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Por dentro do fenômeno Taylor Swift
Escuta Aí
13 out 2015 | Por Jornalismo Júnior

Taylor Swift. Taylor Swift. Taylor Swift. Ultimamente, esse é o nome mais dito quando se trata do mundo da música. Mas, por que? A resposta para essa pergunta é mais complexa do que parece. Taylor não é só mais uma garota de sorte que fez sucesso. Não. Taylor tem lançado tendências e, em julho desse ano, o New York Post chegou a afirmar que ela tomou o lugar de Beyoncé no mundo da música.

Os álbuns
Em 2006, Taylor assinou com a Big Machine Records e acabou sendo a primeira aposta da gravadora. Nesse mesmo ano, ela lançou seu primeiro álbum, intitulado Taylor Swift que vendeu 39 mil cópias na semana de lançamento. O álbum chegou ao topo da parada Billboard Top Country álbuns e ficou 24 semanas no topo das paradas.

Já no ano de 2008 a garota lançou seu segundo álbum Fearless que vendeu 600 mil cópias na primeira semana e acabou recebendo o Grammy de álbum do ano.

Dois anos depois, Swift estreou com seu álbum Speak Now, vendendo 1 milhão de cópias na primeira semana (mais do que qualquer álbum nos últimos dois anos). Esse CD totalmente autoral fez com que a carreira da cantora se consolidasse e com que ela ganhasse vários prêmios.

Seu quarto álbum de estúdio, RED, foi o segundo álbum feminino a mais vender cópias na semana de lançamento, com quase 1,3 milhão de edições. Nesse álbum, Taylor mostrou uma pegada mais pop e menos country do que os fãs estavam acostumados. Mesmo assim, as faixas surpreenderam a crítica.

A era 1989

Em 2014 a cantora lançou seu último álbum: 1989, que teve como primeiro single a música Shake It Off. O CD de “renascimento” de Taylor tem impressionado muito a crítica desde seu lançamento, alcançando números incríveis até hoje. Esse é o primeiro álbum “oficialmente pop” da artista, e surpreendeu pelas faixas bem produzidas e músicas envolventes.

Nesse ano o cantor Ryan Adams anunciou o lançamento de um álbum cover de 1989. Em setembro as faixas foram lançadas e surpreenderam muito os fãs, agradando diversos públicos.

Ao se tratar da turnê do álbum 1989, Taylor proporciona aos fãs shows com grandes estruturas e performances coreografadas e nada simples. Além disso, a cantora continua com um hábito que tem desde a sua segunda turnê: chamar diferentes cantores, bandas, atores e modelos para subir em seu palco durante o shows, como Mick Jagger, Selena Gomez, Cara Delevigne e Ellen Degeneres.

As polêmicas

Desde o início de sua carreira Taylor é conhecida por ter uma chamada “conduta exemplar”, já que nunca se envolveu em polêmicas relacionadas a drogas ou bebida. Entretanto, a mídia sempre foi cruel ao se tratar dos namorados da artista. Swift, que agora namora o DJ Calvin Harris, sempre foi criticada por escrever muito sobre amor e por ter um número “grande” de namorados. Para esses comentários ela responde a altura, dizendo que os considera machistas e opressores, pois não se fala disso sobre Bruno Mars ou Ed Sheeran, homens que tratam dos mesmo assuntos que ela.

Ainda tratando de questões feministas, o single Bad Blood de Taylor causou contradições nas redes sociais. A música, que seria para Katy Perry, foi acusada de estimular a falta de sororidade entre as mulheres, já que o mote do clipe é uma luta entre garotas. O mesmo vídeo foi criticado pela rapper Nicki Minaj, já que recebeu indicação para vídeo do ano no VMA 2015, e o clipe de Anaconda de Minaj, que teve o mesmo sucesso, não. Nessa situação a discussão se deu em torno dos padrões machistas da industria da musica. Entretando, as duas acabaram se resolvendo e abrindo o VMA com uma performance conjunta de The Night Is Still Young e Bad Blood.

Além disso, Taylor Swift não simpatiza com a ideia de músicas serem disponibilizadas de graça. Por isso, ela nunca disponibilizou suas faixas em suportes como o Spotify, além de retirar todas as suas músicas disponíveis livremente para download ou em contas não oficiais do youtube. Entretanto, também em 2015, a cantora mandou uma carta para a empresa Apple explicando os motivos do porquê ela não assinaria contrato com a nova rede de musicas da empresa. Na carta, Taylor explica que ela não luta por essa causa por ela, que já tem a carreira consolidada, mas sim pelos pequenos cantores que têm como fonte de renda o dinheiro derivado de suas músicas. A atitude dela foi elogiada por muitos artistas do meio musical, e fez com que a empresa mudasse a política da nova rede.

Finalmente, a polêmica mais recente que envolve Swift se relaciona com seu último clipe: Wildest Dreams. Nele, a trama se passa na África durante os anos 1950 e mostra a história de amor entre uma atriz, interpretada por Taylor, e um ator durante as gravações de um filme. O problema está no fato de que o vídeo não faz nenhuma menção ao Apartheid e nem tem nenhum ator negro, o que significa que não aborda as questões raciais, os preconceitos e problemas da época.

O fenômemo
Em meio a esse turbilhão de acontecimentos, mais de 200 prêmios, 7 Grammys, 5 álbuns e muitos recordes, Taylor Swift acabou se consolidando como um dos nomes mais importantes da música atual.

Seu estilo, seu popular grupo de amigas, as festas que promove, sua fortuna acumulada em muitos milhões de dólares e seu jeito “fofinho” e engraçado de ser só contribuíram para o esse sucesso estrondoso de Swift.

Ultimamente, nenhuma música lançada pela cantora fracassa. Nenhum clipe ou pequena participação em um filme ou seriado é menos que gloriosa. O triunfo é tanto, que Taylor foi a cantora que mais vendeu álbuns nos EUA nos últimos dez anos. Ano que vem, espera-se um novo álbum da artista, o que deixa o mundo ansioso para mais uma vitória de Taylor Swift.

Por Giuliana Viggiano
viggiano.giuliana@gmail.com

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