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Duas indústrias, dois mundos: O que Hollywood tem a ver com Bollywood?
CINÉFILOS
01 fev 2020 | Por Luana Franzão (luanafranzao@usp.br)

É impossível não saber o que acontece em Hollywood. Sempre há um novo filme que promete renovar a indústria, fatura cifras exorbitantes e concorre às maiores premiações do mercado. 

Na Índia, país com mais de 1 bilhão de habitantes, porém, quem domina é Bollywood. Essa outra face do mercado também produz enormes sucessos, fatura muito e possui premiações relevantes. Entretanto, é pouco conhecida no Ocidente e quase nunca mencionada por aqui. Os motivos para isso podem ser muitos. O principal? Talvez, a enorme diferença entre as culturas envolvidas. E as diferenças somente tornam Bollywood mais interessante. Por que não explorá-las?

O começo de tudo 

Na primeira metade do século 20, os filmes possuíam aproximadamente um minuto de duração e eram exibidos em tendas improvisadas dentro lojas. A maior parte da pequena indústria se concentrava nas cidades de Nova York e Nova Jersey, polos da tecnologia daquela época. No entanto, no ano de 1915, alguns estúdios começaram a ser abertos em uma região próxima de Los Angeles, na Califórnia. Ali, as terras eram baratas, a mão de obra era abundante e não havia muitas indústrias concorrentes. 

A indústria da Costa Leste americana era dominada por empresários do ramo. Thomas Edison, aquele que inventou a lâmpada, criou também a maioria dos aparelhos responsáveis pela rodagem de filmes, patenteou todos e criou sua empresa a Motion Picture Patent Company (MPPC). Ele tinha como sócia a Kodak, a única produtora do material filme até então. Era praticamente impossível fazer uma obra cinematográfica sem estar subordinada à companhia.

Membros da Motion Picture Patent Company, liderada por Thomas Edison [Imagem: California Digital Library]

Alguns produtores considerados independentes, decidiram contrariar a ordem e se mudaram para o outro lado do país, a fim de produzir sem as imposições da MPPC. Assim nasce Hollywood, a maior produtora de conteúdo cinematográfico da história, popular em todos os cantos do planeta. Mas não a única.

Em 1913, era lançado Raja Harishchandra, o primeiro filme inteiramente produzido na Índia. A obra era muda e baseada em uma lenda tradicional do país. Ele foi feito por Dadasaheb Phalke, considerado o pai do cinema indiano, que resolveu criar o projeto após assistir o filme A Vida de Cristo (Jesus of Nazareth, 1912), e imaginou como seria assistir a algo semelhante, porém com deuses hindus como protagonistas. O filme foi exibido pela primeira vez no dia 3 de maio de 1913, no Coronation Cinema, em Bombaim, e o sucesso popular foi estrondoso. Após o sucesso desse projeto piloto, Phalke se juntou a outros cinco empresários para abrir a Hindustan Films, a primeira produtora de filmes da Índia.

Cena do filme Raja Harishchandra [Imagem: Reprodução]

Com o passar do tempo, outras produtoras surgiram, e anos depois, no dia 14 de março de 1931, estreou Alam Ara. O filme inaugurou o estilo tradicional do cinema indiano, conhecido hoje como Bollywood: histórias monumentais harmonizadas com músicas tradicionais e coreografias deslumbrantes. Ele foi produzido pela Imperial Movietone, que surgiu de uma fusão entre três empresários de diferentes produtoras para criar um novo tipo de gênero exclusivamente indiano, inspirado nos musicais hollywoodianos dos anos 30, porém traduzidos para cultura hindu. Desde então, esse é o tipo de longa mais lucrativo na região e permanece tão exuberante quanto seus idealizadores o conceberam.

 

A tradição em dois nomes

O nome Hollywood surgiu antes dos estúdios e das produções. Antes de ser ocupada por cineastas, a região era propriedade de H. J. Whitley, aristocrata inglês que comprava terras para criar novas cidades. Whitley teria, então, escolhido o prefixo “Holly” para remeter à Inglaterra, sua terra natal. Já “wood” seria uma homenagem à sua herança escocesa  e o sufixo “land” um costume para denotar que a região era uma cidade. Ele criou um loteamento e vendeu suas terras em pequenos pedaços, que anos depois seriam comprados pelos idealizadores dessa indústria cinematográfica.

Durante 29 anos, o famoso letreiro mostrou Hollywoodland, tendo a última parte retirada em 1939. A alteração do nome e do monumento, denotaram a oficialização do domínio dos cineastas na região, que já não era mais o pequeno loteamento de Whitley, e sim um complexo efervescente da mais nova atração cultural mundial.

Cena do filme Raja Harishchandra [Imagem: Reprodução]

Já o nome Bollywood é mais recente e possui uma origem bem clara. Ele foi inspirado na indústria americana de Hollywood, trocando as iniciais para a cidade de Bombaim, atual Mumbai, onde estão localizados a maioria dos estúdios de cinema indianos. 

Enquanto Hollywood serve para nomear tanto a indústria quanto o distrito da cidade de Los Angeles, Bollywood é apenas o nome da “usina” cinematográfica, que está espalhada por toda Mumbai, e até mesmo por toda a Índia.

 

As produções

As produções hollywoodianas conhecemos bem: romances melosos, comédias, retratos históricos, filmes de ação, ficção científica, dramas, documentários. Há filmes para todos os gostos e personalidades na indústria norte-americana. As durações variam entre si, com uma média de 2 horas. 

Um novo atributo muito recorrente são os efeitos especiais, que vêm ganhando muito espaço nas telonas hollywoodianas. A maioria esmagadora dos filmes é gravada em inglês, depois dublada e legendada para aproximadamente 40 idiomas diferentes. Apesar de possuir uma diversidade considerável, as grandes sagas de ação ocupam a maioria das salas e arrecadam as maiores cifras, como o filme Os Vingadores: Ultimato (The Avengers: Endgame, 2019), que gerou cerca de 2 bilhões de dólares esse ano.

Filmes hollywoodianos famosos [Imagem: Luana Franzão]

Em Bollywood é bem diferente. Os longas possuem temas relacionados à cultura tradicional indiana, trazendo elementos como a religião hinduísta, predominante no país (79,8% da população se diz praticante), uma presença forte da família e de relacionamentos amorosos. Até pouco tempo atrás, beijos e demonstrações de carinho eram incomuns nas telas, devido às tradições locais. Casamentos arranjados pela família, por outro lado, ainda são tratados com muita naturalidade em cena. 

Em sua grande maioria, os filmes possuem como ponto central conflitos românticos ardentes e intensos, com variações de cenário: alguns se passam em tempos mais modernos, outros têm uma abordagem histórica, uns são trágicos, outros divertem, e assim por diante. O traço mais visível da cultura local, porém, são outros. Os trajes e cenários, são extremamente suntuosos e ricos em detalhes,  lembrando a estética do país em todos os momentos, com cores vibrantes e itens luxuosos, ornados com jóias e ouro. 

Cena do filme Bajirao Mastani (2015), um romance histórico.

 

Os longas são, em geral, musicais. Isso afeta na duração, que é de  3, ou até 4 horas. Ao mesmo tempo, os números musicais são determinantes para o sucesso de filme, tanto de público quanto de crítica. A qualidade das músicas, das coreografias e sua execução são altamente avaliados pelos olhos da audiência e frequentemente importam muito mais do que a própria narrativa e trama em si. 

As músicas, assim como os filmes, são falados em hindi comum, para abranger a maior parte do país. Porém, alguns roteiristas experimentam usar certos dialetos para passar mais veracidade e também usar versões mais antigas do idioma em produções que retratam tempos passados.

Para impulsionar a popularidade dos filmes, as músicas são lançadas antes da estréia, passam pela aprovação do público e geram expectativa. Essas, em sua maioria, tratam de amor e se inspiram na tradição poética hindu, quase sempre comparando os sentimentos dos personagens a mitos de divindades religiosas. 

O amor entre Krishna e Radha, respectivamente as formas originais de homem e mulher, e que simbolizam a paixão, o desejo e o amor incondicional. Segundo os poemas sagrados, eles representam a fusão da mente e da alma entre duas pessoas e a união perfeita, que segundo a cultura local,  é almejada por todos os seres. Por isso, a maioria dos romances idealizam esse objetivo, mostrando casais perdidamente apaixonados que entoam canções comparando seus amados à Krishna, no caso dos homens e à Radha, das mulheres.

Cena do romance trágico Ram Leela (2013)

 

É evidente a permanência de algumas tradições pouco compatíveis com o momento atual vivido aqui no Ocidente. A falta de representatividade é um fator claro nos roteiros, que representam em quase sua totalidade relacionamentos heterossexuais entre pessoas esteticamente padronizadas. A questão étnica também é muito forte, pois apenas atores de origem indiana costumam protagonizar os longas, o que torna o mercado muito hostil para estrangeiros, e até mesmo para habitantes do país que pertencem a outras etnias, como os árabes. 

Questões sociais da religião hindu, como a divisão social por castas, também causam polêmica no mercado, porém já está se tornando uma determinação defasada (pelo menos nas telas). Apesar desses empecilhos, algumas coisas têm mudado na indústria. Os relacionamentos retratados têm ganhado tintas mais modernas, além do tratamento que o feminino vem recebendo: as mulheres ganharam protagonismo em tradições muito antigas, e agora aparecem trabalhando, tendo autonomia na escolha do casamento e até mesmo com poder sobre sua própria sensualidade, mas ainda há um enorme caminho a ser percorrido.

Outros fatores das produções também estão ficando mais modernos são os relacionados à estética. Os trajes, apesar de continuarem muito característicos, estão mais contemporâneos e, cada vez mais, é possível ver alguém usando jeans, mulheres usando calças e de cabelos soltos e homens de camiseta. Além disso, as próprias músicas e dança estão mais globalizados. Agregam ritmos ocidentais a sua composição, trazendo instrumentos como a guitarra, o violão, o piano, que acrescentam um tom diferente às canções tradicionais.

Cena do romance trágico Ram Leela (2013)

 

Apesar de parecer voltado a um país específico, esses filmes percorrem o mundo e ganham cifras tão impressionantes quanto as hollywoodianas. O filme mais rentável até hoje foi Dangal (2016), que arrecadou 340 milhões de dólares americanos, e em 2018, o filme Sanju quase bateu esse recorde, arrecadando 336 milhões.

Os grandes nomes

As celebridades de Hollywood geralmente estão ligadas a dois segmentos: ou são consagrados pelo carisma e beleza, ao atuar em filmes de grande circulação e de tom mais leve, como comédias e filmes de ação, enquanto alguns se consagram ao participar de longas mais densos, como dramas, e participam de premiações importantes. Dentre a lista dos mais conhecidos pelo bom humor, estão Adam Sandler, Jennifer Aniston e Ben Stiller. Há também aqueles reconhecidos pela beleza, pelo carisma e pelo bom desempenho em filmes de ação, como Robert Downey Jr., Chris Evans, Vin Diesel e Tom Holland. Existem também muitos artistas notáveis que atuam em filmes intensos, e geralmente possuem enorme reconhecimento na carreira, como Al Pacino, Meryl Streep, Maggie Smith, Leonardo diCaprio e Natalie Portman. E existem, claro, aqueles que transitam muito bem entre os núcleos, como Benedict Cumberbatch, Anne Hathaway, Will Smith, Scarlett Johansson e Brie Larson. 

Esses atores costumam receber grande atenção da mídia no Ocidente inteiro, sendo alvo de veículos de comunicação. São sempre chamados para marcar presença em programas de rádio e televisão  e em eventos de grande porte. Além disso, ganham cifras altíssimas, tanto por seus trabalhos em si, quanto por esse tipo de exposição. Segundo a revista Variety, no ano de 2019, o ator mais bem pago da indústria por um trabalho foi Ryan Reynolds, que ganhou 27 milhões de dólares por protagonizar o filme Six Underground (2019), produzido pela Netflix.

É claro que existem disparidades em relação a questões como gênero e raça na equação dos salários. O primeiro negro a aparecer na lista, é Will Smith, em quarto lugar, recebendo 17 milhões de dólares pelo filme Bad Boys 3 (2019), aproximadamente 10 milhões a menos do que o primeiro lugar, e sendo antecedido por 3 homens caucasianos.  A primeira mulher aparece somente no sétimo lugar: Emily Blunt recebeu 12 milhões de dólares por sua aparição em Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, 2018).

Da esquerda para a direita: Will Smith, Ryan Reynolds e Emily Blunt [Imagem: Luana Franzão]

Em Bollywood, alguns fatores do sucesso são parecidos com os ocidentais, como a conformidade com o padrão estético local. A maioria das celebridades da indústria são de nacionalidade e traços indianos, magros e belos. Mas existe uma característica essencial para a fama no cinema da Índia, que não é muito comum exigir-se por aqui: dançar muito bem! 

Geralmente, um cantor profissional grava os vocais das músicas que integram os filmes. Porém, considerando que os números musicais são de extrema importância para o bom desempenho da produção, não há remédio para um ator que seja mau dançarino. A fama muitas vezes é construída em cima desse fator, por exemplo, a atriz Priyanka Chopra, que é muito aclamada pelos belos números que apresenta. 

Essa exigência pesa em cima dos homens também, pois faz parte da cultura local que aprendam a dançar desde a infância. Um dos homens mais reconhecidos nesse sentido é Ranveer Singh, que devido à essa habilidade, criou uma carreira invejável e acumulou a quantia de 10 milhões de dólares em 2018, segundo a revista Forbes

As atrizes Deepika Padukone (à esquerda) e Priyanka Chopra (à direita) dançando no filme Bajirao Mastani (2015) [Imagem: divulgação]

E o troféu vai para…

A primeira importante premiação do cinema que é lembrada é o Oscar. Seu nome oficial na verdade é Prêmios da Academia, pois seus vencedores são eleitos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em reconhecimento à excelência dos trabalhos na área anualmente. 

Receber este prêmio é uma das maiores consagrações que se pode atribuir a um profissional da indústria norte-americana, desde atores até profissionais envolvidos com a direção, edição e trilha sonora dos filmes. Além deste, no entanto, existem diversos outros prêmios importantes para Hollywood. Globo de Ouro, Critic’s Choice Awards, MTV Movie Awards, People’s Choice Awards são outros exemplos de premiações atribuídas ao cinema estadunidense. Existe também uma premiação curiosa neste círculo: O Framboesa de Ouro. Anualmente realizada próximo ao Oscar, ela se dedica a eleger as piores produções do ano.

Da esquerda para a direita: People’s Choice Awards, Oscar e Globo de Ouro [Imagem: Luana Franzão]

A variedade de premiações na indústria oriental não é tão grande assim. Em Bollywood, a mais relevante se chama Filmfare Awards e possui função semelhante ao Oscar. Uma curiosidade sobre essa premiação é que, devido ao tamanho do país, existem várias subdivisões dela: a Filmfare Awards South, que premia filmes falados nos dialetos mais comuns no Sul, Filmfare Awards Marathi que premia filmes que não seguem as convenções do cinema bollywoodiano e a Filmfare Awards East, que premia filmes falados nos dialetos do leste. Além disso, ela possui categorias específicas para os moldes mais comuns de cinema local, como Melhor Compositor, Melhor cantor(a) de playback e Melhor Coreografia.

Filmfare Awards [Imagem: Luana Franzão]

Difusão pelo mundo

É seguro dizer que o cinema de Hollywood é o mais difundido pelo globo. Os famosos filmes blockbuster (ou arrasa-quarteirões para os mais saudosistas), são traduzidos e distribuídos por todos os continentes. Os filmes dessa indústria ditam as maiores tendências para as produções de todo o globo, e causam muito amor, assim como também muitas controvérsias por onde passam. Alguns amam, outros odeiam, porém é impossível afirmar que seja irrelevante.

O cinema de Bollywood é pouco conhecido nesse hemisfério. Ele arrecada muito em países próximos à Índia, como o Nepal, Bangladesh, Afeganistão, Israel e o Paquistão, que apesar de consumir os filmes na televisão e na internet, possui uma proibição oficial aos longas indianos e portanto, não permite que sejam exibidos em cinemas.

 Os filmes indianos estão ganhando mais visibilidade em outras regiões devido à imigração de nativos para diversas partes do mundo. Na África do Sul e Marrocos, os longas arrecadam cifras altas por esse motivo, assim como nos Estados Unidos e na Inglaterra, que exibem os filmes em regiões com grande presença desses imigrantes. 

Um fato curioso sobre a difusão de Bollywood pelo mundo, é que a indústria é muito conhecida na Rússia e nos países pertencentes à antiga União Soviética. Isso ocorre pois, durante muitos anos, os filmes estadunidenses foram proibidos na região, e portanto, o cinema indiano era uma opção de entretenimento muito atraente. O gosto pelos musicais ficou, mesmo depois da queda do socialismo e até hoje as produções são muito bem aceitas nesses locais.

Mas e nas terras brasileiras?

Aqui, com toda certeza Hollywood predomina, até mesmo sobre as produções nacionais, porém há sinais do crescimento da cultura indiana: a abertura do Centro Cultural da Índia, em São Paulo, onde são ministradas aulas de hindi, sânscrito, culinária indiana e yoga gratuitamente, é um ótimo exemplo disso. A yoga e a simbologia hindu estão espalhadas pelas grandes cidades do país, mas o cinema ainda é pouquíssimo conhecido.

A professora de dança Iara Ananda Romano dá aulas de dança indiana clássica e também lidera um grupo chamado Bollywood Brasil, que realiza apresentações inspiradas nos números musicais do cinema da Índia e explicou um pouco sobre as relações entre os dois países.

Ela explicou que existem enormes diferenças entre a dança que é praticada no Brasil e a Índia. Uma das principais diferenças é que a dança indiana, mais do que entretenimento, é uma forma de devoção, ou seja, são atos religiosos de homenagem. Algumas performances homenageiam certos deuses, por exemplo, a modalidade ensinada por Iara, o Bharathanatyam, homenageia o deus Shiva. Assim como uma oferenda, estátuas, comidas, no hinduísmo a dança é um forma de oração. Existem 7 ou 8 estilos de dança indiana clássica, e podem ser consideradas com tal pois estão registradas no 5º Veda, um dos livros sagrados do hinduísmo. Ela ainda afirma que considera a disciplina como uma característica essencial para aprender a dança indiana, pois assim como outras danças como o ballet, exige técnica e muito tempo de aprendizado. Ela também é carregada de significado, e é importante entender o contexto daquela arte, pois está se contando uma história de toda uma religião com a performance, que data mais de 5 mil anos.

Mas Iara também deixa claro que a dança indiana apresentada no cinema de Bollywood não é completamente clássica. É um estilo mais performático do que aqueles dançados religiosamente, e não possui uma profundidade técnica tão grande. Ele é mais impactante, de forma a se tornar menos complexo e poder ser aprendido em menos tempo pelos artistas que participarão de filmagens. O estilo cinematográfico também recebe mais influência das tendências externas ao país e à cultura indiana, sendo mais moderno e atual, também. Não existe estilo melhor ou pior, apenas atendem a diferentes funções, e que há espaços para aprender ambos aqui no país.

Apesar de os filmes de Hollywood serem um entretenimento de alta qualidade, é importante perceber que existem opções muito diversas através do globo para descobrir, e Bollywood é uma delas. Conhecer mais sobre a produção cinematográfica de um país é também mergulhar em uma visão única de diferentes culturas e conhecer aspectos íntimos da vida em diferentes lugares. Bollywood representa uma forma extremamente interessante e diferenciada de enxergar produções cinematográficas e visitar uma cultura tão rica e diversa quanto se pode existir. Não há tempo a perder para fazê-lo! 

Cinéfilos
O Cinéfilos é o núcleo da Jornalismo Júnior voltado à sétima arte. Desde 2008, produzimos críticas, coberturas e reportagens que vão do cinema mainstream ao circuito alternativo.
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