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BRASIL GAME SHOW: Por dentro da maior feira de games da América Latina
Eu Fui
07 set 2016 | Por Jornalismo Júnior

Realizada entre os dias 1 e 5 de setembro, a Brasil Game Show volta em sua nona edição para se reafirmar como um evento imperdível ao universo dos videogames. Realocada à São Paulo Expo, a maior feira de games da América Latina esteve maior do que nunca: em impressionantes 100 mil metros quadrados. Até o ano passado, o evento acontecia no Expo Center Norte, com 2 mil metros quadrados a menos. A mudança foi bem recebida pelo público. Pedro Silva, que frequenta a BGS desde 2013, aprovou a nova localização: “Eu acho que está bem mais confortável para o público, mais fácil para andar, não tem empurra-empurra”.

Já na entrada, tudo parece monumental: os corredores intermináveis, os enormes estandes, a música onipresente e, é claro, as filas. Lá dentro, é fácil se perder meio a tantas atrações – são mais de 180 marcas reunidas no mesmo local; desde vendas de jogos, periféricos, livros e camisetas a espaços para testar de primeira mão os lançamentos. Passando o estande do Just Dance 2017, que mais parecia um pequeno flash mob, podia se encontrar uma competição de Gears of War 4 no estande do XBOX; mais a frente, um grupo de pessoas pulava para serem os próximos selecionados para testar o Fifa 2017, com direito a narração em tempo real; e ao fundo, campeonatos de diferentes games rolavam todos os dias.

Visitantes formaram longas filas para testar os lançamentos mais aguardados. Imagem: Fredy Alexandrakis

A feira proporcionava ainda Meet & Greets com youtubers e streamers, concentrando legiões de fãs ansiosos para conhecerem as pessoas por trás dos canais que acompanham. Beatriz, de 15 anos, estava em sua segunda BGS e diz ter esperado por 3 horas e meia para conhecer seus youtubers preferidos: Leon, Zangado, Guaxinim, Alan; entre outros. Para ela, houve uma melhora na organização desde sua última visita, em 2014, mas alguns problemas persistem: ela conta que os fãs “desesperados” são, por vezes, tratados violentamente pelos seguranças despreparados.

Cosplay

Cosplayers foram ponto alto da BGS 2016. Imagem: Igor Soares

Os amantes de cosplay marcaram presença na BGS, para o encanto dos visitantes, que aproveitaram para tirar fotos. Airton, que só compareceu ao evento para acompanhar seu filho, apontou os cosplayers como ponto alto de sua visita. Na Cosplay Zone, ocorreram vários concursos premiando as melhores caracterizações. Entre os inúmeros cosplayers presentes estava Thaís Yuki, vestida de Samus Aranque, uma caçadora de recompensas do game Metroid. Yuki participa da BGS desde suas primeiras edições: “Eu frequento a feira desde a época que era Rio Game Show e acontecia lá no Rio de Janeiro”. A escolha pela personagem não foi por acaso: “Mês passado Metroid fez 30 anos, aí achei que esse era um momento legal pra prestar essa homenagem”. O game, que teve sua primeira versão lançada pela Nintendo em 1986, se passa num cenário de ficção científica e tem como inspiração o filme Alien.

Beatriz, vestida de Alice, do jogo Alice Madness Returns; e Gabriela e Ana Júlia, fantasiadas de Mettaton e Frisk, do jogo indie Undertale, também elogiaram a valorização do Cosplay no evento. Na Cosplay Zone, entre os concursos, os visitantes tinham à sua disposição um grande painel para tirar foto com os cosplayers. No entanto, Beatriz admite mais uma decepção com a organização do evento: “Disseram que teria uma entrada dos Cosplayers, mas acabou que entramos todos com os visitantes”.

Indie Games

O Indie Meeting foi um espaço de palestras dos expositores de jogos independentes. Imagem: Igor Soares

Nos últimos anos, um novo segmento vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de games. Os jogos independentes (ou indie games) são jogos desenvolvidos por pequenos grupos de pessoas e com baixo orçamento. Pensando nisso, a BGS fez o Indie Meeting, local onde desenvolvedores indie puderam fazer palestras falando um pouco sobre seus projetos. Além disso, também havia uma área com mais de 100 estandes destinada exclusivamente a esse nicho.

O bancário e programador Danilo Tomaz aproveitou a oportunidade para falar sobre Black Ires, game que ele vem desenvolvendo nos últimos oito meses. Danilo é co-fundador da Hexa Game Studio, que é um estúdio de desenvolvimento de jogos independente. O desenvolvimento foi realizado remotamente com o auxílio de ferramentas online. O programador conta que o game foi bem recebido pelo público na BGS e que está buscando parceria: “estamos tendo um feedback incrível do pessoal aqui na BGS, quem viu o jogo falou que a qualidade está muito boa! A pretensão agora é conseguir fechar com a Microsoft e com a Sony”.

A Brasil Game Jam reuniu 10 equipes em uma competição de programaçao de 48 horas. Imagem: Fredy Alexandrakis

Outro estímulo à produção independente de games foi a Brasil Game Jam, criada em parceria com a Globo. A competição ocorreu paralelamente a tantos outros campeonatos de games do evento, mas com um diferencial: aqui os participantes não jogam os games, e sim os produzem. 10 equipes de programadores foram desafiadas a produzirem um jogo em apenas 48 horas. 5 finalistas foram eleitos por votação popular, dos próprios visitantes da feira, que foram convidados a testarem os games. As equipes Antworks, Gracinhas, Ignia, Tempero e Sigma tiveram então de apresentar seu projeto em um pitching para uma banca, que elegeu o estúdio Antworks como os ganhadores, com direito ao prêmio de um mini-drone para cada participante da equipe, uma viagem ao Rio para conhecer os estúdios da Rede Globo e outra visita à Globo SP.

Por Fredy Alexandrakis e Igor Soares
fredy.alexandrakis@gmail.com I digorsoares@gmail.com

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