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Tóquio 2020 | Brasil: Vôlei feminino conquista a prata

Brasil e EUA se enfrentaram na final do Vôlei feminino na Olimpíada

ARQUIBANCADA
08 ago 2021 | Por Gabriele Koga (gabrielekoga@usp.br)

Na madrugada deste domingo (08), Brasil e Estados Unidos se enfrentaram na final do vôlei feminino nas Olimpíadas de Tóquio 2020, na Ariake Arena. As brasileiras iniciaram sua trajetória olímpica sem expectativas de subir ao pódio, mas conquistaram a prata, primeiro vice-campeonato da história da seleção feminina e sua quinta medalha olímpica. A seleção conta com dois ouros, em Pequim 2008 e Londres 2012, e dois bronzes, em Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Bloqueadoras do Brasil

Carol e Rosamaria na final do vôlei feminino em Tóquio. [Imagem: Gaspar Nóbrega/COB]


O jogo

A equipe estadunidense confirmou o favoritismo ao ouro e dominou a partida. As brasileiras começaram o jogo com uma vantagem significativa: 4 a 0. Porém, as americanas viraram o placar rapidamente: 8 a 7. O Brasil encaixou defesa e contra-ataque e a pontuação chegou a 15 a 14. Esse ritmo não se manteve e, aos poucos, o placar foi se distanciando com os erros nos fundamentos e as adversárias marcaram 19 a 14. Com destaque para Larson (seis pontos) e Bartsch-Hackley (oito pontos), a equipe fechou o primeiro set: 25 a 21.

[Imagem: Gaspar Nóbrega/COB]

O segundo set contou com ataques da oposta Rosamaria e bloqueios da central Carol Gattaz, mas não foram suficientes para barrar a ofensiva estadunidense. Pela diagonal, Gabi pontuou e diminuiu a vantagem: 8 a 6. Zé Roberto pediu tempo para conversar com a equipe. Novamente, erros de saque e recepção facilitaram o escore para os Estados Unidos. Roberta entrou, no lugar da levantadora Macris, quando o Brasil perdia por 20 a 11 e diminuiu a diferença para 20 a 16. Houve uma pequena melhora na reta final, mas não foi possível igualar o placar. Fim do segundo set: 25 a 20.

Em sequência, o terceiro set iniciou disputado: 3 a 3. Com ataques de Gabi, abriu-se uma diferença de dois pontos, situação que, então, voltou para a igualdade. A parcial seguiu tranquila para as estadunidenses que logo pontuaram 16 a 8. O ataque brasileiro não conseguiu competir com a defesa sólida das americanas. Zé Roberto colocou todo o banco em quadra, mas não trouxe mudanças efetivas para o jogo. O terceiro set confirmou a vitória dos Estados Unidos.

A conquista das americanas, treinadas por Karch Kiraly, trouxe a única medalha que faltava à equipe: o ouro. Os EUA venceram por 3 sets a 0 e se consagraram uma das maiores potências do vôlei feminino, ao subir no pódio como campeões olímpicos dessa modalidade pela primeira vez.

O pódio do Brasil

O grupo de Zé Roberto não chegou como favorito à Olimpíada de Tóquio. Durante a competição, o grupo cresceu e se classificou para as quartas de finais de forma invicta. Houve vários desafios: a levantadora Macris torceu o tornozelo e Tandara foi suspensa, pois reprovou no exame antidoping, realizado no dia 7 de julho. Apesar das dificuldades, o Brasil enfrentou o Comitê Olímpico Russo (ROC), a Coreia do Sul e os Estados Unidos na final, conquistando a medalha de prata na competição.

Fê Garay vibra durante a partida com pontos marcados pelo Brasil. [Imagem: Gaspar Nóbrega/COB]

A equipe brasileira presente na final contou com 11 atletas e 9 subiram ao pódio olímpico pela primeira vez: a líbero Camila Brait, as levantadoras Roberta e Macris, as ponteiras Ana Cristina e Gabi, as centrais Bia, Carol e Carol Gattaz, e a oposta Rosamaria. Natália e Fernanda Garay, ponteiras, sagraram-se campeãs nos Jogos de Londres 2012 e eram as mais experientes da seleção verde e amarela. Também estiveram na eliminação nas quartas de final na Rio 2016, para a China. 

*Imagem de Capa: [Reprodução / Instagram @cbvolei]

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