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Steve Jobs, o visionário
Eu Fui
26 jul 2017 | Por Jornalismo Júnior

No dia 15 de junho, o Museu da Imagem e do Som (MIS) abriu as portas de uma nova exposição: Steve Jobs, o visionário. Com apoio do Ministério da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo e do Bradesco, o museu propõe uma experiência sobre a vida de um dos maiores ícones da história da tecnologia e inovação. De forma bem organizada e didática, o MIS conseguiu retratar uma trajetória de sucesso em detalhes, fazendo jus ao legado que Steve Jobs deixou para o mundo.

A exposição é dividida em 6 diretrizes narrativas: inovação, competição, negócios, fracasso, sonho e espiritualidade. Cada uma delas explora um lado da trajetória de Jobs, destacando acontecimentos da sua vida pessoal e profissional. Na primeira delas, é contado um pouco de como Steve Jobs inovou no mundo ‘tech’ – não só por produzir tecnologias que vendiam muito, mas por torná-las acessíveis a todos. Nessa seção, também são expostos alguns dos dispositivos criados por Jobs, tornando-a mais dinâmica.

A segunda diretriz é a de competição, onde são contados os casos de provocação de Jobs com a IBM logo no início da sua carreira, além das épicas batalhas contra a Microsoft, o Android e o Google. São mostrados, então, vídeos de discursos de ataque do fundador da Apple a tais empresas, dando um ar quase cômico à seção.

Nas diretrizes de negócios e fracasso, ganham destaque os dados de venda da marca criada por Steve Jobs. É contado o enorme sucesso no lançamento de muitos dos produtos da Apple, mas sem esquecer daqueles que acabaram não dando certo, enfocando a postura profissional de Jobs em relação a isso. As ilustrações fracasso x sucesso dão uma dimensão real para o espectador do que cada produto representou para a empresa.

Já na seção sonho, é contado um pouco do processo de criação da Pixar, a empresa de animação digital também pensada por Jobs. Lá, são expostos dados que representam o massivo sucesso de filmes lançados pela produtora, como por exemplo Toy Story, que levou um Oscar em 1995. É aí, então, o momento mais divertido da exposição: o espectador pode se sentar e assistir a cenas de diferentes animações da Pixar em um telão, tendo a sensação de estar em um cinema.

Na última diretriz, uma peculiaridade de Steve Jobs em relação a demais empresários e inovadores ganha destaque. O americano criou um forte vínculo entre suas criações e sua espiritualidade intensa. Além de se aprofundar em práticas e no conhecimento budista, Jobs também teve experiência com drogas lisérgicas como o LSD. Essa é, então, uma das partes mais curiosas da exposição, por trazer fatos não muito conhecidos sobre o empresário.

“Tomar LSD foi uma experiência profunda, uma das coisas mais importantes na minha vida. O ácido lhe mostra que há um outro lado da moeda, e você não consegue se lembrar dele quando o efeito passa, mas você sabe dele. O LSD reforçou a minha noção daquilo que era importante – criar grandes coisas, ao invés de ganhar dinheiro, pôr as coisas de volta no fluxo da história e da consciência humana, tanto quanto eu pudesse.” – Steve Jobs

Por fim, a exposição apresenta uma série de fotos do cotidiano de Steve Jobs durante anos. Pelas lentes do fotógrafo Jean Pigozzi, as fotografias retratam um Jobs “gente como a gente”, ao lado da família e no seu dia a dia de trabalho. Expostas em uma sala escura e sem outras distrações, as fotos aproximam o visitante de um lado mais humano do empresário, fechando a exposição com chave de ouro.

A exposição fica aberta até o dia 20 de agosto no Museu da Imagem e do Som, localizado na Avenida Europa, 158. Os ingressos vendidos na bilheteria custam R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Já pela compra online, eles custam R$18,00 (inteira) e R$9,00 (meia). A exposição é gratuita às terças-feiras.

Por Jade Rezende
jaderezender@gmail.com

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