Home Eu Fui FLIPOP – Dia 2: A identidade na produção literária
FLIPOP – Dia 2: A identidade na produção literária
Eu Fui
11 jul 2017 | Por Jornalismo Júnior

No segundo dia de FLIPOP em São Paulo, o tema mais abordado foi a identidade e como ela pode aflorar em tudo o que você faz.

A Mesa 1 foi composta por Socorro Acioli e a equipe da Editora Seguinte. A escritora cearense contou como conseguiu participar da última edição do curso de escrita criativa de Gabriel García Márquez em Cuba e, após isso, criou sua própria turma, com alunos já famosos como Iris Figueiredo. Seu livro A Cabeça do Santo (Companhia da Letras, 2014) foi indicado para Melhor Livro Jovem em Los Angeles, nos Estados Unidos. Além disso, a autora compartilhou dicas de como ser criativo, algo que estará em seu próximo livro: A História Que Só Você Pode Contar (Editora Seguinte).

A segunda mesa foi a mais emocionante, com Benjamin Alire Sáenz. O autor de Aristóteles e Dante Descobrem Os Segredos do Universo (Editora Seguinte, 2012) e A Lógica Inexplicável da Minha Vida (Editora Seguinte, 2017) contou como o fato de ele ser homossexual o influenciou na escrita de suas obras. Ele também falou bastante sobre empatia, amor e aceitação, coisas que levaram a plateia inteira aos prantos. Na hora das perguntas dos fãs, também houve choro. Muitas pessoas agradeceram pelos livros e como eles haviam mudado suas vidas. Depois desse painel, quase todos na FLIPOP foram até a Saraiva no hall comprar pelo menos um dos livros.

A Mesa 3 foi mediada por Iris Figueiredo e composta por Luiza Trigo, autora do livro Meus Quinze Anos (Rocco, 2014), e Larissa Siriani, escritora de Amor Plus Size (Verus, 2016). Com o título de Das Páginas Para a Tela: Adaptação e Transmídia, o painel versou sobre a experiência das autoras em múltiplas mídias e na adaptação de livros para mais de uma delas. Luiza participou de todo o processo de produção do filme homônimo do seu livro e Larissa, com sua produtora própria, fez uma websérie baseada no livro Senhora, de José de Alencar. Em determinado momento, Luiza se emocionou ao falar sobre como é difícil ser escritora e cineasta no Brasil e como transformar seu livro em filme, sendo ela uma das roteiristas, tinha sido um sonho realizado.

A quarta e última mesa, intitulada Profissão Fã, foi mediada por Bárbara Morais e integrada por Mayra Sigwalt, criadora do Turista Literário, Babi Dewet, escritora da trilogia Sábado à Noite (Generale, 2012) e de Sonata em Punk Rock (Gutemberg, 2016), e Frini Georgakopoulos, autora de Sou Fã! E Agora? (Editora Seguinte, 2016). O assunto girou, principalmente, em como ser fã mudou a vida das três. Mayra criou um serviço de entrega de livros e acessórios surpresa em casa, o Turista Literário; Babi ficou famosa pois sua fanfic (história de fã sobre seu ídolo) foi publicada e Frini escreveu um livro justamente sobre sua experiência em ser fã.

No geral, a FLIPOP foi um sucesso. Alguns probleminhas, como falta de sinal de internet e poucas opções alimentícias, não conseguiram ofuscar a brilhante ideia que foi o evento. O melhor de tudo foi a imersão no mundo literário, com os autores tanto fazendo os painéis, quanto tirando fotos, dando autógrafos e fazendo perguntas a outros escritores.

Maria Carolina Soares
mcarolinasoares@uol.com.br

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