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Tóquio 2020 | Ana Sátila não vai ao pódio, mas faz história na Canoagem Slalom

Mineira comete duas irregularidades e termina a final da C1 em 10° lugar nas Olimpíadas de Tóquio

ARQUIBANCADA
29 jul 2021 | Por Gabriele Koga (gabrielekoga@usp.br)

Ana Sátila não conquistou a medalha olímpica, mas fez história ao se classificar para a final da Canoagem Slalom feminina, sendo a primeira brasileira a chegar tão longe na decisão. A atleta recebeu penalidades por não passar por duas portas, números 7 e 22, e terminou na décima e última posição. A prova ocorreu no Centro de Canoagem Slalom durante a madrugada de quinta-feira, (29).

Nessa modalidade, os competidores descem um canal com correnteza e passam por “portas”, as balizas, durante o percurso. As vermelhas devem ser ultrapassadas no sentido contrário e as verdes no mesmo sentido da correnteza.

Caso o canoísta perca uma das balizas é aplicada uma penalidade de 50 segundos. Se houver apenas um toque na porta, adiciona-se 2 segundos. O atleta fica ajoelhado dentro da canoa e possui um remo com somente um pá.

As expectativas de medalhas não  foram infundadas. Nas semifinais, Sátila, número 3 no ranking mundial, ficou em terceiro lugar entre as 18 atletas que disputavam 10 vagas para a final. Sua velocidade no percurso foi de 114s27 e não houve penalizações.

Na final, a canoísta brasileira iniciou a prova com forte atuação. Perdeu 2s numa primeira penalidade na porta 7, mas ainda mantinha um bom tempo para brigar pelas primeiras colocações. Todavia, Ana cometeu um erro e deixou de passar pela porta 22, a qual trouxe um acréscimo de 50s ao seu tempo final, 164s71.

O ouro ficou com a australiana Jessica Fox, com 105s04 — primeira atleta no mundo, seja homem ou mulher, medalhista no caiaque e na canoa. A britânica Mallory Franklin conquistou a prata aos 108s68, e o bronze ficou com a alemã Andrea Herzog, com 109s13. Se não houvesse os descontos na prova, Ana Sátila seria a quarta colocada na final, com 112s71.

Em entrevista ao Globo Esporte, a atleta relata algumas de suas dificuldades: “Eu ainda não sei o que estou sentindo no momento. É tão difícil, passei por tanta coisa até chegar até aqui. Há três meses antes dos jogos, eu ainda não tinha um treinador, não tinha as coisas muito bem definidas na minha carreira. Eu lutei todos os dias”.

“É sempre tão difícil você estar se reerguendo. Acho que o atleta vive na maioria das vezes de derrotas. Então, ter que superar isso é muito difícil, ainda mais quando você se dedica. Sou uma atleta extremamente focada, dedicada. Eu vivo para isso, eu dou o meu máximo a cada dia. Agora, só quero olhar para frente, ver o que errei, melhorar e seguir em frente”, completa Ana.

Sobre os Jogos Olímpicos de Paris 2024, a canoísta afirma que é muito cedo para definir se irá participar das competições. “Eu preciso sentar com calma depois dessa temporada louca com pandemia. Primeiramente, preciso rever tudo o que eu fiz para chegar até aqui. Se eu tiver um plano muito bom, um apoio legal para seguir em frente, um técnico que possa me ajudar de verdade, aí sim eu vou focar nessa temporada, que é muito mais curta e focar para Paris. É muito difícil dizer ainda”, comenta.

Aos 25 anos, as Olimpíadas de Tóquio marcaram a terceira participação da mineira na competição. Em Londres 2012, foi a atleta mais jovem da delegação nacional e conquistou a 16ª colocação nas semifinais. Na Rio-2016, um erro fez com que terminasse em 17°.

 

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