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Rihanna: muito além de mais uma popstar

Dona de alguns dos maiores sucessos da década passada, Rihanna continua imparável, mesmo que deixe tantos fãs no aguardo de seu próximo álbum

Escuta Aí
02 ago 2021 | Por Edson Júnior (edsonjuniormcz@usp.br)

Ouvir o nome de Rihanna nos holofotes não é novidade para ninguém. Mas nem sempre foi assim. A caribenha teve um longo processo para consolidar sua imagem na indústria musical e fora dela. Atualmente, ela está entre as celebridades mais bem sucedidas e reconhecidas do mundo. Suas músicas extrapolam clichês de um gênero específico, seus empreendimentos crescem cada vez mais, sua importância social é indiscutível e, claro, seu próximo álbum é um dos mais aguardados já há alguns anos. Certamente, ela se tornou um fenômeno. 

 

Biografia e início da carreira

No dia 20 de fevereiro de 1988, Robyn Rihanna Fenty nascia na ilha caribenha de Barbados. Uma das suas primeiras conquistas na música aconteceu durante seus 15 anos, quando fez uma audição para o produtor Evan Rogers, que passava férias na ilha. De cara, ele viu potencial na cantora. Rogers decidiu levá-la para Los Angeles, onde teria chance de alavancar uma carreira. Foi lá, com apenas 16 anos, que ela assinou seu primeiro contrato com uma gravadora: a Def Jam Records, a qual era comandada por Jay Z, que estava no momento da assinatura do contrato.

Em maio de 2005, seu primeiro single foi lançado mundialmente. Pon de Replay fez sucesso no mundo todo e alcançou o 2o lugar nas paradas da Billboard. Aos 17 anos, o nome de Rihanna ecoava na mídia pela primeira vez, mas ainda sem muita certeza de onde ela poderia chegar. O momento era de alta do R&B Pop feminino, com grandes nomes como Ciara e Beyoncé. Rihanna tinha que provar que não era só mais um desses nomes, e conseguiu.

 

Uma estrela na indústria: árdua produção de álbuns e consolidação na música

Seu primeiro álbum, Music of The Sun, também saiu em 2005, contando com recepção mediana por parte da crítica e boa por parte do público, mas ainda nada fenomenal. Foi só a partir de seu terceiro álbum, Good Girl Gone Bad, que ela atingiu o status de popstar mundial. O grande boom se deu em 2007, após o lançamento do hit Umbrella, em parceria com Jay Z. A música explodiu no mundo inteiro: ficou em 1o lugar na Billboard durante sete semanas, rendeu seu primeiro Grammy em 2008 e ecoou na boca do povo. Rihanna garantia de vez um lugar no alto escalão da música. 

Fernanda Soares, experiente em assuntos da música pop e atual apresentadora do canal Hollywood Forever TV, destaca que “a partir de Good Girl Gone Bad, a personalidade de Rihanna começou a se destacar mais. Daí pra frente ela seguiu sua intuição e explorou diversos gêneros musicais”. O próprio álbum teve um relançamento em 2008, o Good Girl Gone Bad: Reloaded, contando com novas faixas. Juntando as duas versões, o álbum trouxe, além de Umbrella, muitos hits que conquistaram altos números de vendas, como Don’t Stop The Music, Disturbia, Rehab e Take a Bow

Rihanna com seu primeiro Grammy por Umbrella, em Melhor Colaboração Rap. [Imagem: Reprodução] 

Rihanna com seu primeiro Grammy por Umbrella, em Melhor Colaboração Rap. [Imagem: Reprodução]

A partir daí, Rihanna iniciou um processo incessante e proveitoso de produção de álbuns entre 2009 e 2012. Foram quatro discos em quatro anos, os quais trouxeram novos hits e provaram a versatilidade estilística da caribenha. Leonardo Torres, jornalista e colunista do Popline, afirma que ela teve uma “trajetória muito consistente, conseguindo aliar qualidade e popularidade como poucos artistas”. Destacou que ela nunca precisou recorrer a fórmulas de sucesso. “O legal da Rihanna é que dificilmente as tendências musicais pautam o trabalho dela. Pelo contrário, ela sempre traz elementos de ‘fora da bolha’”.

Em 2009, apresentando um novo visual, o mundo conhecia o Rated R, que teve a balada Russian Roulette como seu lead single. O álbum vendeu mais de três milhões de cópias e teve uma canção que alcançou o topo das paradas: Rude Boy, um pop mesclado com R&B e Reggae. 

Loud chegou em 2010, sendo até hoje um dos álbuns mais conhecidos da cantora. Isso se dá não somente pelas músicas marcantes, mas pela mudança – mais uma vez – de visual. A Rihanna de cabelo rosa botava suas caras no mundo. Loud trouxe hits memoráveis como Only Girl (In The World), S&M, What’s My Name e Man Down. Os três primeiros alcançaram o 1o lugar da Billboard.  Além disso, o disco foi indicado ao Grammy de Álbum do Ano. Em 2011, Rihanna veio ao Brasil para promover a turnê do álbum, a Loud Tour. Ela passou por Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro – neste, performou no Rock In Rio daquele mesmo ano. 

Rihanna num dos shows da Loud Tour, no Canadá. [Imagem: Wikimmedia Commons]

Rihanna num dos shows da Loud Tour, no Canadá. [Imagem: Reprodução/Wikimmedia Commons]

Em 2011, chegou a vez de Talk That Talk, que explora um eletrônico mais experimental em suas músicas, como em Birthday Cake e Cockiness (Love It). O single principal dessa vez foi We Found Love, em parceria com Calvin Harris.

Em 2012, o público conhecia a música Diamonds, primeiro trabalho do disco Unapologetic. Este apresentava uma capa ousada, expondo a tatuagem de Rihanna da deusa egípcia Isis, em memória à sua avó. As músicas desse trabalho eram das mais variadas, explorando baladas pop (Stay), R&B experimental (Numb) e pops eletrônicos (Right Now).

Capa do Unapologetic, mostrando a tatuagem da deusa Isis. [Imagem: Reprodução]

Capa do Unapologetic, mostrando a tatuagem da deusa Isis. [Imagem: Reprodução/Def Jam Recordings]

Até aí, se tornou indiscutível a influência e versatilidade de Rihanna. Raramente no mundo pop se produz tantos trabalhos em tão pouco tempo, e o resultado é tão destacável. A recepção da crítica teve oscilações durante esse período, mas, entre o público, o nível se manteve sempre em alta. Com sete álbuns lançados em oito anos, Rihanna tinha explorado diversos estilos e já tinha mais que provado sua singularidade. Sua mudança de visual ao longo de cada era também colaborou na consolidação da sua imagem, em que a cantora atraía olhares e se destacava. Também é importante citar seu carisma e performances marcantes no palco. 

Lucas Santos, fã da caribenha que afirma ter entrado para a Navy (nome dado ao fã clube de Rihanna) em 2012 e dono da página de fã clube @rihannaxbrasil no Instagram, destaca que “ela tem uma presença de palco marcante devido à simplicidade, interação com o público e habilidade em atingir todas as notas musicais. Em relação aos looks, ela sempre busca algo inovador e diferente, de maneira que case com suas tattoos e personalidade”.

Fernanda Soares comenta que a caribenha é “um dos fenômenos mais interessantes da música pop, principalmente pelo modo como ela lidou com a indústria e subverteu um papel que, em tese, lhe havia sido designado. Foi uma trajetória muito diferente”. Ela acredita que ela atingiu seu alto patamar na música “sem seguir os moldes de ninguém e sendo muito autêntica”.

Após o Unapologetic, Rihanna lançou alguns singles avulsos com novas sonoridades, como Bitch Better Have My Money e FourFiveSeconds. Válido destacar também as colaborações de sucesso que ela participou, a exemplo de Run This Town com Jay Z e Kanye West, All Of The Lights, também com o Kanye, e Love The Way You Lie, com o Eminem. As duas primeiras conquistaram o Grammy de melhor colaboração rap. 

Parecia que Rihanna já havia tentado de tudo em seus trabalhos. Porém, após uma pausa de quase quatro anos sem álbuns, ela veio com o ANTI, considerado por muitos seu trabalho mais ousado. 

 

ANTI  e a ousadia de Rihanna

Em janeiro de 2016, foi lançado o oitavo álbum de estúdio da garota de Barbados que conquistou o mundo. ANTI apresentava um conceito visual único. O disco tem uma sonoridade sem fórmulas prontas. Explora um R&B mais ousado, cheio de experimentação, tem influências do Reggae, e as baladas lentas têm vocais ousados. Certamente, a música mais chiclete do álbum é Work, em parceria com o Drake, que foi a única a atingir o #1 da Billboard na era. Rihanna deixou claro que se encontrava num patamar em que “podia fazer o que quisesse” em sua carreira e seus trabalhos.

Rihanna e a capa do ANTI. [Imagem: Reprodução]

Rihanna e a capa do ANTI. [Imagem: Reprodução/Getty Images]

Os clipes da era esbanjam um visual empoderado, como em Needed Me. O álbum recebeu seis indicações para o Grammy, mas acabou não levando nenhum. Outro destaque foi o single Love On The Brain, que atingiu o 5o lugar das paradas sem uma divulgação oficial da cantora e sem videoclipe. A canção cresceu entre o público, com ajuda das redes sociais.

Fernanda comenta que “o ANTI acaba sendo muito importante na discografia da Rihanna pela sonoridade diferente. Um álbum muito esperado após um hiato de 4 anos, sem grandes iscas pop, e com conceito visual, da capa aos clipes, impecável!”. 

Rihanna conseguiu se reinventar mais uma vez. Leonardo Torres destaca: “o pop vive da novidade, do frescor. Cobrindo música pop, é muito comum ver artistas falando que seus álbuns anteriores não representavam quem eles realmente eram, por imposições e interesses de empresários e/ou gravadora, mas que ‘o próximo sim trará sua verdade’. Rihanna nunca aderiu a isso”. Ele afirma que Rihanna, ao longo de sua carreira, conseguiu “provar que suas ousadias e experimentações davam certo e eram bem sucedidas. É importante ter a resposta do público… e ela sempre conseguiu”. 

 

Fenty Beauty e consolidação nos negócios

Em 2017, Rihanna lançou sua própria marca de cosméticos, a Fenty Beauty. Esta veio ao mercado com o lema de vender maquiagens inclusivas, com tons de cores para as mais diversas peles. Um ano depois, ela lançou a linha Savage X Fenty, que contava com lingeries luxuosas na mesma proposta, agora se adaptando em variados corpos. Para a Vogue, a cantora afirmou que “as mulheres deveriam usar algo para elas mesmas. Eu espero conseguir encorajar confiança, e força, ao mostrar roupas íntimas por outra luz”. Ao longo dos anos, Rihanna lançou outras linhas e novos produtos, alcançando um espaço de renome na moda e nos negócios. O sucesso da marca também se deu com o público, arrecadando mais de 570 milhões de dólares em vendas somente em 2018.

Em 2019, a cantora promoveu um grande evento para o lançamento de novas roupas da Savage X Fenty, contando com diversos cantores e modelos famosos. Após uma ótima recepção do público, o show ganhou uma nova edição no ano seguinte. Os dois volumes podem ser encontrados na íntegra no Amazon Prime Video, com o nome Savage X Fenty Show.

Nos últimos anos, os passos priorizados pela caribenha se deram nos meio do empreendimento, e não na música. Isso só fez sua imagem crescer ainda mais, alcançando novos públicos. Sobre isso, Leonardo Torres apontou: “quando a gente pensa em Rihanna, ‘cantora’ ainda é o que vem a nossa mente em primeiro lugar. Mas, nos últimos anos, a temos visto muito mais como empresária e mulher de negócios. Evidentemente, música sequer é sua prioridade, gostem os fãs ou não”. 

O fã Lucas Santos destacou que os novos passos de Rihanna nos negócios são “uma tentativa dela mesma de construir uma nova imagem para si, a imagem da mulher de negócios, revolucionária. Reconheço o esforço dela para construir esse império, mas creio que quem está de fora ainda a vê como a ‘ex cantora’”. 

Rihanna passou a mover multidões não só na música, mas também nos negócios. Consolidou-se como uma grande empresária e, consequentemente, só aumentou sua relevância como uma das mulheres mais influentes da atualidade. Certamente, conseguiu remodelar a visão de uma cantora pop famosa.

 

Relevância cultural e social

Além das áreas de trabalho já citadas, Rihanna também se explorou na atuação, mas sem tanto destaque. Alguns exemplos são os filmes Guava Island (2019) e 8 Mulheres e Um Segredo (Ocean’s 8, 2018) e a série Bates Motel (2013-2017). 

Rihanna na série Bates Motel. [Imagem: Reprodução]

Rihanna na série Bates Motel. [Imagem: Reprodução/A&E]

Ao longo dos anos, ficou claro que as contribuições de Rihanna iam além de seus trabalhos comerciais. A caribenha também é reconhecida por seus feitos em projetos sociais e por uma luta de empoderamento. O fato de uma mulher negra, nascida numa pequena ilha da América Central, atingir o auge da glória já é muito significativo por si só. Ela também é caracterizada por ser fiel às raízes do lugar de onde veio, por meio de referências musicais e contribuições filantrópicas.

Ela recebeu diversos reconhecimentos por todos seus feitos. Em 2016, a cantora recebeu o Michael Jackson Video Vanguard Award na premiação VMAs (Video Music Awards), da MTV. O prêmio é uma homenagem a cantores que tiveram muita influência e contribuição por meio de videoclipes e músicas no geral. Em 2018, Rihanna foi nomeada “Embaixadora Extraordinária Plenipotenciária” de Barbados, em razão de suas contribuições para o desenvolvimento do país. Suas funções com o cargo são, segundo o governador da ilha, “promover educação, investimento e o turismo”. Outro momento marcante ocorreu em 2017, quando a cantora recebeu um prêmio de Ativista Humanitária do Ano pela Universidade de Harvard, nos EUA. Seu discurso sobre sua trajetória de vida e suas doações ganharam a internet na época. 

Leonardo Torres destaca os “empreendimentos sociais” de Rihanna. Afirma que  “ela “rodou o mundo, conversando com chefes de estado, lutando pela universalização da educação. Com a pandemia do coronavírus, podemos ver novamente ela correndo atrás de parcerias com outras fundações e empresas para arrecadar fundos para instituições de acolhimento às vítimas”. 

A Fenty Beauty, marca de roupas e cosméticos da Rihanna, também é de uma relevância social majestosa. Seus esforços de incluir corpos diversos, tanto na cor de pele quanto no formato corporal, são muito reconhecidos e, para alguns, até representam uma revolução na indústria da beleza. Mas, para não dizer que seus feitos são somente flores, é importante citar que a cantora também se envolveu em polêmicas. Um exemplo foi em 2019, quando ela foi muito criticada na internet por vender casacos e cachecóis feitos de pele de animais no catálogo de sua loja, mais especificamente de pele de cordeiro.

Todas suas conquistas servem de inspiração para muitas pessoas, incluindo quem deseja alcançar uma carreira de sucesso. Lucas Santos aponta: “ela é um exemplo de que a gente pode sonhar alto e não ter medo de ir atrás do que a gente quer. É uma mulher negra que veio de uma ilha que ninguém conhecia direito e hoje é a mulher mais rica da indústria da música”.

A imagem de Rihanna extrapola, e muito, seus feitos na música. Mas, certamente, uma artista com nove Grammys e 14 hits em 1o lugar na parada da Billboard ainda tem a maior parte de seu legado ligado à essa área. Isso nos leva a especular quais serão os próximos passos da caribenha na música, que passa por um hiato de mais de quatro anos desde seu último álbum, o ANTI. Nesse meio tempo, a cantora só fez colaborações pontuais, oferecendo um gostinho de seus trabalhos aos fãs, que estão ansiosos por novos trabalhos. 

 

O tal do R9

Apelidado de R9, o nono álbum de Rihanna ainda é um mistério. Já virou meme o tanto de piadas e brincadeiras que a cantora faz quando é questionada sobre o álbum. Sobre o R9, Fernanda Soares comentou: “leve o tempo que for! Ela demorou 4 anos pra lançar um álbum e veio o ANTI. Tenho certeza que o R9 será incrível. 3, 4 anos é um tempo bom para se trabalhar num disco”. 

Em entrevista para a revista Interview em 2019, a cantora afirmou que “nos últimos anos eu comecei a perceber que você precisa reservar tempo para si mesmo, porque a nossa saúde mental depende disso… o álbum não está sendo ‘cuspido’, como costumava ser”. Ela também contou sobre suas novas atividades: “eu passava três meses seguidos em estúdio, e um álbum saía. Agora é tudo intercalado. Eu faço moda em um dia, beleza em outro, depois música. É como ter um monte de crianças e você precisar cuidar delas”.

Para a Vogue britânica, já em 2020, Rihanna apontou que “não sei dizer quando vou lançar [o R9], mas estou trabalhando muito agressivamente na música. Eu sinto que não tenho limites. Eu fiz tudo – fiz todos os hits, tentei todos os gêneros, agora estou bem aberta. Eu posso fazer o que eu quiser”. 

A cantora na capa da Vogue britânica de março de 2020. [Imagem: Vogue UK]

Rihanna na capa da Vogue britânica de março de 2020. [Imagem: Vogue UK]

Também para a Vogue, ela contou que seu álbum novo será muito inspirado em elementos do Reggae. “Não vai ser típico do que vocês conhecem como Reggae. Mas vocês sentirão seus elementos em todas as faixas.” Sobre isso, Lucas Santos afirmou que “já vi muitos fãs reclamarem disso, mas eu não me incomodo. Amo todas as músicas reggae que ela já produziu e como sei que ela é muito perfeccionista, tenho certeza de que vai ser algo bom”.

Leonardo Torres, por sua vez, destaca as tendências do mercado atual e como Rihanna foge da curva: “o mundo se rendeu à música latina e ao reggaeton nos últimos anos e, paralelamente, Rihanna vem desenvolvendo material completamente diferente. Ela não pode entregar nada menos que incrível. E essa constatação faz demorar mais ainda”.

Já no início de 2021, Rihanna respondeu ironicamente um de seus fãs nas redes sociais, que perguntou sobre o lançamento do novo álbum. A resposta foi: “This comment is sooo 2019. Grow up” (traduzindo, “Esse comentário é tãooo 2019. Cresce”). Também neste ano, surgiram novos rumores de que a cantora foi gravar em estúdio com A$AP Rocky, seu atual namorado.

O que sabemos é que a caribenha não tem pressa para lançar o R9, e até já passou a levar na brincadeira a pressão que os fãs colocam nela. Além disso, provavelmente a demora deve ter sido postergada com a crise decorrente da Covid-19.  

Porém, o que fica é a capacidade de Rihanna de se reinventar a cada momento e sua falta de necessidade de seguir padrões da indústria, principalmente agora que já se consolidou em outras áreas de atuação. Ela é uma das pessoas mais influentes da atualidade, sempre buscando crescer de variadas formas possíveis. 

Fernanda Soares informou que “em 2019, Rihanna conseguiu um feito maravilhoso para qualquer artista: o direito a todas as suas masters, suas gravações originais. Significa que Rihanna, e não sua gravadora, é dona de seu trabalho”. Isso é só mais uma prova que ela atingiu um patamar de independência de sua carreira e, quem sabe, pode até ditar novas tendências.

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