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O sonho como uma máquina de imaginar o futuro

O sonho, que teve tantos significados durante a História, pode ter um papel importante no enfrentamento do coronavírus. Confira, neste texto da J. Press, as múltiplas visões que permeiam esse assunto inesgotável

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21 jul 2020 | Por Lívia Magalhães (liviabmagalhaes@usp.br)

Antes de iniciar a minha pesquisa para esta matéria, eu costumava pensar nos sonhos com uma certa dose de ceticismo. A ideia de que essas imagens, aparentemente sem nexo e que se perdem no esquecimento assim que coloco meus pés no chão, pudessem ter algum significado, me parecia inconsistente e até forçada. Mas, logo no início da pandemia do novo coronavírus, quando o confinamento dentro de casa passou a ser rotina, algo mudou. Toda noite, eu tinha sonhos vívidos e me lembrava deles, mesmo que de maneira parca. Comecei um diário dos sonhos, e alguma coisa na função motora e familiar de pegar a caneta e escrever me fazia lembrar de partes do sonho que eu achava que já havia esquecido.

Se Paul McCartney tivesse a mesma posição pessimista que eu tinha em relação aos sonhos, talvez nunca tivéssemos sido agraciados com Yesterday. O mesmo vale para Keith Richards, com o riff clássico de Satisfaction, e para Mendeleev, com a tabela periódica. Embora, tratando deste último, não sei se eu usaria o termo “agraciar”. Podemos dizer, pelo menos, que teríamos menos coisas para decorar na escola. 

Não é garantido que teremos as epifanias desses gênios durante as nossas próprias aventuras oníricas. Até porque, para isso, deveríamos ter um domínio da música e da química. Este domínio, e o de qualquer outro assunto, é adquirido na vigília. Quando estamos acordados, aprendemos. A sedimentação dessa memória, porém, acontece durante o sono. 

Robert Stickgold, professor titular de psiquiatria da faculdade de Medicina de Harvard, fez descobertas que ligaram o aprendizado ao sono e, em especial, ao sonho. Em um estudo feito nos anos 2000, Stickgold e sua equipe colocaram 17 pessoas, das quais cinco tinham amnésia, para jogar Tetris por três dias. O jogo consiste em tentar encaixar blocos de formas diferentes que caem do alto da tela. A equipe de Stickgold detectou que 60% dos participantes do estudo sonharam com o jogo, incluindo três dos amnésicos. Estes não se lembravam nem de ter jogado o jogo, mas relataram imagens oníricas de formas geométricas caindo sem parar. Outro estudo da equipe, este de 1999, demonstra que a melhora em uma tarefa recentemente aprendida é proporcional ao tempo de sono: os que não dormiram não melhoraram, e os que dormiram por oito horas tiveram um rendimento melhor do que os que dormiram seis horas. 

Efeito Tetris: quando uma pessoa dedica tanto tempo a uma atividade que começa a alterar os pensamentos e sonhos do indivíduo

Efeito Tetris: quando uma pessoa dedica tanto tempo a uma atividade que começa a alterar os pensamentos e sonhos do indivíduo [Imagem: Reprodução]

No livro O Oráculo da Noite, Sidarta Ribeiro, vice-diretor do Instituto do Cérebro da UFRN e professor titular de neurociências, explica “o inconsciente é a soma de todas as nossas memórias e de todas as suas combinações possíveis”. Os relatos oníricos, por sua vez, são manifestações deste inconsciente. Então, a inspiração em forma de sonho que veio pra McCartney, Richards, Mendeleev e tantos outros, é fruto de uma recombinação de memórias adquiridas na vigília. O aprendizado foi reforçado, a criatividade foi estimulada e frutos foram gerados, graças à atenção dada ao sonho.  

Ao longo da História, demos muitos significados diferentes ao sonhar. Consideramos o sonho como uma premonição e como um método de comunicação com os deuses. O deixamos influenciar na gestão de Estados. Usamos os sonhos para condenar o que a Igreja chamava de “bruxas” à fogueira. Dissemos que eles são inúteis, um mecanismo involuntário do cérebro que devemos tratar como insignificante, sem fazer esforços para lembrar deles e muito menos para entendê-los. Hoje, nós abandonamos o sonho. Não o cultivamos, não falamos sobre ele. 

Porém, com o contexto da pandemia do coronavírus, passamos a viver em “modo emergência”, segundo Laura Villares de Freitas, professora livre-docente do Instituto de Psicologia da USP, e as pessoas estão sonhando mais. “A emoção que todos estão vivendo é muito forte por causa do vírus, da política… O que aumenta a incidência de sonhos ruins, que podem nos ajudar a descobrir como reagir. Os sonhos estão nos convocando para descobrir respostas” conta a professora. Além do estresse, as rotinas estão menos definidas e mais lentas, o que possibilita um olhar mais atento ao sonho. Não é que devemos usar os sonhos como um oráculo a ser seguido à risca, mas tiraríamos proveito se considerássemos o que eles têm a nos dizer.

Sonhos faraônicos: um olhar nos antepassados

Os assírios e os egípcios foram os primeiros povos a deixarem registrados sonhos e interpretações deles. O assunto gerava a fascinação dos faraós, que consultavam especialistas na interpretação e levavam o sonho muito a sério. Exemplo disso é a construção de um muro ao redor da Grande Esfinge de Gizé.

O muro foi construído para proteger o monumento por causa de um sonho do então príncipe Tutmés, que se tornou, posteriormente, faraó. Até hoje, há uma placa próxima à Esfinge que relata o sonho: nele, a Esfinge promete o trono ao príncipe se ele a protegesse.

A Estela do Sonho, na frente da Grande Esfinge de Gizé

A Estela do Sonho, na frente da Grande Esfinge de Gizé [Imagem: Reprodução]

Os sonhos eram uma maneira de contatar as divindades e de prever o futuro. A interpretação dos sonhos, para os egípcios, seguia uma fórmula: se você sonhasse com algo bom, coisas ruins aconteceriam, e vice-versa. Artemidoro, um grego que viveu em Roma no século 2, propôs diferente. No tratado clássico sobre os sonhos Oneirokritika, ele afirma que, para a interpretação dos sonhos ser efetiva, o intérprete onírico precisa conhecer o histórico do sonhador e entender como ele se sente em relação a cada sonho. A interpretação precisa ter como referência o sonhador em si, o que tornaria os dicionários dos símbolos oníricos inúteis. Esta abordagem é mais próxima da atual seguida pelos psicólogos que analisam os sonhos.

Já na Grécia, Aristóteles publica Da Adivinhação pelo Sonho, em que questiona de maneira cética a comunicação com os deuses por meio dos sonhos e classifica os sonhos premonitórios como meras coincidências. A partir dos filósofos Aristóteles, Heráclito e do médico Hipócrates, as imagens oníricas passam a ser consideradas funções naturais do ser humano, sem um objetivo nítido.

Na Idade Média, porém, a Igreja usava certos sonhos como justificativas para mandar ditas “bruxas” à fogueira. Alguns sonhos das mulheres significavam, para a cristandade, que elas tinham relações com demônios. Já a ideia de que os sonhos podiam ser uma forma de comunicação com Deus era suprimida pela Igreja, porque esse privilégio deveria ser monopólio dos sacerdotes. 

Contudo, com o Renascimento e o posterior avanço do cientificismo, o sonho vai perdendo o seu lugar. Ele é redescoberto apenas no século 19, com os polêmicos estudos de Sigmund Freud.

O sonho pelo sonhador

O estudo do que hoje em dia convencionamos chamar de Psicanálise surge quando o neurologista Freud começa a se afastar da medicina. Como residente, ele observava com horror os maus tratos pelos quais os pacientes psíquicos passavam nos hospitais. A época era o final do século 19, e os médicos entendiam os padecimentos psíquicos ainda menos do que entendem hoje. Os pacientes eram, então, negligenciados, e as suas doenças eram tidas como invenções. 

Freud não concordava com isso e passou a analisar pacientes chamados de histéricos. A partir da análise, ele chegou à conclusão de que os sintomas se manifestavam nos pacientes por causa de emoções e desejos que haviam sido reprimidos. A pessoa teria um desejo que, baseado na moral e nos costumes da época, era tão condenável que o seu inconsciente o reprimiria. “Essas duas dimensões, tanto o desejo quanto a condenação, eram impossíveis de habitar a sua vida consciente, porque ela mesma a recriminava, censurava”, explica Paulo Endo, professor do Instituto de Psicologia da USP. Para Freud, tudo que reprimimos tem um lugar privilegiado de aparecimento: os sonhos. 

Durante a análise, o paciente traz seus sonhos e, junto ao analista, produz novos sentido e significações. A partir daí, “brota a possibilidade da pessoa ter acesso àquilo que ela reprimiu, que ela recalcou e negou durante toda a vida, e que aparece muitas vezes com dificuldade no tratamento analítico”, conta Endo. Corroborando com o princípio do antigo Oneirokritika, o sonho só pode ser decifrado a partir do sonhador. Para a psicanálise freudiana, porém, é necessária uma escuta estrangeira treinada.

Carl Jung, psiquiatra de formação que se aproximou dos estudos da psicanálise, também fez contribuições para a análise dos sonhos. Jung propõe o conceito de “símbolo” como uma ponte do inconsciente para o consciente, explica Laura Villares de Freitas. “O sonho traz símbolos e nós fazemos uma leitura deles, mas ele também traz sintomas e retrata a situação da consciência” diz a psicóloga.

Laura explica que um exemplo do simbolismo dos sonhos é quando vemos, nas imagens oníricas, nós mesmos e outras pessoas e coisas: na análise junguiana, a nossa imagem é a nossa consciência, como nós nos identificamos. Já o resto – as outras pessoas e coisas – são aspectos inconscientes nossos, que não reconhecemos. O sonho está, então, apresentando outros aspectos nossos para nós mesmos.

O que a ciência sabe sobre os sonhos?

A ciência começou a dar mais atenção aos estudos do sono em 1953, com uma publicação na revista Science. Nathaniel Kleitman e Eugene Aserinsky descobriram, a partir do movimento dos olhos das cobaias, que o sono não se tratava apenas de uma fase homogênea. Os cientistas concluíram que o ele se dividia basicamente em duas fases: o sono de ondas lentas, que predomina no início da noite, e o sono REM (o nome é uma sigla que deriva do inglês rapid eye movement, que, em tradução literal, significa movimento rápido dos olhos). A maior parte dos sonhos ocorre durante o sono REM, em que as ondas cerebrais estão em movimento rápido. “A amígdala, estrutura cerebral implicada nas manifestações emocionais, está extremamente ativa no sono REM”, explica o neurocientista da UFRGS Tadeu de Souza, o que confere a forte carga emotiva dos relatos oníricos.

Os sonhos lúcidos, ou seja, quando você está ciente de que está em um sonho, só acontecem durante o sono REM. Nos anos 2000, o psicofisiologista Stephen LaBerge fez um estudo que comprovou a existência desses sonhos: ele pediu que as cobaias participantes, assim que entrassem no sonho lúcido, fizessem um movimento predeterminado com os olhos. Esse tipo de sonho pode ser induzido em laboratório, em que cientistas devem “estimular as partes pré-frontais do cérebro, relacionadas ao planejamento, e as partes parietais, que participam dos processos sensoriais e perceptivos, quando o indivíduo estiver no sono REM”, esclarece Souza. Além deste método, os sonhos lúcidos também podem acontecer espontaneamente ou por prática de técnicas.

Quando questionado a respeito da função biológica dos sonhos, Souza diz que “os sonhos podem estar envolvidos na consolidação de memórias”. Enquanto o sono não REM estaria mais ligado à consolidação de memórias declarativas, ou seja, memórias que podem ser invocadas de forma consciente, o sono REM está mais ligado à memórias motoras. Essa ideia corrobora com o estudo do jogo Tetris de Stickgold: durante o sono REM, em que sonhamos mais, também consolidamos as nossas memórias motoras, como jogar um jogo de encaixe de blocos geométricos.

A importância de lembrar

Se acordarmos durante o sono REM, as chances de lembrarmos dos sonhos são grandes. Pode até parecer que todo o sonho aconteceu naquele segundo antes de acordar. Isso acontece porque, quando sonhamos, “um certo conjunto de regiões cerebrais não estão devidamente ativados para que lembremos. Quando você acorda, você ativa essas regiões e possibilita que resgate essa informação que estava em um sonho”, explica Tadeu de Souza. Porém, quando saímos apressados da cama, vamos ao banheiro e depois à cozinha, recebemos informação externa que tira o foco do sonho. Então, esquecemos.

Se, ao invés disso, tivéssemos ficado um pouco mais na cama, tentando lembrar, ou se tivéssemos pegado um caderno na cabeceira e começado a escrever… Lembraríamos. E pode ser importante lembrar.  

Para Carolina Pereira, entusiasta onírica e moderadora de um grupo sobre sonhos lúcidos do Facebook, lembrar é uma questão de autoconhecimento. Durante os seus relatos oníricos, Carolina enfrentou medos de infância ao sonhar com um pastor alemão bravo. Quando era mais nova, a mãe de Carolina dizia que o cão era malvado para que ela não saísse na rua, e o medo a acompanhou na vida adulta, até que teve o sonho. No final, ela já estava convencida da bondade do cachorro. O medo sumiu.

“O fato de você fazer introspecção, de você contar os seus sonhos para alguém, mesmo se a pessoa não for analista nem nada, traz benefícios”, conta Sidarta Ribeiro, em entrevista à J. Press. Seja pela escrita em um sonhário, seja pela narração para um amigo, Ribeiro considera que a lembrança do sonho é importante. Ao lembrar, fazemos associações que podem trazer um novo olhar para um conflito nosso. “A narrativização do sonho, coisa muito antiga na nossa ancestralidade, de se reunir em volta de uma fogueira, de uma roda, pela manhã, para contar os sonhos que teve, isso é benéfico para o psicológico. Existe um benefício emocional e um benefício coletivo”, continua Ribeiro.

O ato coletivo de sonhar

Na Malásia, existe uma povo particularmente pacífico chamado Senoi. Em 1948, o antropólogo Kilton Stewart foi estudar os Senoi, e descobriu uma prática do povo: toda manhã, eles se reuniam e compartilhavam os sonhos que tinham tido na noite anterior. Os sonhos poderiam ser classificados como sonhos coletivos e como sonhos individuais. Se fosse o primeiro caso, o chefe agradecia o sonhador e dizia que ele tinha sonhado pela tribo inteira. “Eles entendiam os sonhos como sinais da divindade, ou das divindades, sinais que vinham por intermédio de uma pessoa. Por outro lado, alguns sonhos eles entendiam como se fossem ‘só daquela pessoa’”, explica Laura Villares de Freitas.

“O grupo também usava os sonhos para a educação das crianças”, conta a psicóloga. Por exemplo, se uma criança contasse que sonhou que fugia de um urso, os adultos falavam para que, na próxima vez que sonhasse com isso, se defendesse: chamasse um responsável, ou subisse em uma árvore. “Com isso, eles fortaleciam a criança, porque senão ela sempre acharia que só existem monstros e que ela estaria sempre fugindo. Com essa interpretação dos sonhos, eles diziam que a criança era capaz de reagir, de ter uma força”, diz Villares de Freitas. 

A constatação de Stewart foi que o grupo era mais pacífico porque eles, por intermédio dos sonhos, trabalhavam mais em si mesmos psicologicamente. Outro motivo é que eles consideravam que só uma pessoa poderia ser porta-voz do povo inteiro, fortalecendo o sentimento de coesão e de unidade do grupo.

O povo Senoi

O povo Senoi [Imagem: Reprodução/Pagan races of the Malay Peninsula]

Para Sidarta Ribeiro, o sonho é uma máquina de imaginar o futuro. E no contexto atual, está cada vez mais difícil imaginá-lo. “A retomada do nosso processo civilizatório com bases mais sustentáveis vai exigir que sonhemos mais e melhor e prestemos mais atenção nos sonhos. E que a gente faça sonhos mais coletivos”, opina o cientista. 

Existem bancos de dados que coletam sonhos, como o DreamBank e o Dreamboard. Estes sonhos são material de pesquisas que comprovam que os relatos oníricos das pessoas são muito mais semelhantes do que diferentes entre si, mesmo com as variações culturais. Sidarta Ribeiro explica que isso acontece porque, como humanos, nossas preocupações são muito parecidas. Quando compartilhado, o ato de sonhar, então, pode trazer benefícios tanto individuais quanto coletivos.

Sonhos em tempos de coronavírus

A pandemia está afetando todos os aspectos das nossas vidas, e o sono está incluso. Noites mal dormidas e insones ou dormir longas horas e continuar cansado, ter sonhos vívidos ou sofrer com pesadelos aterrorizantes. A falta de rotina, de luz solar, de exercícios e de estabilidade em geral confundem nosso relógio biológico. Já a incerteza do futuro, o medo de que nós e pessoas próximas peguemos o vírus, o estresse do home-office improvisado e o bombardeio de notícias ruins todo dia podem deixar a nossa sanidade no limite.

Para Paulo Endo, além do estresse, a restrição física garantida pelo isolamento social tira nossos “lugares de sonhar” do mundo exterior, como cinemas e lugares desconhecidos. “Nós temos muito recursos, quando não estamos em confinamento, para dar asas aos aspectos oníricos da nossa existência. Quando estamos em um ambiente que, além de confinado, é totalmente familiar e previsível, no fundo não há nada que vá nos surpreender ou ser inédito nesse ambiente”, explica o psicólogo. “Um dos efeitos disso é o sonho, que começa a se produzir para dar conta dessa falta”, continua. 

Durante a pandemia, Endo está coletando sonhos de várias pessoas para uma pesquisa que “vai ajudar a prosseguir os sentidos possíveis da experiência da pandemia, essa situação maluca que a gente está vivendo”, explica. Os sonhos serão publicizados para que, coletivamente, pesquisadores e psicólogos os interpretem, fazendo associações livres. Segundo Endo, isso é um pouco o que acontece no ambiente de análise.

Como a situação que vivemos é nova e atípica, no futuro, esse acervo de sonhos será um material rico de análise histórica, a exemplo do livro Sonhos no Terceiro Reich, em que a jornalista Charlotte Beradt coletou sonhos de alemães para mostrar como o medo e a angústia cresciam e se manifestavam no inconsciente.

Em uma linha de pensamento semelhante, Laura Villares de Freitas conta: “a gente não pode mais fazer o que a gente fazia. A psique vai então se compensando, se equilibrando, de forma automática”, o que aumentaria a frequência, a intensidade e o significado dos sonhos. 

O sonho, essa “máquina de imaginar o futuro”, também está nos ajudando a reagir. “Estamos vivendo em uma situação na qual o futuro está muito indefinido. Estamos em uma fase muito difícil, então temos que usar todos os recursos possíveis para cuidar da saúde física e da saúde mental, e os sonhos ajudam muito esta última”, explica Villares de Freitas. Talvez, se prestarmos mais atenção, passaremos por essa um pouco melhor. 

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