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Retrospectiva 2016: Mulheres da música sertaneja
Escuta Aí
29 dez 2016 | Por Jornalismo Júnior

O maior fenômeno da música brasileira em 2016 foi sem dúvida o boom das cantoras de sertanejo, o sertanejo de raíz – o modão. Maiara e Maraisa, Simone e Simaria, Marilia Mendonça e Naiara Azevedo foram as protagonistas desse movimento que fez o Brasil dançar juntinho e sofrer por um amor infiel como não fazia há tempos. Essas mulheres, contudo, não surgiram do nada, com um single de sucesso para desaparecer do hall da fama interiorana facilmente. Além disso, elas não fazem parte de uma massa homogênea, cada uma (ou cada dupla) canta sua história e possui suas características.
Com o intuito de fazer você dançar e chorar ao som da voz potente dessas mulheres, o Sala 33 preparou um breve perfil de cada uma listando seus principais sucessos.

Maiara e Maraisa

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De São José dos Quatro Marcos (MT) para o mundo, as gêmeas Maiara e Maraisa gravaram o segundo DVD de sua carreira esse ano, no entanto, a primeira vez que subiram aos palcos tinham apenas 5 anos de idade.

Em entrevista ao portal R7, Maiara, com bastante humildade, atribuiu a alavancagem das mulheres no sertanejo a Marília Mendonça, e afirmou: “Temos uma mulherada forte aí agora. Se Deus quiser, vamos nos fortalecer mais. Não vai ser só um momento as mulheres no sertanejo.”

Suas músicas costumam ser mais “sinceras” e abordar temas que para uma mulher, há alguns anos atrás (e até mesmo hoje) podem ser delicados, como assumir traição e “bebedeiras” para curar um coração partido.

Simone e Simaria

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As ex-backing vocals de Frank Aguiar, as baianas Simone e Simaria, largaram o forró e abraçaram a carreira no sertanejo em 2015 com o lançamento do DVD “Bar das Coleguinhas”.

As irmãs, que em 2016 lançaram mais um DVD ao vivo, em entrevista ao G1 afirmam que suas músicas também agradam aos homens, que são grande parte do seu público.  “Hoje temos público masculino gigantesco. Estão lá no show morrendo de cantar, botando sentimento para fora. O homem tem certo machismo, um disfarce, mas lá dentro da alma, sente, chora. Eles estão prestando mais atenção depois que a gente começou a cantar. Tem que melhorar, dar mais carinho”, conta Simone.

As Coleguinhas, que se sentiram mais acolhidas no sertanejo, uma vez que o julgaram menos competitivo entre os artistas que o forró, apostam nas letras da “sofrência”. Em suas músicas, as mulheres ganham o protagonismo no sofrimento por amor, pelo homem que as deixa.

Marília Mendonça

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Maiara e Maraisa atribuem o sucesso das mulheres no sertanejo à essa goiana que, apesar disso, nega o feminismo e diz que este, muitas vezes, é um “desfavor às mulheres”. Marília Mendonça começou a carreira no sertanejo como compositora, porém, em 2015 gravou seu próprio CD e DVD intitulado “Marília Mendonça – Ao Vivo” (lançado em 2016), e hoje, aos 21 anos, já possui 1 bilhão de views no YouTube.

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Não é à toa que a cantora também é conhecida como “A Musa da Sofrência”, mas diferentemente da “sofrência” nas músicas das companheiras de sertanejo “das antigas” como Roberta Miranda, as músicas de Marília são mais “maduras para as mulheres”, como ela mesma afirma. Além disso, suas canções expõem uma dor mais dramática, contudo,  a cantora conta que suas músicas também falam mais de superação, fugindo, assim, de uma comparação com Adele.

Naiara Azevedo

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“Naiara Azevedo defendendo a mulherada”. Foi com esse slogan que a cantora surgiu na música nacional. Ele vem através de uma resposta, em 2011, à música “Sou Foda” da dupla Carlos & Jader que, de acordo com a cantora, passava uma imagem negativa da mulher. Nela, Naiara canta frases como: “Coitado, se acha muito macho, sou eu que te esculacho”, “Se acha o bicho nem era tudo aquilo que contava pros amigos. Eu sempre te defino, desanimador, prepotente e arrogante”.

Mas foi em 2016 que a cantora alcançou um sucesso ainda maior. Com o lançamento do hit “50 reais” Naiara atingiu a 75ª colocação dos 100 vídeos mais vistos no YouTube (ranking mundial).

O tema mais recorrente em suas músicas é o álcool, como a cantora mesmo já disse “É porque bêbado só fala verdades”.

Por Camilla Freitas
camila.freitasoares@gmail.com

 

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