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Tóquio 2020 | O Caminho para o Ouro

Seleção Brasileira conta com destaques individuais para superar obstáculos e vencer a Alemanha na estreia

ARQUIBANCADA
22 jul 2021 | Por Murillo César (murillo.cesar@usp.br)

Finalmente começaram as Olimpíadas para o Futebol masculino. Após um ano de adiamento devido à pandemia da Covid-19, o Brasil estreou no torneio em Yokohama, palco do pentacampeonato mundial e dos mundiais de Corinthians, São Paulo e Internacional, cercado de expectativas e objetivos.

Essa seleção brasileira sub-23 é favorita para o ouro olímpico e, diante da Alemanha, a mesma rival na final do Rio 2016, o Brasil teve seu primeiro desafio desde o Torneio de Toulon em 2019. O torneio foi o início do trabalho de André Jardine no comando técnico da seleção.

Jardine foi o principal responsável por lançar os principais jogadores que estão em Tóquio. Paulinho, Antony, Douglas Luiz e Matheus Cunha são peças chaves para esse elenco.

Aliás, para a convocação, o treinador ainda teve dificuldades para definir a sua lista. Não por demérito de sua parte, mas o fato de os clubes não serem obrigados a liberarem seus jogadores colocou um obstáculo a mais para a competição. Sem Pedro, Vinícius Júnior e Gerson, Jardine teve de encontrar soluções para esse desafio. E o desempenho da estreia mostra que, em meio a essas impossibilidades de convocação, as escolhas do treinador foram as melhores possíveis.

 

A redenção de Richarlison

Richarlison, atacante do Everton e da seleção brasileira, jogou a Copa América no último mês, mas passou longe de ter um bom desempenho. Diferente do que ele mostrava em seu clube, o jogador deixou a desejar, além de ser muito criticado pela torcida e pela mídia.

Ainda durante a competição, e diante das dificuldades que Jardine encontrava para finalizar sua convocação, Richarlison foi o escolhido para substituir o centroavante Pedro, que não foi liberado pelo seu clube, Flamengo.

Diante de seu fracasso, pessoal e coletivo, na Copa América, o ouro olímpico tornou-se uma obsessão do atacante. Mostrando vontade desde o primeiro momento, ressaltada por  suas declarações e por chegar com a camisa 10, cabia ao atacante demonstrar em campo sua habilidade.


Domínio absoluto no primeiro tempo

Richarlison comemorando seu primeiro gol na estreia [Imagem: Reprodução/Twitter @CBF_Futebol]

Superando todas as expectativas, o Brasil controlou o jogo por completo na primeira etapa. O esquema que Jardine montou para o duelo, além de explorar a limitada defesa da Alemanha, contou com duas referências na área para comandar o ataque: Richarlison e Matheus Cunha. Além deles, a presença e a liderança de Daniel Alves, experiente e capitão, flutuando entre a lateral e o meio campo, deu tranquilidade para os avanços de Claudinho no controle das ações ofensivas.

Desde o primeiro minuto, a seleção brasileira impôs um ritmo de pressão sobre a defesa alemã, forçando seus erros de passe e de posicionamento, eliminando qualquer possibilidade de Santos, goleiro brasileiro, ser ameaçado no primeiro tempo

Richarlison, que veio ao Japão com esse desejo de recuperar sua boa fase, teve uma das melhores atuações de sua vida. O atacante mostrou presença e vontade em todas as regiões do campo, até nas divididas.

Com essas conjunturas, não demorou para o Brasil abrir o placar. E de uma forma avassaladora. Recompensado pelo seu esforço, em 30 minutos, Richarlison marcou três gols, algo inédito na história do Brasil em Olimpíadas, e deu importante vantagem para a equipe. Ainda ao final da primeira etapa, Matheus Cunha desperdiçou um pênalti, mas nada que apagasse seu bom desempenho e assistência para o 3 a 0.


Desperdício de chances e desatenção brasileira

Apesar de manter o controle da partida na segunda etapa, o Brasil não conseguiu converter suas chances criadas em gols, possibilitando alguns ataques da Alemanha. Principalmente Matheus Cunha desperdiçou boas chances para fechar a partida.

Mesmo com um a menos, após a expulsão do capitão Maximilian Arnold, a Alemanha, que não fez uma boa partida, conseguiu encontrar dois gols diante do marasmo brasileiro, em falhas do goleiro Santos, que pouco foi exigido na partida de hoje.

Apesar do placar apertado, o Brasil seguiu criando boas chances e mantendo presença na área alemã. Faltava um último gol, para tirar a pressão e a possibilidade do empate, e ele veio já nos acréscimos. 

Paulinho, autor do quarto gol brasileiro. [Imagem: Reprodução/Twitter @CBF_Futebol]

Paulinho, que entrou no decorrer da partida no lugar de Antony, marcou o tento definitivo para selar a boa atuação da seleção brasileira e encaminhar a sequência nos Jogos Olímpicos. 

Contando com o ótimo desempenho na primeira etapa, além do potencial dessa seleção, espera-se que o Brasil volte a Yokohama em breve: na potencial final, em busca de seu segundo ouro olímpico.

 

*Imagem de Capa: Seleção brasileira enfileirada para o hino [Imagem: Reprodução/Twitter @CBF_Futebol]

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