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Democratizando a educação
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22 ago 2014 | Por Jornalismo Júnior

“Uma sala de aula global”. É assim que Salman Khan descreve a plataforma criada por ele, a Khan Academy, uma organização educacional sem fins lucrativos que é uma das várias iniciativas nascidas nos últimos anos unindo educação e tecnologia. Com a vantagem da maior acessibilidade e da flexibilidade do aprendizado, canais que disponibilizam vídeo-aulas gratuitas têm ganhado destaque e se mostrado eficazes na difusão do conhecimento.

A internet, além de ampliar a quantidade de informação disponível e facilitar o acesso a ela, proporciona novos métodos de compartilhar e adquirir conhecimento. Assim, as pessoas não precisam se limitar ao conteúdo da sala de aula e podem assistir a aulas sobre vários assuntos de modo dinâmico e divertido, em qualquer parte do mundo. O canal de vídeos Crash Course, criado por John Green (mais conhecido por ser o autor do livro A Culpa é das Estrelas) e seu irmão Hank Green, reúne cursos relacionados a ciências e humanidades e mescla o conteúdo com humor e animações. A meta, de acordo com eles, é fornecer educação interessante e de alta qualidade para o mundo inteiro de graça.

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Aula de História Mundial, no canal criado pelos irmãos Green. Foto: Reprodução.

Esses novos métodos de aprendizado não são uma substituição do ensino na sala de aula, mas servem como um complemento a ele. Com a ajuda dos vídeos, o aluno pode melhorar nas áreas em que tem mais dificuldades e aprender no seu próprio ritmo, pausando e voltando quando quiser e repetindo quantas vezes for necessário. Além disso, pode expandir o estudo para além do que é cobrado na escola. Isso sem contar as pessoas que não estão mais em idade escolar, mas querem voltar a aprender ou aprimorar suas habilidades.

A Khan Academy surgiu após Salman Khan fazer vídeos ensinando matemática a alguns de seus amigos e familiares e colocá-los no YouTube. Com a popularidade de seus vídeos, Khan decidiu criar o projeto, que hoje já contém mais de 6 mil vídeos traduzidos para 65 idiomas. Além dos vídeos, o site contém exercícios e dá a oportunidade a pais e professores de monitorarem o progresso dos alunos. De acordo com Khan, se as crianças assistirem aos vídeos em casa, isso dá aos professores mais tempo de interação com os alunos na escola.

No Brasil, foi lançada em 2012 a plataforma Veduca, que contém cursos em vídeo de universidades nacionais e internacionais traduzidos em português, contando com um sistema de legendas colaborativas. O fundador, Carlos Souza, teve a iniciativa pois muitos dos cursos online abertos eram inacessíveis a quem só falava português. Souza disse ao Times Higher Education: “Em todas as indústrias, quando a tecnologia aparece, ela troca o poder do produtor para o consumidor. Isso aconteceu em muitas indústrias e vai acontecer na educação”.

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Plataforma brasileira criada com a finalidade de expandir a edução para além das salas de aula. Foto: Reprodução.

A existência desses cursos ainda não é uma solução para as falhas na educação, visto que muitos não possuem acesso à internet ou instrução suficiente para aproveitar todas as suas vantagens. Porém, eles são revolucionários à medida que aumentam exponencialmente o acesso à informação, de forma didática, fazendo com que as pessoas aprendam de uma forma mais adequada a elas e estimulando o conhecimento. O ensino gratuito e livre é necessário e é um grande passo em direção à democratização da educação.

Por Luiza Magalhães
abmluiza@gmail.com

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