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Segundo dia da Campus Party Brasil: Área Open atrai várias pessoas para conhecer as novidades da tecnologia
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14 fev 2019 | Por Jornalismo Júnior

Segundo Dia da Campus Party Brasil começa agitado com a abertura da área Open. Foto por: João Vitor Ferreira

O segundo dia da Campus Party Brasil foi marcado pela abertura da área Open. Este espaço é livre para qualquer pessoa, mesmo que ela não tenha comprado o passaporte para a área principal, chamada de Arena. Mesmo sendo de livre acesso, a área Open conta com diversas atrações para o público, entre elas o maior campeonato de e-sports amador do Brasil. Durante os próximos dias do evento, serão disputadas partidas de Counter Strike: Global Offensive, DOTA 2 e ARTIFACT. Os campeonatos serão eliminatórias regionais e darão vaga para a final nacional, que ocorrerá na CP 13, no próximo ano.

Jogadores amadores se preparam para uma partida de DOTA 2. Foto por: João Vitor Ferreira

Outra atração presente na área Open são os simuladores. Podemos encontrar dos mais diversos tipos: desde carros da Stock Car, até mesmo de helicópteros. Mas o que mais despertou a curiosidade dos visitantes e formou filas foram os simuladores de asa delta. Neles, a pessoa se pendurava em uma miniatura do aparelho que era erguido sobre o chão, e, auxiliada de um óculos de realidade aumentava, simulava um vôo real.

Visitantes contaram que o simulador é incrível, porém muito difícil de pilotar. Foto por: João Vitor Ferreira

Na Arena, o público pode desfrutar das mais variadas palestras e opções de diversão. Também pode aprender um pouco mais sobre diversos assuntos nos stands de workshops espalhados pelo local. Dentre as palestras, uma que chamou a atenção do público foi sobre drones e como eles podem ser usados no mercado de inspeção e prevenção de desastres.

Intitulada de “Drones para Inspeção – A Bola da Vez !”, a palestra foi regida por Emílio Hoffman co-fundador da empresa H3 Dynamics, que trabalha principalmente no desenvolvimento de novas tecnologias na área. Junto dele, também estavam Leonardo Minúcio instrutor e piloto de drones, co-fundador da Drones Futuriste Tecnologia, e Emerson Granemann, fundador da MundoGEO, empresa promotora de eventos e geradora de conteúdo nas áreas de geolocalização e drones.

Na palestra, os três mostraram com os drones podem ser o futuro da área da inspeção. Por serem controlados remotamente, as pequenas aeronaves estão tomando o espaço no mercado dos helicópteros e dos profissionais que escalam, como os técnicos que consertam torres de transmissão. Sua adesão nessa área pode gerar a redução de custos, já que uma equipe de inspeção de oito pessoas pode ser substituída por apenas três. Granemann conta que, isso ajuda a aumentar a segurança e evitar acidentes.

A entrada de drones nessa área também promove um aumento no desenvolvimento de novas tecnologias. Quando alguém precisa de um drone para fazer algum serviço de inspeção, normalmente ela não compra um simples, como aqueles que vemos nas lojas. As aeronaves para inspeção geralmente são integradas com sistema de inteligência artificial, que melhora o serviço e torna a coleta de dados muito mais efetiva. Atualmente, os drones mais avançados possuem câmeras capazes de projetar imagens 3D de estruturas, como prédios e viadutos, além de sensores térmicos que aumentam ainda mais a diversidade de dados que podem ser coletados.

Os especialistas em drones apresentaram ao público uma nova área, que promete crescer e gerar muito emprego para os pilotos. Foto por: João Vitor Ferreira

Mesmo com  diversas vantagens, é preciso ficar atento a alguns riscos. Emílio alertou que, para uma empresa utilizar um drone, ele deve estar devidamente regulamentado na ANAC, ANATEL e, em alguns casos mais específicos, no Ministério da Defesa. Também existem vários cuidados particulares que podem atrapalhar a utilização de um drone, como a presença de aves de rapina e pessoas, falhas no sistema de navegação, ataques por outros drones motivados pela invasão de privacidade e a meteorologia.

Nos stands de workshops, os visitantes puderam desenvolver suas habilidades e aprender dicas novas em diversas áreas. A grande maioria tratava de assuntos mais voltados para a informática, principalmente na área de programação. Entretanto, logo na entrada da Arena, um stand atraía os campuseiros. Tratava-se de um workshop voltado exclusivamente para podcasts.

Nele, os visitantes tinham um contato direto com os criadores desse tipo de conteúdo, que davam dicas de como produzir e editar os programas. A principal oficina focou na produção de podcasts musicais e contou com a presença de cinco especialistas no assunto: Thiago Leve, Paulo “Prosdoc” Silva, Matheus Barros, todos do podcast “Mano”; Eduardo Ribas, diretor de comunicações da Laboratório Fantasma e criador da Per Raps;, e Marcílio Gabriel, criador do Programa Freestyle e primeiro podcaster brasileiro de rap.

Como a área de foco de todos os participantes era o rap, a conversa girou em torno desse universo, mas nem por isso perdeu a qualidade. Mesmo falando de alguns artistas mais do nicho underground do hip-hop, os palestrantes sempre contextualizavam a conversa e mantinham o foco no que era mais importante: a produção de podcasts.

Dentre as dicas, a que os palestrantes mais deram ênfase foi as importância de fazer pesquisas. Em um podcast musical, pesquisar sobre o assunto é o que mais dá qualidade ao programa, segundo os cinco participantes. Para Eduardo Ribas, quando você tem o objetivo de passar uma informação num podcast, você tem o mesmo compromisso com a verdade que um jornalista que escreve um jornal diário. Os outros palestrantes concordam com essa visão, e acrescentaram que, mesmo tendo o objetivo de entreter, a informação não pode ficar em segundo plano.

Da esquerda para a direita: Thiago Leve, Paulo “Prosdoc”, Matheus Barros, Marcílio Gabriel e Eduardo Ribas Foto por: João Vitor Ferreira

Para eles, a pesquisa também ajuda na diversificação no assunto que você vai tratar. Quando falamos de música, uma pequena curiosidade que você descobre pode remeter a uma música de outra época. Isso ocorre muito em canções que utilizam samples, que são recortes de outras músicas tocados em looping. Para descobrir da onde eles vêm, os rapazes do Mano contam que, não basta apenas uma pesquisa na internet. Na maioria dos casos, os podcasters contam que eles têm que falar diretamente com o artista, ou pesquisar em documentários e outras mídias.

Os palestrantes também falaram bastante sobre entrevistas, dando dicas de como conduzir e se preparar para elas. Marcílio trabalha com isso há mais de 10 anos e já entrevistou diversos artistas, principalmente do rap. Ele conta que o mais importante é conhecer o artista. Para isso, muitas vezes ele faz uma pré entrevista, assim ele consegue pensar em possíveis ganchos para outras perguntas. Outra estratégia de Marcílio, é assistir entrevistas antigas do seu convidado, a fim de evitar perguntas clichês.

Por fim, os cinco apresentaram algumas dicas de edição, para ajudar a manter a fluidez e dinamicidade do podcast, e também falaram um pouco sobre direitos autorais. Paulo “Prosdoc”, contou sobre o que eles chamam de “bigode de gato”, que consiste na permissão que o criador de conteúdo tem de usar 30 segundos de uma música, sem que perca a monetização sobre seu podcast. Entretanto, mesmo com essa artimanha, todos os cinco concordam que o mais correto é manter o bom senso, para que ninguém saia prejudicado.

O segundo dia foi incrível! Continue acompanhando o nosso site para ficar por dentro de tudo que ainda vai rolar na Campus Party Brasil.

Por: João Vitor Ferreira

jvitorsilva7@usp.br

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