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Tóquio 2020 | Seleção Brasileira Feminina de Handebol amarga primeira derrota nas Olimpíadas

O time perdeu para a Espanha na terceira rodada da competição após o embalo de dois bons resultados

ARQUIBANCADA
29 jul 2021 | Por Guilherme Bento (guilhermebento@usp.br)

As Leoas — apelido que vem sendo dado para as meninas da seleção brasileira de Handebol — tiveram nesta quarta-feira (29) sua primeira derrota nos Jogos Olímpicos de Tóquio.  O jogo foi no Estádio Nacional Yoyogi, contra o time da Espanha, com o placar final de 27 a 24 para as adversárias.

A partida exigiu muito do time brasileiro que, apesar de confiantes após o empate com o Comitê Russo na estreia e a vitória com autoridade sobre a Hungria no segundo jogo, não conseguiu se impor em sua terceira partida pelo grupo B da competição.

Apesar de ter estreado com derrota contra a Suécia, a seleção espanhola chegou confiante no jogo após uma vitória sobre a França na segunda rodada. Experientes, elas carregam um bom histórico nas competições, sendo vice-campeãs do Campeonato Mundial de 2019, contra a Holanda, e conquistando uma boa colocação no Campeonato Europeu de 2020.

O Brasil, atual campeão pan-americano, não fica atrás, mas acabou sendo neutralizado pelas espanholas, que jogaram com um ataque inteligente e uma ótima defesa — menção honrosa para a goleira Silvia Navarro, camisa 12, com 46% de aproveitamento na partida.

Goleira da Espanha comemorando, com a camisa azul

Goleira espanhola teve atuação de gala em noite de vitória sobre o Brasil. [Imagem: Reprodução / Facebook Real Federación Española de Balonmano]


Primeiro tempo

O início da partida não teve gols até os seus dois minutos. A Espanha iniciou atacando, mas foi neutralizada pela defesa brasileira. Já o Brasil, quando teve a chance de abrir, não aproveitou. Mas, no contra-ataque, nossa camisa 49, Pati Matieli, abriu o placar em 1 a 0.

A seleção espanhola cometeu muitos erros no começo do jogo. O Brasil conseguiu roubar a bola várias vezes e contra-atacar. Entretanto, o jogo das espanholas estava claro. Apostando em uma defesa bem adiantada, elas impediam a movimentação solta das brasileiras e, no ataque, se moviam bastante, gerando vários espaços.

Logo a vantagem que as meninas do Brasil impuseram com o placar de 9 a 5 se diluiu. Elas estavam com dificuldade para chegar no ataque. Concentraram muito as bolas nas armadoras e a defesa espanhola estava bem posta por essa via. 

O jogo aos poucos foi dominado pelas espanholas. Após uma falta cometida pelo time brasileiro, as adversárias confirmaram 9 a 10 em um tiro de sete metros — penalidade equivalente ao pênalti do futebol. Jogando com uma a menos,  após a suspensão da nossa camisa 23, Giulia Guarieiro, por dois minutos, o Brasil se viu frágil e tomou o empate de 10 a 10.

A Espanha começou a ditar o ritmo de jogo na reta final do primeiro tempo. Manteve um gol de diferença e chegou em 13 a 12. Faltando poucos segundos para acabar, a jogadora brasileira Larissa Araújo, camisa 20, chutou de longe e conseguiu o empate antes do intervalo.


Segundo tempo

Para o segundo tempo, o Brasil mudou sua goleira e a Babi, camisa 12, entrou no lugar de Renata, camisa 87. O rendimento da defesa no primeiro tempo na defesa foi de apenas 20% e era preciso mudar.

A Espanha voltou a abrir o placar ao marcar 14 a 13 e impôs seu ritmo forte de jogo. Em seis minutos decorridos do segundo tempo, elas chegaram a 18 a 14 e forçaram o técnico da seleção brasileira a parar.

A defesa adiantada  das adversárias deixava vários espaços, mas o Brasil não conseguia se movimentar bem. Várias vezes quando tivemos a oportunidade de marcar, faltou capricho na finalização e a goleira espanhola, Silvia Navarro, acabou defendendo. Nossa defesa, em compensação, não conseguiu parar as espanholas, jogando mais abaixo na quadra e deixando o ataque adversário se desenvolver melhor.

Na volta do tempo técnico, Duda Amorim, camisa 18, retornou para o time do Brasil. Contudo, o time da Espanha continuou abrindo. Não demorou muito para o placar marcar 20 a 16. 

As brasileiras correram atrás. Por mais que não estivessem conseguindo atravessar a defesa espanhola, os chutes mais distantes do gol estavam surtindo efeito. Elas conseguiram diluir um pouco da vantagem espanhola. Mesmo assim, as adversárias tiveram espaço para seguir impondo o seu ritmo. Auxiliadas por vários tiros de sete metros ao seu favor, elas conseguiram jogar com mais tranquilidade. 

Por fim, a partida acabou em 27 a 23 para a seleção da Espanha, com uma atuação brilhante de sua goleira e de sua camisa 25, Nerea Pena, com 7 gols marcados. Ao todo, o time teve a eficiência de 71%, sendo 27 gols convertidos em 38 oportunidades. O Brasil terminou com 49% de eficiência, sendo 23 gols convertidos em 49 oportunidades. 

Apesar do resultado negativo, a seleção brasileira de handebol feminino tem que se concentrar para o seu próximo confronto, contra a Suécia, neste sábado (31), às 04:15 da manhã. A partida promete ser jogo duro para as leoas.

 

*Imagem de capa: Bruna de Paula no ataque brasileiro. [Reprodução / Facebook Time Brasil]

Tóquio 2020

 

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