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Tóquio 2020 | Flávia Saraiva desequilibra e fica em sétimo lugar na final da Trave

Após se recuperar de uma lesão no tornozelo, a ginasta brasileira participa da final da trave mas comete erros

ARQUIBANCADA
03 ago 2021 | Por Maria Carolina Milaré Albuquerque (mariamilare@usp.br)

Na manhã de terça-feira (03), a ginasta Flávia Saraiva participou da final da Trave de Ginástica Artística, porém não conseguiu uma boa colocação. A atleta sofreu um desequilíbrio grande ao realizar a primeira sequência acrobática, ocasionando o desconto de vários pontos na nota. O resto da série foi bem executada, mas com outros desequilíbrios menores.

A nota da brasileira foi 13,133; conferindo-lhe a sétima posição. O ouro e a prata ficaram para a China, com as atletas Guan Chenchen e Tang Xijing respectivamente.  A campeã teve 14,633 pontos, e sua compatriota, 14,233. As duas ginastas já eram consideradas favoritas por terem realizado as duas melhores notas na etapa de classificação.

O bronze da disputa ficou para a americana Simone Biles, com 14,000 pontos cravados. Após se retirar da final do Individual Geral, do solo, salto, e barras assimétricas, a Federação de Ginástica dos Estados Unidos avisou na manhã de segunda-feira (02), que a atleta participaria da final da Trave.

A americana, dona de cinco medalhas Olímpicas na Rio 2016, e a favorita novamente para essa edição, ficou fora das apresentações devido a problemas relacionados a sua saúde mental. A atleta alegou estar sofrendo twists, um fenômeno conhecido entre as ginastas, no qual o corpo das atletas perde a referência e a orientação do espaço enquanto estão no ar, podendo ocasionar quedas perigosas.

Biles decidiu então não participar das outras provas para evitar correr riscos mais sérios, visto que ela já havia cometido pequenas quedas nas apresentações realizadas na final por equipe. Na disputa da trave —  última prova da modalidade— a ginasta  sentiu-se melhor para competir. Não houve desequilíbrios durante a série, mas no momento da saída, a atleta não realizou uma boa aterrissagem, e deu alguns passos para trás na chegada, o que lhe restou a terceira posição.

Flávia Saraiva competiu a final com o tornozelo lesionado. Durante sua apresentação de Solo, na etapa classificatória, a ginasta teve uma queda na finalização de um dos últimos movimentos da série e não conseguiu terminar o resto da apresentação. Ela teve uma entorse no tornozelo direito, onde já contundira dois meses antes. Apesar da complicação, ela se classificou  para a final da Trave, pois tinha realizado o aparelho antes.

Flávia estreou em Olimpíadas na edição do Rio 2016, onde também conseguiu a classificação para a final da trave, seu aparelho dominante. Na ocasião, a atleta terminou a disputa na quinta posição, com Simone Biles novamente em terceiro lugar.

Ao final da competição, Flávia disse à Globo que estava muito feliz de ter participado de sua segunda final olímpica, mesmo em um ano “tão conturbado”, segundo a ginasta. Ela também disse que agora sua prioridade será cuidar do seu pé, e não a preparação para o Mundial de Ginástica, que ocorrerá lem Outubro, também no Japão.

 

*Imagem de Capa: Reprodução Confederação Brasileira de Ginástica Artística

 

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