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Retrospectiva 2016: 11 artistas que perdemos este ano
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26 dez 2016 | Por Jornalismo Júnior

2016 foi um ano em que o meio artístico sofreu grandes perdas. Tanto de pessoas que acumulavam décadas de uma carreira de sucesso até aquelas que morreram cedo demais para sabermos até onde chegariam. Separamos dez nomes para serem lembrados.

10 de janeiro: David Bowie

David Bowie em 1975. Imagem: Divulgação

Bowie morreu três dias após a divulgação do videoclipe de Lazarus e apenas dois dias depois do lançamento de seu último álbum, “Blackstar”, que teve estreia no dia 8 janeiro em comemoração ao seu aniversário. Foi assim a despedida do cantor que faleceu aos 69 anos após uma luta de 18 meses contra o câncer.

A carreira de Bowie começou nos anos 1970. Na última década, viveu praticamente afastado da vida pública, até que em 2013 apareceu com seu vigésimo quarto álbum “The Next Day” — dez anos após “Reality”, que havia sido lançado em 2003.

Nesse mês de janeiro, quando completaria 70 anos, o seu primeiro filme “O Homem que Caiu na Terra”, de 1976, será novamente exibido nos cinemas brasileiros em uma versão restaurada. Nele, Bowie faz o papel de um alienígena que vem à Terra em busca de água. Assista ao trailer.

14 de janeiro: Alan Rickman

Imagem: Alastair Grant/AP

Para a geração de jovens (agora adultos) que acompanharam as estreias dos filmes da saga “Harry Potter” nos cinemas, Alan Rickman será sempre lembrado pelo papel do professor de Hogwarts Severus Snape, ao qual se dedicou por muitos anos. O ator, assim como Bowie, morreu de câncer aos 69 anos, apenas quatro dias depois do cantor.

Antes de atuar como Snape, Rickman passou a ser conhecido pela sua participação no primeiro filme da sequência “Duro de Matar”, em 1988. Um de seus últimos trabalhos, no entanto, foi como diretor do filme “Um Pouco de Caos” em 2014. Neste vídeo em inglês, produzido pelo The Guardian, é possível lembrar outros papéis que interpretou nos últimos 30 anos.

19 de fevereiro: Harper Lee

Harper Lee em 1961. Imagem: Donald Uhrbrock/The LIFE Images Collection

Harper Lee faleceu aos 89 anos. A escritora tornou-se um ícone da literatura norte-americana pela sua obra “To Kill a Mockingbird” (“O Sol É para Todos”), publicada em 1960 e então vencedora do Prêmio Pulitzer de melhor ficção do ano. Desde então, houve uma expectativa para que um Harper voltasse a escrever, pois esse era o único registro de um livro feito por ela.

Porém, em fevereiro de 2015 foi revelada a existência do manuscrito de “Go Set a Watchman” (“Vai e Põe Uma Sentinela”), história escrita em 1957 por Harper. Nessa obra, os personagens Atticus Finch e Jean Louise são retratados vinte anos mais velhos do que aparecem em “To Kill a Mockingbird”. Esse segundo livro chegou às livrarias seis meses após sua descoberta, em julho de 2015.

19 de fevereiro: Umberto Eco

Imagem: Divulgação

Apesar de ter sido alguém profundamente envolvido no meio acadêmico, Umberto Eco também foi artista. Ele faleceu também no dia 19 de fevereiro, somando 84 anos. Escritor de ficção, deixou suas marcas na literatura, na filosofia da arte e na ciência da comunicação.

Eco foi autor da obra “O Nome da Rosa”, que escreveu em 1980 e hoje tem mais de 17 milhões de cópias vendidas. A história foi adaptada ao cinema em 1986. Antes de se dedicar aos romances, no entanto, Umberto Eco produziu diversos ensaios sobre semiótica, estética medieval, linguística e filosofia. Também se dedicou a analisar fenômenos de comunicação de massa.

31 de março: Zaha Hadid

Imagem: Mary McCartney

Uma rápida olhada é o bastante para provar que os edifícios projetados por Zaha Hadid são verdadeiras obras de arte. A arquiteta britânico-iraniana faleceu aos 65 anos após um ataque cardíaco e deixou como legado construções que desafiam a força da gravidade.

Zaha era talvez a mulher arquiteta mais famosa do mundo e recebeu diversos prêmios. A extravagância de suas obras, no entanto, chegou a causar polêmicas devido aos altos custos para sua realização. O seu escritório, Zaha Hadid Architects, foi responsável por projetos como o Parque Aquático das Olimpíadas de Londres de 2012 e o belo Centro Internacional de Cultura e Artes Changsha Meixihu.

21 de abril: Prince

Prince sofreu uma overdose de remédios e foi encontrado morto em casa. Ele tinha 57 anos. O cantor tornou-se famoso após o lançamento do álbum “Purple Rain” em 1984, que foi seguido por um filme de mesmo nome estrelado pelo artista.

Após a morte de Prince, revelou-se a existência de músicas inéditas do cantor, que estavam dentro do cofre do qual apenas ele tinha a senha. São milhares de canções — cerca de 2.000 — que ele guardava em sua propriedade particular e que poderão ser lançadas nos próximos anos.

11 de junho: Christina Grimmie

Imagem: Tyler Golden/NBC/NBCU Photo Bank

A cantora Christina Grimmie tinha 22 anos quando foi baleada durante uma sessão de autógrafos após fazer um show em Orlando. O autor do disparo foi Kevin Loibl, um “fã” obcecado que atirou em si mesmo logo em seguida. Kevin assistiu à apresentação da cantora antes de matá-la momentos depois.

Christina ficou famosa em 2014 quando conquistou o terceiro lugar no programa The Voice nos Estados Unidos. Antes disso, no entanto, ela já fazia sucesso publicando covers em seu canal no YouTube. Na sua conta do Instagram, um vídeo foi publicado na semana passada anunciando que um novo single da cantora será lançado no dia 14 de fevereiro de 2017. Antes disso, a última publicação no perfil havia sido um vídeo dela apenas horas antes de sua morte.

19 de junho: Anton Yelchin

Imagem: Jay L. Clendenin / Los Angeles Times

O ator Anton Yelchin morreu em sua casa, esmagado pelo próprio carro após ter estacionado o veículo. Mais de 40 incidentes do tipo foram registrados nos Estados Unidos e desde abril a fabricante Fiat-Chrysler Automobiles convocou mais de um milhão de carros que estavam em circulação para serem recolhidos. No caso de Anton, no entanto, o desfecho foi fatal.

Yelchin morreu aos 27 anos, mesma idade em que Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse perderam suas vidas. Era conhecido por seu papel como Pavel Chekov na atual refilmagem de “Star Trek”, dirigida por J.J. Abrams. Para lembrar do ator, a comédia romântica/drama “Loucamente Apaixonados” é um bom pedido.

15 de setembro: Domingos Montagner

Domingos Montagner e Camila Pitanga. Imagem: Divulgação

Antes que a morte do ator fosse confirmada, o Brasil ficou em apreensão com a notícia de que Domingos Montagner estava desaparecido nas águas do Rio São Francisco. Horas depois, seu corpo foi encontrado no fundo do Rio.

Domingos estava acompanhado por Camila Pitanga, atriz com quem contracenava na novela da Globo “Velho Chico”. Em um intervalo das gravações, ele aproveitou para dar um mergulho e não voltou mais à superfície. Três dias depois, Camila falou sobre a morte do amigo ao programa Fantástico.

Com a chegada do final do ano, Montagner recebeu algumas homenagens, entre elas a de melhor ator no Prêmio Extra de Televisão pelo seu papel em “Velho Chico”.

4 de dezembro: Ferreira Gullar

Imagem: Divulgação

O poeta, nascido no Maranhão, faleceu aos 86 anos, vítima de pneumonia. No hospital, Ferreira Gullar optou por não se manter vivo por meio de aparelhos. No próprio dia 4, quando morreu, foi a data de publicação do seu último texto como colunista do jornal Folha de S. Paulo.

No dia seguinte à sua morte, teve seu corpo velado na sede da Academia Brasileira de Letras, da qual era membro desde dezembro de 2014. Um dos textos mais famosos do poeta é o “Poema Sujo”, que ele lê neste vídeo gravado em 2005:

25 de dezembro: George Michael

George Michael em 1987. Imagem: Michael Putland/Getty Images

George Michael morreu no dia de Natal aos 53 anos. Ele estava preparando um novo álbum e um documentário, o segundo previsto para ser lançado em março. Sua carreira começou a partir da dupla Wham! e foi seguida por vários hits da música pop, como “Careless Whisper” (1984) e “Freedom! ‘90” (1990).

O cantor namorou o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, que conheceu após se apresentar no Rock in Rio de 1991. Anselmo morreu de Aids em 1993. George apenas se assumiu como homossexual, no entanto, em 1998, após ser preso por praticar um “ato obsceno” em um banheiro, acompanhado de outro homem. O episódio foi satirizado no clipe de “Outside”.

Conviver de perto com a homofobia e com a mortalidade causada pelo vírus HIV tornaram ele um ativista da comunidade LGBT e um crítico do conservadorismo na política.

Por Helena Mega
helenamega8@gmail.com

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