Por Hellen Indrigo (hellenindrigoperez@usp.br)
Entre o fim da década de 1990 e a primeira metade dos anos 2000, o ciclista estadunidense se consolidou como um dos nomes mais celebrados do esporte internacional. Após se recuperar de um câncer testicular diagnosticado em 1996, ele venceu o maior torneio da modalidade, o Tour de France, por sete anos consecutivos, entre 1999 e 2005.
Em agosto de 2012, porém, a Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA) identificou um esquema de dopagem praticado por Lance e sua equipe ao longo de mais de uma década, descrito como “mais extenso do que qualquer outro já revelado na história do esporte profissional”. Essa denúncia resultou em uma sanção contra o atleta, responsável por desqualificar suas sete vitórias no Tour de France e torná-lo inelegível para futuras competições.
A trajetória de Armstrong
Lance Armstrong nasceu e cresceu em Plano, uma cidade no estado do Texas. O atleta foi criado pela mãe, Linda, e pelo padrasto, Terry Armstrong, que o adotou legalmente após o abandono de seu pai biológico. Um artigo de Ezequiel Trancoso, Bacharel em Comunicação Social, afirma que o início da trajetória de Lance no esporte esteve ligada a Terry, que era um dos treinadores da equipe infantil de futebol americano na qual ele treinava antes do ensino médio. Apesar dessa influência, a relação entre ambos era conturbada.
No documentário ‘Lance’, produzido pela ESPN e lançado em 2020, o ciclista conta que sofria agressões físicas constantes do padrasto, que o castigava sem razões tangíveis, como o fato de deixar uma gaveta aberta. “Ele não seria o campeão que é hoje sem mim, porque eu o orientei. Eu o orientei como um animal”, afirma Terry em entrevista à produção. Esse ambiente hostil foi responsável por moldar a personalidade controversa de Lance, que seria conhecida e julgada pelo mundo anos depois.

“A única forma de se dopar e ser honesto é se ninguém te fizer perguntas”, afirma o ex-ciclista no documentário produzido pela ESPN [Imagem: Reprodução/TMDb]
Após abandonar o futebol americano, ele passou a praticar natação, corrida e, posteriormente, se tornou um prodígio no triatlo. Aos 13 anos, Lance venceu o Iron Kids Triathlon, uma competição infantil que unia as provas características da modalidade: natação, corrida e ciclismo. Alguns anos depois, passou a se dedicar exclusivamente ao ciclismo profissional após se destacar em campeonatos juniores da modalidade.
Em 1992, depois de se mudar para Austin, Lance passou a integrar a equipe norte-americana de ciclismo Motorola. Naquele período, o esporte era dominado por atletas europeus e não possuía grande visibilidade nos Estados Unidos, mas a série de resultados expressivos de Lance Armstrong se tornou uma contradição a essa realidade. Em 1993, o atleta conquistou a Tríplice Coroa Thrift Drug ao se tornar campeão dos três principais campeonatos do país na época, além de vencer o Mundial de Ciclismo — disputado na Noruega naquele ano — e a primeira etapa do Tour de France.
Nos anos seguintes, a reputação de Lance cresceu: o atleta acumulou vitórias, como os títulos do Tour duPont em 1995 e 1996, e conquistou a primeira medalha de ouro para um ciclista estadunidense na Flèche Wallone, uma corrida europeia. Entretanto, após enfrentar sintomas adversos de saúde aos 25 anos, o atleta recebeu um diagnóstico que o colocou fora das competições.
A construção de um herói
Após ignorar por meses um incômodo e inchaço persistentes na virilha, Lance apresentou novos sintomas, como dores de cabeça recorrentes e tosse com sangue. O desconforto motivou o atleta a buscar ajuda médica, e o diagnóstico trouxe a descoberta de um câncer testicular em estágio avançado. Por conta da demora na identificação do tumor, o câncer já havia se espalhado para o abdômen, o pulmão e o cérebro do atleta quando foi avaliado.
De acordo com relatos presentes no documentário ‘A Mentira de Armstrong’, roteirizado e dirigido por Alex Gibney, o diagnóstico tardio fez com que a probabilidade de sobrevivência do ciclista fosse considerada baixa pela equipe médica. O tratamento foi realizado no Centro Médico da Universidade de Indiana, e consistiu em uma cirurgia para a remoção do testículo, sessões de quimioterapia e, por fim, outra cirurgia para a retirada do tumor cerebral.
“Eu vi minha batalha contra o câncer como uma competição atlética. Mas nela, você ganha ou perde. Se você perde, você morre. Eu não posso suportar a ideia de perder porque, para mim, isso é igual à morte”
Lance Armstrong, em entrevista ao documentário ‘A Mentira de Armstrong’
Apesar da preocupação inicial, o tratamento de Lance foi efetivo e o câncer entrou em remissão. Em 1998, o atleta já estava curado e voltou a competir profissionalmente no ciclismo após assinar contrato com a equipe U.S Postal Service Cycling Team, patrocinada pelo Serviço Postal dos Estados Unidos.

De acordo com relatos de Tyler Hamilton presentes no livro ‘A Corrida Secreta de Lance Armstrong’, o ciclista constantemente agia de forma ardilosa e vingativa com os companheiros de equipe para atingir os próprios objetivos [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
Antes da doença, o ciclista era conhecido pela potência em corridas curtas, mas não tinha o mesmo desempenho nas competições longas e não era um escalador. Fábio Zoboli, professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe, comenta em entrevista ao Arquibancada que o tratamento de Lance resultou em transformações físicas que possibilitaram uma outra abordagem em sua carreira.
Essa afirmação também foi feita por Michele Ferrari, médico italiano que se responsabilizou pelo treinamento do ciclista desde 1995. No documentário de Gibney, Ferrari explica que Lance havia perdido músculos em todo o corpo durante a luta contra a doença, o que resultou na limitação de seu potencial físico. “Ninguém acha que eu vou fazer algo. Estou acabado, sou um produto danificado”, destacou Lance na produção. Em resposta à desconfiança, disparou: “Dane-se, vou tentar ganhar o Tour de France”.
A afirmativa se concretizou: em 1999, Lance Armstrong venceu o campeonato pela primeira vez, ainda competindo pela U.S. Postal Service. Em 2005, o atleta conquistou seu sétimo título consecutivo, desta vez patrocinado pela Discovery Channel. Combinada à atuação da Lance Armstrong Foundation, uma fundação de combate ao câncer criada pelo atleta em 1997, a sequência de vitórias resultou na consolidação de uma imagem heroica do ciclista entre o público.

Com o passar do tempo, o prestígio de Lance Armstrong cresceu a ponto de desenvolver uma relação com o presidente estadunidense da época, George W. Bush [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
Lance se aposentou temporariamente após a vitória na edição de 2005 do Tour de France. Quando retornou ao circuito em 2009, porém, desconfianças acerca da honestidade de sua atuação no esporte se tornaram uma questão cada vez mais recorrente, e passaram a ameaçar sua imagem.
O escândalo de doping
Uma das primeiras controvérsias ligadas à carreira de Lance veio à público em 1999. Durante a edição do Tour de France daquele ano, vestígios de esteroides foram detectados em seus testes de urina. Como justificativa, o atleta alegou fazer uso de uma pomada para tratar ferimentos na virilha causados pelo banco da bicicleta. Essa alegação foi endossada por um pronunciamento da União Ciclística Internacional (UCI), que divulgou o nome da referida pomada e afirmou que o ciclista havia apresentado receita médica para seu uso.
De acordo ‘A Mentira de Armstrong’, porém, a US Postal Service Cycling Team (USPS) já estava envolvida em práticas de doping naquele ano. Durante a edição de 1999 do Tour de France, a equipe contratou um profissional — o ‘Motoman’ — para percorrer o circuito de moto e entregar Eritropoietina (EPO) em locais demarcados. Dessa forma, os atletas poderiam realizar aplicações da substância, cujo uso categoriza doping, no decorrer do torneio.
O EPO é um hormônio produzido de forma natural pelo corpo humano; ele é liberado pelos rins e estimula a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea. Zoboli explica que o uso adicional dessa substância pelos atletas aumenta a quantidade de hemácias no corpo, o que resulta em um aumento do transporte de oxigênio para os músculos e contribui para a resistência durante as provas.
No caso de Armstrong, a aplicação dessa droga era especialmente favorável. Devido à perda de massa muscular causada pelo câncer, o atleta foi aconselhado por Michele Ferrari a mudar a configuração da bicicleta para uma marcha mais baixa e pedalar mais rápido. Como essa estratégia alterava a carga dos músculos para o pulmão, coração e sangue, o efeito do EPO ajudava no aumento de cadência.
Entretanto, um teste para a detecção do uso da droga foi desenvolvido no ano seguinte, em 2000. Para evitar que os esquemas de doping fossem descobertos, alguns médicos – incluindo Ferrari – passaram a substituir o uso do EPO por técnicas de transfusão sanguínea, algo quase impossível de ser detectado. Esse método consistia na retirada de bolsas de sangue com altas taxas de glóbulos vermelhos dos atletas antes das competições, que viriam a ser reaplicadas ao longo das corridas.
A partir de 2001, a relação de Lance com Michele Ferrari – que já era alvo de investigações por fraude esportiva na época – fez com que a confiabilidade de sua atuação no ciclismo passasse a ser cada vez mais questionada pela mídia. O responsável por confirmar a proximidade entre ambos foi o jornalista David Walsh, que já havia manifestado desconfianças em relação à carreira do atleta ao analisar aspectos de seu comportamento.

Lance promoveu ataques a jornalistas e ciclistas que o acusavam de doping ao longo de diversas entrevistas, o que foi visto por Walsh como um sinal de culpa [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
Em 2004, Walsh e Pierre Ballester publicaram o livro ‘L.A. Confidentiel: Les secrets de Lance Armstrong’ – L.A. Confidencial: Os segredos de Lance Armstrong, em tradução livre. A obra foi a primeira a conter evidências circunstanciais de que o atleta havia feito uso de drogas para melhorar sua performance esportiva, e incluía depoimentos de sua antiga massagista, Emma O’Reilly. Em retaliação, Lance processou o livro e impediu sua publicação nos Estados Unidos, além de ganhar um julgamento de 1,5 milhão de dólares e exigir um pedido formal de desculpas.
No ano seguinte, o jornal francês L’Équipe publicou seis formulários de controle antidoping de Armstrong feitos durante a edição de 1999 do Tour de France, além de um resumo dos resultados de uma investigação do Laboratório Nacional de Testes Antidoping (LNDD) referentes a essas amostras. A conclusão publicada pelo jornal afirmou que, nessas seis ocasiões, as amostras do ciclista continham vestígios de EPO. Entretanto, uma investigação da UCI argumentou que as análises não eram suficientes para estabelecer um resultado positivo.
Segundo relatos do documentário de Alex Gibney, Lance mantinha uma amizade próxima com Hein Verbruggen, presidente da UCI entre 1991 e 2005. Após a acusação do L´Équipe, Verbruggen solicitou um relatório sobre os métodos de pesquisa do jornal, que inocentou o ciclista sem ao menos analisar os testes de urina divulgados. O relatório custou 100 mil dólares à UCI, o mesmo valor que havia sido pago por Lance em uma suposta doação à instituição no início daquele ano.
Ainda em 2005, um antigo colega de equipe de Lance, Frankie Andreu, e sua esposa, Betsy Andreu, foram intimados a depor contra o ciclista na investigação de suspeita de doping. Uma denúncia confirmada pelo casal dizia que Lance havia admitido o uso de EPO, hormônio do crescimento, cortisona, esteroides e testosterona a um médico durante o seu tratamento contra o câncer. Em ‘A Mentira de Armstrong’, Betsy afirmou ter sofrido ameaças após o testemunho.
“Espero que alguém quebre um taco de beisebol na sua cabeça. Também espero que, um dia, você tenha um infortúnio na vida e algum tipo de tragédia caia sobre a sua família e te faça perceber o que é a vida real, ao invés de ficar correndo atrás de gente que você odeia”
Stephanie McIIvan, gerenciadora o patrocínio da Oakley a Lance Armstrong, em áudio enviado a Betsy Andreu
A quebra do silêncio
Após a aposentadoria de Lance Armstrong em 2005, o doping permaneceu como uma problemática enraizada no ciclismo. Um ano depois, a investigação da chamada Operação Puerto, realizada por autoridades da Espanha, foi responsável por desmantelar um esquema de transfusões sanguíneas para fins de dopagem. A inspeção confirmou o envolvimento de mais de 50 ciclistas, incluindo campeões do Tour de France como o italiano Ivan Basso e o alemão Jan Ullrich.
A cautela no cenário se amplificou. Quando interrompeu a aposentadoria e retornou ao circuito do Tour de France em 2009, competindo pela Astana, Lance foi testado diversas vezes antes da competição por agências antidoping. Naquele ano, porém, o ciclista não venceu; ele terminou a competição em terceiro lugar após ser superado pelo companheiro de equipe, Alberto Contador. No ano seguinte, o desempenho de Lance decaiu ainda mais, e o atleta obteve o 23º lugar na classificação geral do Tour.

Em 2010, Alberto Contador foi pego em um exame antidoping e perdeu todas as suas vitórias no período, inclusive o título do Tour de France daquele ano [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
Sem resultados tão expressivos quanto aqueles dos anos anteriores à aposentadoria, o retorno de Lance à competição representou um marco para as denúncias de doping contra ele. “Foi a ponte para o passado. Se eu não voltasse, a vista sobre a água ficaria muito distante”, afirmou em uma entrevista concedida à BBC em 2015. “Foi um dos grandes erros da minha vida e eu não tenho um bom motivo para explicar por que eu quis voltar, não tinha nenhum motivo para isso”.
Segundo Fábio Zoboli, um dos principais pilares da nova investigação contra o atleta foi a denúncia do ciclista norte-americano Floyd Landis. Em 2009, mesmo ano em que Lance passou a integrar a Astana, Landis foi barrado da equipe pelo comandante e antigo diretor da USPS, Johan Bruyneel, devido a um resultado positivo para testosterona que recebeu em um teste antidoping anos antes. Ele se tornou o primeiro ciclista a ter um título do Tour de France cassado por conta do uso de substâncias dopantes, em 2006, além de ser suspenso do esporte por dois anos.

Em 2018, Johan Bruyneel também foi banido pela UCI de todas as atividades ligadas ao ciclismo por violações das regras antidoping [Imagem: Reprodução/Instagram/@lancearmstrong]
Relatos presentes em ‘A Mentira de Armstrong’ demonstram que Floyd Landis se revoltou com a sua rejeição e a aceitação de Lance na Astana, o que o motivou a denunciar o antigo esquema de doping da USPS. Em uma série de e-mails encaminhados à UCI, o ciclista descreveu os diferentes métodos de dopagem utilizados pela equipe e o envolvimento de dirigentes e atletas, incluindo Lance Armstrong. Landis também testemunhou em entrevista ao programa Nightline poucos meses depois, mas suas afirmações foram negadas pelo advogado de Lance.
Em 2011, outro ex-ciclista da USPS, Tyler Hamilton, denunciou o envolvimento de Lance Armstrong no esquema de doping, desta vez no programa 60 Minutes. “Eu vi [EPO] em sua geladeira. Eu o vi injetando mais de uma vez”, contou. “Como todos nós fazíamos. Como eu fiz, muitas e muitas vezes”. Novamente, as acusações foram negadas por um advogado do atleta, que descreveu a denúncia de Hamilton como um ato motivado pela ganância.
Apesar das negativas constantes de sua defesa, o órgão de Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos abriu uma investigação contra Lance em 2010, após a denúncia de Landis. Como a equipe do atleta havia sido patrocinada por um órgão público – o Serviço Postal – entre 1996 e 2004, houve o envolvimento da justiça federal no caso.
A averiguação não se tratava do doping em si, mas de acusações relacionadas a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, evasão fiscal e suborno de agentes estrangeiros. O agente responsável, Jeff Novitzky, contatou ex-parceiros de equipe, aliados, esposas e outros indivíduos relacionados ao caso. Mas, dois anos depois, a justiça anunciou que não iria prosseguir com as acusações contra o atleta.
Após o encerramento da averiguação federal, a USADA deu continuidade à própria investigação. De acordo com a Decisão Fundamentada publicada pela instituição em 2012, o processo contou com o testemunho de 15 ciclistas profissionais, 11 parceiros de equipe e sua massagista, O’Reilly. Ao longo de centenas de páginas, a agência elencou evidências de seu envolvimento em violações da lei antidoping desde 1998.
Além de Lance, outros membros envolvidos no esquema de doping também foram acusados. São eles: o diretor da USPS e da Discovery Channel Cycling Team, Johan Bruyneel; os médicos da equipe, Pedro Celaya, Luis Garcia del Moral e Michele Ferrari; e o treinador Jose “Pepe” Marti.
A USADA afirma que ofereceu ao ciclista o mesmo acordo proposto às demais testemunhas, ou seja, seis meses de banimento caso colaborasse com as investigações. Entretanto, em uma entrevista ao documentário de Gibney, o atleta alegou não ter recebido a proposta.
Como consequência do processo, Lance Armstrong foi banido de todos os esportes regidos pela Agência Mundial Antidopagem (WADA). Além disso, teve os sete títulos do Tour de France e o pódio de 2009 cassados. Em 2018, o atleta aceitou pagar uma multa de cinco milhões de dólares para encerrar um processo aberto pelo Serviço Postal dos Estados Unidos contra ele, em 2013.
Confissões
Em janeiro de 2013, durante uma entrevista concedida à Oprah Winfrey, Lance admitiu a sua participação no esquema de doping. Em resposta à entrevistadora, o ciclista afirmou ter utilizado substâncias proibidas como EPO, transfusões sanguíneas, testosterona, hormônio do crescimento e cortisona durante todas as sete vitórias no Tour de France.
Sete anos após a declaração no programa de Oprah, o ex-ciclista ainda fez novas confissões no documentário ‘Lance’. Uma das maiores atualizações do caso foi a confirmação de acusações feitas em 2005 por Frankie e Betsy Andreu: em entrevista à produção, Lance admitiu que começou a se dopar por volta dos 21 anos, durante sua primeira temporada profissional, e sugeriu que essa prática pode ter sido a causa para o desenvolvimento de seu câncer testicular.
Apesar de atualmente ainda ser marcado pelos anos de farsa, pelo heroísmo frustrado e por acusações de liderar o esquema de doping em sua equipe, Lance Armstrong representa mais um nome pertencente a uma era em que o doping dominava o ciclismo. De acordo com ‘A Mentira de Armstrong’, apenas um dos atletas que subiram com ele no pódio ao longo de suas sete vitórias no Tour de France nunca foi pego em algum escândalo de doping.
“Se você me levasse de volta a 1995, quando o doping era completamente disseminado, eu provavelmente faria tudo de novo”
Lance Armstrong em entrevista à BBC


