Por Guilherme Hofer (guihofer@usp.br)
“Quando a noite chegar, a terra ficar escura e a Lua for a única luz que veremos, eu não terei medo, contanto que você esteja ao meu lado” é o que diz a lendária música do cantor Ben E. King, Stand By Me (1962) em seus trechos iniciais. A mensagem de companheirismo e amizade como refúgio para os problemas externos serviu de trilha sonora para o longa dirigido por Rob Reiner, além de ser homenageada como o nome original do filme Conta Comigo (Stand by Me, 1986), que completa 40 anos em agosto de 2026.
A obra é baseada na novela de Stephen King, O Corpo, lançada originalmente em 1982 nos Estados Unidos na coletânea Quatro Estações (Suma, 2013). O longa de 1986, assim como o livro, conta a jornada de quatro garotos no fim dos anos 50 que, em meio a diferentes traumas e receios, decidem encontrar o cadáver de um menino da idade deles que havia desaparecido recentemente na cidade.
Quase 30 anos depois, o filme seria uma das inspirações para os quadrinistas mineiros Vitor e Lu Cafaggi na criação de uma nova narrativa para o quarteto mais importante das HQs brasileiras: a Turma da Mônica.
A Maurício de Sousa Produções havia embarcado em um novo selo, as Graphic MSPs, projeto idealizado pelo editor Sidney Gusman que consistia em chamar diferentes autores para darem a sua versão dos personagens clássicos da Turma, com outros traços e histórias para além dos gibis, lançadas no modelo de graphic novels – semelhantes a livros, ou seja, com narrativas completas em um único volume, mas em quadrinhos. Os irmãos Cafaggi vieram logo depois da estreante adaptação Astronauta: Magnetar (Panini, 2012) com Turma da Mônica: Laços (Panini, 2013).
A história foi tão impactante que rendeu mais duas graphic novels com a dupla, Lições (Panini, 2015) e Lembranças (Panini, 2017). Culminando no lançamento da versão cinematográfica das duas primeiras obras, dirigidas por Daniel Rezende. No longa baseado em Laços, Cebolinha (Kevin Vecchiato) sai em uma jornada pela floresta, junto de Magali (Laura Rauseo), Cascão (Gabriel Moreira) e Mônica (Giulia Benite), em busca de seu cachorrinho desaparecido, Floquinho.
A sequência, Lições, aprofunda-se nos dilemas da turma quando precisam se separar após Mônica mudar de escola. Trocar o R pelo L, não conseguir parar de comer, medo de água e o que fazer quando a força não resolve todos os problemas são tópicos abordados com profundidade, envoltos principalmente por um único receio: o que acontece com suas amizades quando você cresce?
A duologia da Turma e Conta Comigo, separados pela nacionalidade, geração e trejeitos de seus personagens, se encontram na discussão sobre o impacto dessa fase da vida na formação de uma pessoa e como essas amizades se desenrolam no futuro. E mesmo que talvez não concordem na mensagem, carregam um efeito real e emocionante que atravessa o formato e a época.
Quatro garotos na floresta contando uns com os outros
Conta Comigo é estabelecido desde o início como uma memória de um momento importante do passado e da vida do narrador. Um Gordie já adulto (Richard Dreyfuss) relembrando o dia em que, aos 12 anos, ele (Will Wheaton), Chris (River Phoenix), Teddy (Corey Feldman) e Vern (Jerry O’Connell) saíram da pequena e fictícia Castle Rock, no Maine, em busca do corpo do garoto Ray Brower (Kent Luttrell), que estava desaparecido há uns dias.
Quem descobre que o cadáver estava na cidade vizinha, próximo a linha do trem que cruza a floresta da região, foi Vern, que ouviu o irmão mais velho, integrante de um grupo de jovens vândalos, discutindo com outro amigo sobre o que fazer. Ambos haviam encontrado o garoto mas, como chegaram até lá com um carro roubado, não poderiam contar à polícia.
Então, na busca de aventura e no desejo de serem heróis, com a certeza garantida de participação no rádio e na TV, os quatro meninos saem da cidade na missão de encontrar o corpo de Brower. No entanto, existe curiosidade e receio instigados pelo contato com a morte que os motiva até no mesmo nível.
Tempo antes, Gordie havia perdido seu irmão mais velho, provavelmente a única figura adulta que realmente o entendia, há apenas alguns meses. Se encontrar com o cadáver na floresta era uma chance do menino se despedir do irmão mais uma vez e, no meio do caminho, tentar entender sua relação conturbada com o pai, que não parecia se importar tanto com ele quanto admirava o irmão.
E é a aventura que proporciona, aliada à companhia de três amigos esquisitos como ele, a chance de, em um ambiente seguro, lidar com esse cadáver, que representa de certa forma todas as suas angústias reprimidas. Chris, em um papel quase paterno, relembra Gordie recorrentemente na jornada sobre as linhas do trem de que ele não precisa deixar de ser quem ele é, em todas as esquisitices e talentos, nem viver culpado por conta do falecimento do irmão. O qual com certeza gostaria de vê-lo criando histórias incríveis e se tornando um grande escritor.
Cebolinha recebe, em seu próprio contexto e proporção, apoio semelhante em Laços. Desde o início, é em seus amigos que encontra companhia para sair em busca do sequestrador sem avisar seus pais, acabando eles em uma floresta, sozinhos. E é também nessa jornada que ele percebe como precisa valorizar e confiar na turma, abandonando um pouco a teimosia de que só com os planos infalíveis vindos do “gênio”, como ele mesmo diz, conseguirão encontrar o cachorrinho.
No entanto, mesmo com essa lição a se aprender, na amizade dos quatro existe naturalidade ao conviver com as características de cada um. Ninguém insiste com Cascão em atravessar um rio ao invés de contornar o caminho; Magali ouve apenas algumas pequenas reclamações quando involuntariamente, durante a noite, come toda a comida que tinham levado. Todos já conhecem bem a teimosia de quase igual escala de Cebolinha e Mônica.
Mas, quando estão na casa do homem que roubou Floquinho, esses medos e características não impedem que façam o que estiver ao alcance para resgatar o animalzinho, incluindo a Mônica entregar o Sansão ao Cebolinha. Pois os laços de amizade dos quatro nunca estiveram em lugar de menor importância.
Fato esse que já havia sido prenunciado pelo Louco (Rodrigo Santoro), que se encontrou com Cebolinha na floresta tempo antes. Em meio a toda a sua abstração de plantar bananeira e conversar com “Cenourinha” sobre os alter-egos de vagalumes, o maluco lhe advertiu: “juntos vocês podem vencer qualquer desafio, separados, não é loucura imaginar o pior”.
As lições que cada um aprende com o outro
É curioso como as obras intercalam as questões e os dilemas desses pré-adolescentes. Suas preocupações passam por curiosidades aleatórias, como “qual animal é o Pateta?”, às incertezas mais profundas. É no tratar desses receios internos dos personagens que as obras alcançam grandes trunfos ao trazer o universo juvenil em toda a sua completude, sem subestimar a capacidade da criança de tanto se divertir e se alegrar, quanto de sentir medo e aflições, tão reais para elas que a vivem quanto as preocupações que um adulto passa.
Nessa abordagem, Conta Comigo e Lições, ultrapassam barreiras diferentes ao explorar essas questões. A sequência da Turma da Mônica, após a aventura do grupo em Laços, lida com os personagens individualmente, já que, após tentarem fugir da escola, os pais da turma decidem que eles devem passar menos tempo juntos e se dedicarem a outras atividades, separando-os. Então, surge o desafio de transpor com profundidade as características cartunescas dos personagens para as telas de um modo que haja identificação.
A doutora em literatura pela UFRJ, Taís Turaça, e autora do artigo Laços e Conta Comigo: Uma Análise Intertextual e Semiótica, que aborda as relações entre a graphic novel e o filme, considera: “desafios são desafios. Aqui estamos analisando personagens, mas vamos pensar que são medos verdadeiros de crianças reais. O problema do Cebolinha é sério, é um problema fonoaudiológico que se configura como vergonha da própria voz. Imagina se expor em público sabendo que você não fala como as outras crianças”.
A fala de Cebolinha se torna uma dificuldade maior ainda para ele, já que a Turma pretende apresentar uma adaptação de Romeu e Julieta no festival do bairro do Limoeiro. No papel principal, dizer a Mônica: “então, de hoje em diante, eu não vou ser mais Romeu, pode me chamar de meu amor, porque eu te amo, Julieta”, é um duplo desafio, tanto pelo medo de trocar as letras, quanto pela vergonha de talvez assumir uma possível primeira paixão.
Assim, quando Mônica sofre um acidente e quebra o braço na tentativa de fuga, ela é obrigada a mudar de escola e a ideia da peça é suspensa, dando a cada personagem o espaço para entender isoladamente seus conflitos. Enquanto a dona da rua passa por uma crise sobre crescer, Cebolinha vai a fonoaudióloga para conseguir parar de trocar o R pelo L, Cascão começa aulas de natação para perder o medo de água, e Magali entra em uma oficina de culinária no objetivo de enfrentar a gula de frente.
Tanto a sequência da Turma quanto o longa de Rob Reiner têm o zelo com as tramas de seus personagens tão evidenciado quanto com a própria narrativa. Nas aulas de natação, Cascão encontra Do Contra (Vinícius Higo), que se indigna que existe alguém na classe mais diferente que ele, criando no personagem de Gabriel Moreira o medo de que se ele entrar na água, vai perder a característica que o torna especial.
Já Magali, se vê cada vez mais ansiosa com a distância de Mônica e por consequência, comendo cada vez mais até que deixa de sentir alegria em se alimentar. Nas aulas de culinária, sua tia Nena (Eliana Fonseca) a ajuda a cozinhar, fazendo com que enxergue cada etapa do processo como essencial, de forma que Magali possa aproveitar o presente, em um retrato da ansiedade como parte do desenvolvimento do pré-adolescente e como ela pode surgir de diversas maneiras.
Em Conta Comigo, o enfoque do roteiro, que se reflete no grupo principal de atores mirins, está em tornar palatáveis e críveis os problemas e traumas que os meninos vivem. De acordo com a doutora Turaça eles seriam, “necessidade de validação, luto e até mesmo a ideia de um destino selado”. O contexto se torna ainda mais complexo já que eles praticamente não possuem apoio externo. A não observância dos pais fica evidente ao quase sempre quererem parecer mais adultos do que são: eles fumam, falam palavrão e levam uma arma para se defenderem na floresta.
Em um momento quase à parte do filme, Gordie conta uma história na fogueira aos garotos: David Hogan, mais conhecido em sua cidade como Bola de Sebo, é constantemente maltratado por conta do seu peso. Um dia, em um campeonato de comer tortas, ele decide se vingar.
“Vencendo?”, perguntam os amigos. “Não”, responde Gordie, David tinha ido além. Quando estava prestes a ganhar, seu plano entra em curso. Antes de começar o evento, tinha comido ovo e bebido óleo de rícino e, tempo depois, começa a passar mal, levando a vômitos em cadeia de todos os participantes e do público.
A história, além de resultado de uma mentalidade pré-adolescente – que com toda certeza vê graça em uma série de pessoas vomitando –, também demonstra como esses meninos se sentem excluídos da cidade, que valoriza a aparência e comportamento agradável, mas não o segue na realidade. Para Castle Rock, Gordie é o irmão esquisito de um falceido rapaz exemplar, Teddy é o filho do maluco que lutou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Vern é o menino bobo e burro, e Chris é o garoto da família de bêbados e ladrões que com certeza terá o mesmo futuro.
Sobre a aparente falta de um elemento de terror neste filme, uma adaptação de um dos maiores autores de suspense contemporâneos, Turaça explica: “o medo aqui é retratado de forma psicológica e existencial. Ele se manifesta na ideia do futuro e do fracasso. Cada um dos personagens carrega o pavor de ser aprisionado na visão que a cidade tem deles.”
Teddy, por exemplo, a princípio parece simplesmente um garoto fascinado em guerra, armas e militarismo. Em certo ponto, ele para de pé no meio dos trilhos do trem, enquanto a locomotiva se aproxima, para tentar desviar dela no último segundo, como um “herói da Normandia”, obrigando Chris a agarrá-lo e tirá-lo dali antes que fosse atropelado. Mas por trás de toda essa postura, existe um misto de inspiração e receio quanto a figura paterna.
Apesar de recordar aos amigos o herói de guerra que é o pai, Teddy carrega traumas por também conviver com as sequelas do conflito. O menino tem uma das orelhas deformadas, pois uma vez, em uma crise de pânico, seu pai pressionou sua cabeça contra o fogão, quase o matando. Ao longo de todo o filme ele não fala sobre o ocorrido, mas em uma cena, na qual um homem o chama de “lunático tal qual o pai”, ele perde a razão. Deixado aos amigos o papel de consolá-lo e reafirmar que o pai dele é, sim, um grande veterano, o que fazem com muita compreensão.
Do quarteto, Vern é o personagem que passa mais ileso perante os conflitos. Ele é realmente o mais inocente dos quatro e quer apenas passar esses dias se aventurando com os amigos.
Chris, no entanto, apesar de demonstrar-se sempre seguro do que faz e agir como líder apaziguador do grupo, fora daquele núcleo, ele se vê em um mundo onde ninguém espera algo de bom vindo dele. Todos na cidade acreditam que Chris roubou o dinheiro do leite da escola, coisa que ele realmente fez, mas ninguém o questionou ou provou o fato antes que ele fosse suspenso. E é ainda pior ninguém ter ficado sabendo que ele se arrependeu e devolveu o dinheiro para a professora que, na semana seguinte, apareceu na escola com uma bolsa nova.
O garoto já começa a acreditar que não existe outro caminho para ele senão o qual a cidade estabeleceu. Ele nunca poderia estudar, mudar de cidade, ou viver ali bem. Quando Chris desaba, Gordie, do mesmo jeito que foi apoiado, está ali, para não deixá-lo esquecer de que ele também pode construir o próprio caminho, da maneira que quiser.
As diferentes lições sobre crescer
“Esse é o casulo. A lagarta vai crescer aqui dentro até ficar apertado demais, em algum momento ela vai precisar romper esse casulo. Não é fácil, mas só assim ela vai virar uma borboleta linda e pronta pra voar, todo esse ciclo se chama metamorfose”
Professora (Malu Mader), Turma da Mônica: Lições
É estranho pensar que depois de todos os desafios superados juntos, talvez aquele grupo de amigos nunca mais seja tão próximo quanto foi naquela linha do trem ou durante os anos no bairro do Limoeiro. E é esse medo de visualizar o futuro sem os seus amigos que também aflige o Gordie e a Mônica em Lições. Filmes envoltos nessa temática do crescer são chamados de coming-of-age e exploram de diferentes formas os aspectos dessa fase marcada por mudanças.
E crescer implica essencialmente passar por transformações, mas quando elas começam a aparecer, a sensação que se dá é que nada permanecerá como antes. Com Mônica, isso é visível em seu apego ao Sansão, que nessa mudança de escola e da posição de seus pais quanto a seus amigos, é o único sinal de estabilidade.
Mas logo, cada vez mais inserida nessa nova realidade que a assusta e imaginando que a turma já se esqueceu dela, ela concretiza que chegou a hora de se tornar madura e portanto de deixar de se alegrar, inclusive abandonando também a pelúcia, por ser infantil demais. O choque de realidade entre o que se esperava e o futuro que passa a se desenhar, entristece muito a Mônica.
Parte do receio de Gordie aos 12 anos também está relacionado a mudanças, já que, no ano seguinte aos eventos do filme, os alunos seriam separados entre aqueles que iriam continuar os estudos com foco na faculdade e os que iriam se dedicar ao aprendizado de atividades profissionais manuais, provavelmente o caminho ao qual seus amigos seriam direcionados. Por isso, Gordie dizia que não queria continuar estudando, a contragosto de Chris. Para ele, essa aptidão para a escrita e criação de histórias era mais um sinal do que o tornava diferente, estranho, além de representar a separação dos amigos, sua única segurança.
Responder a pergunta se as amizades juvenis continuam depois de quando se cresce é um exercício difícil e que varia muito a cada o contexto. O resultado da pesquisa da revista acadêmica Social Networks sobre o assunto concluiu que apenas 35% das amizades feitas no último ano do Ensino Médio resistem após um ano da formatura.
O cinema pode oferecer perspectivas diferentes. Gente Grande (Grown Ups, 2010), uma comédia sobre um grupo de amigos de infância que se reencontram 30 anos depois é uma prova de que o tempo pode distanciar amizades mas, que quando se reencontram, tudo volta pode voltar a ser como era, mesmo que por apenas um verão (ou três).
Em Divertida Mente 2 (Inside Out 2, 2024), Riley (Isabella Guarnieri) é desafiada com problemas similares aos da Mônica. Após terminar o Ensino Fundamental II, a garota descobre que suas amigas não irão para a mesma escola que ela no Ensino Médio. Esse é um dos gatilhos para a chegada da Ansiedade (Tatá Werneck) na sala de controle de sua mente.
A nova emoção passa então a fazer de tudo para que no acampamento de hóquei das férias, Riley encontre um novo grupo de amizade antes que as aulas voltem, mesmo que para isso ela ignore as antigas amizades e mude quem ela é. A animação é um relato profundo sobre como nesses momentos de troca de ciclos, ter alguém com quem contar para um abraço e uma conversa é essencial.
Já Os Goonies (The Goonies, 1985), apresentando um grupo de amigos parecido com os meninos de Castle Rock, oferece uma história também sobre um período específico da vida, sem se aprofundar sobre o que acontece depois, pois o importante é o impacto daquela memória. Naquele momento, o grupo precisa fazer de tudo para impedir que suas casas sejam demolidas e tenham de mudar de bairro. Pois quando os amigos são bons o suficiente, não existem cavernas secretas, armadilhas traiçoeiras e uma família de criminosos que possam impedi-los de alcançarem o tesouro pirata do capitão Willy Caolho.
Mas afinal, qual é a lição de Lições? Em meio às dúvidas, Mônica é quase literalmente atropelada com a resposta. Na kombi hippie, Tina, Rolo, seu namorado e o casal de amigos Pipa e Zecão, que superaram mudanças na dinâmica da amizade ao longo dos anos e se mantiveram juntos, chegam para dizer a menina que quando se cresce, o antigo não é jogado fora, ele se transforma, se amplia, se torna mais bonito. “A Turma celebra com afeto os laços que permanecem vivos dentro do adulto”, conclui Turaça.
Já em Conta Comigo existe uma nostalgia que, para a acadêmica da UFRJ, “encara o fim da infância com a melancolia de conexões que nunca mais voltarão”. Mas na obra de Reiner, o foco não são as mudanças de ciclo naturais que podem ter acontecido anos após aquele dia na floresta, mas sim, como as amizades dessa fase da vida transformam quem passa por elas, criando novas pessoas que com certeza não podem ser descritas sem os sinais que esses amigos deixaram para trás.
“Eu nunca mais tive amigos como os que tive aos doze anos. Meu Deus, e alguém tem?”
Gordon Lachance, Conta Comigo
*Imagem de capa: [Reprodução/IMDb]










