dificuldade de ser coerente na construção de suas histórias. Anotsu ainda citou como o racismo o influenciou na escrita de seus livros. Um assunto muito falado nessa mesa foi a polêmica que ganhou força nas últimas semanas: Leitura de Sensibilidade, a prática de submeter seu original a alguém que passou por experiências semelhantes ao seu personagem. Por exemplo: se o protagonista é uma pessoa trans, você envia o livro para alguém com essa característica a fim de obter um ponto vista coerente. Sobre isso, os autores concordaram que a Leitura de Sensibilidade é, na verdade, uma opinião de um especialista completamente válida para não excluir o lugar de fala de algum grupo de pessoas. E, por ser um serviço opcional, a polêmica era infundada.

Na quarta e última mesa, tivemos a estrela do dia: Alwyn Hamilton, autora de A Rebelde do Deserto (Seguinte, 2016) e A Traidora do Trono (Seguinte, 2017). A simpatia da autora canadense roubou a cena. Ela fez piadas, respondeu várias perguntas de fãs e tirou fotos quando o painel acabou. Alwyn deu pequenos spoilers sobre o terceiro livro de sua trilogia de sucesso e contou um pouco mais sobre seu próximo projeto, ainda secreto, mas que se passará no mesmo universo com a neta de uma das personagens da série atual.

Quanto ao evento em geral, no hall de entrada havia várias atividades: mini livraria, cabine de fotos, sorteios e tiro ao alvo. A sessão de autógrafos aconteceu após o quarto painel e misturou autores nacionais (Pam Gonçalves, Eric Novello etc) e internacionais (Alwyn Hamilton e Benjamin Alire Sáenz). E, de encerramento, foi realizado o baile inspirado na série A Seleção, com direito a roupas de época, DJ e pista de dança.

O segundo dia de FLIPOP ainda promete mais painéis com autores como Benjamin Alire Sáenz (Aristóteles e Dante Descobrem o Segredo do Universo), mais autógrafos e  interações com autores.

Maria Carolina Soares
mcarolinasoares@uol.com.br

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