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O pop é lésbico: avanços da representatividade na cultura pop

Neste Dia da Visibilidade Lésbica, entenda a importância e o histórico da presença sáfica na mídia e conheça os destaques desse movimento
Por Mayara Felisardo (mayarafelisardo@usp.br) e Nina M. Bozic (ninamilibo@usp.br

No dia 29 de agosto, é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. O dia homenageia o primeiro Seminário Nacional das Lésbicas (SENALE, atual SENALESBI), que ocorreu em 1996. A reunião foi organizada por ativistas do Coletivo das Lésbicas do Rio de Janeiro (Colerj) e contou com debates sobre a visibilidade e a saúde da comunidade. Internacionalmente, diversas discussões similares, como o grupo Ameaça Lavanda, lutaram por estas mesmas pautas, e conquistaram representatividade ao movimento lésbico. 

Trinta anos depois do primeiro SENALE, a luta por espaço da comunidade surte efeitos. Sua presença na mídia vem se fortalecendo nos últimos anos com cada vez mais obras, narrativas, personagens e artistas lésbicas no meio cultural. No entanto, a  representatividade das histórias passa por um longo histórico de construção, e a comunidade ainda batalha por sua realização justa, diversa e autoral.

A importância da representatividade 

Para Joana Ziller, professora especializada em estudos sobre sexualidade e fundadora do Grupo de Estudos em Lesbianidades (GEL)  da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), falar sobre a presença de narrativas e figuras públicas lésbicas na cultura pop é crucial quando o assunto é visibilidade. Desde a década de 1960, com os avanços da batalha por direitos da comunidade LGBTQIAPN+, representar essas pessoas na mídia se tornou ferramenta de resistência e construção de identidade. 

Em entrevista ao Sala33, ela explica que a representatividade legitimiza e ajuda a construir reconhecimento público em relação às experiências de pessoas lésbicas. “Se deparar com a representação pública da sua identidade e com reconhecimento dessa representação é muito importante. Ao mesmo tempo, quando essa legitimidade não existe, isso traz uma desvalorização da própria vida”, afirma.

Especialmente entre o público jovem, a presença de figuras e histórias lésbicas na mídia é essencial para a construção da própria identidade. Essas narrativas tornam a existência e os desafios da sexualidade públicos e, como descrito por Ziller, transformam o “existir” em “viver”. Para a professora,  mostrar que o lesbianismo vai além dos padrões socialmente estabelecidos é peça-chave para a autoaceitação e batalha contra preconceitos.

“Se ver representada na cultura pop é fundamental para que a gente se sinta mais legitimamente respaldada na construção da nossa identidade” 

Joana Ziller

Em um cenário de avanço do conservadorismo e da extrema direita, que historicamente perseguem a comunidade LGBTQIAPN+, a representação na mídia torna-se ainda mais importante. Em países como Hungria e Romênia, esses movimentos entraram em conflito com os direitos de pessoas queer, inclusive por meio da retirada de qualquer visibilidade cultural e social. Dentro desse contexto, garantir que narrativas lésbicas estejam presentes e sejam contadas funciona como método de resistência.

Por ser um produto de alta circulação, a cultura pop se faz muito presente  nesse cenário. Artistas e personagens que contrapõem visões conservadoras costumam atrair um público diverso, que se sente representado na mídia. Ziller realça que a representatividade também é um amparo para que outras pessoas se sintam confortáveis para sair do armário e expressar sua sexualidade. 

Na série Glee (2009-2015), a presença de um casal sáfico foi um grande passo para a visibilidade e expandiu o debate sobre pessoas queer na cultura pop [Imagem: Reprodução/TMDB]

Para Maria Ribeiro, estudante de Ciências Sociais e membro do Lesbicusp, coletivo de acolhimento para pessoas sáficas da Universidade de São Paulo (USP), além de ajudar na construção de identidade própria, a representação de narrativas lésbicas é, também, mecanismo para a criação de comunidades identitárias. Ela destaca que a presença do lesbianismo na mídia facilita o encontro de pessoas da comunidade e, consequentemente, fortalece a teia de relações dentro dela.

Ribeiro explica que a representatividade ajuda a potencializar a luta por direitos e visibilidade dos LGBTQIAPN+. Para a estudante, ao facilitar o encontro e reconhecimento de pessoas queer, a presença lésbica na cultura pop cria novas comunidades que possuem apoio para se expressar com maior liberdade. “Desde a ditadura, a comunidade lésbica sempre foi linha de frente e, a cada momento que temos representatividade, conseguimos nos  encontrar mais facilmente”, afirma.

Preconceito e estereótipos 

A  novela Torre de Babel (1998-1999), de Silvio de Abreu, apresentou um marco na representatividade da televisão brasileira: as personagens Leila (Sílvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloli), mulheres casadas entre si. Apesar de não ter sido o primeiro casal sáfico em uma novela, a dupla inovou por aparecer junta em situações cotidianas, assim como qualquer  casal. A recepção negativa do público, entretanto, levou a um final trágico: ambas morrem  em um atentado, evento não previsto originalmente no roteiro. 

No roteiro original, apenas Rafaela morreria, enquanto Leila acabaria se apaixonando por uma mulher mais velha [Imagem: Divulgação/Globoplay]

O casal, assim como vários outros, foi vítima do que Ziller chama de “síndrome da lésbica morta”. O termo descreve a tendência de narrativas de casais sáficos ficcionais terminarem com a morte de pelo menos uma das envolvidas. A pesquisadora explica que, no passado, a homossexualidade era proibida, e que a morte dessas personagens servia tanto como uma “proteção” aos autores quanto como uma “lição de moral” ao público. Ela afirma que esse padrão perdurou na sociedade, e começou a se alterar apenas recentemente, devido a críticas da comunidade.

“Historicamente, as lésbicas aparecem pouco e morrem muito. E morrem de maneira violenta”

Joana Ziller

A rejeição e o ódio a narrativas lésbicas não são raros, e derivam do preconceito.  Para a estudante de sociologia Maria Ribeiro, a discriminação contra sáficas é formada por discursos de ódio que se complementam. Eles consistem de misoginia, de homofobia e até de transfobia. Essa questão é agravada quando uma pessoa lésbica também é parte de outro grupo minoritário, como de pessoas não brancas. 

Joana Ziller explica que, por conta da discriminação, a imagem sáfica na mídia é adaptada para ser mais “palatável” a expectativas sociais, não representando a diversidade da comunidade. Segundo a professora, essa visibilidade limitada resulta na “homonormatividade”, uma padronização restrita, por vezes preconceituosa ou inautêntica, de representações homossexuais. Ribeiro conta que, como pessoa lésbica parda, nordestina e não rica, não se vê representada: “não consigo dizer que existe uma pessoa lésbica na grande mídia com quem eu me ache parecida, ou que tenha uma trajetória similar à minha”.

“Nós vemos menos lésbicas negras do que brancas, menos lésbicas magras do que não magras. Praticamente não vemos lésbicas com deficiência, e trans inexistem [na mídia]”

Joana Ziller

Para a pesquisadora do GEL, as limitações de representatividade motivam a criação de personagens como aquelas usadas para ensinar que a “lesbianidade não compensa”. São as vítimas da “síndrome da lésbica morta” e vilãs estereotipadas, por exemplo, que associam a vivência lésbica a punições e ao lado “moralmente errado” de narrativas“. As representações sempre existiram. A questão é que não nos favoreciam”, Ziller conta. 

Esse “ajustamento” da vivência lésbica surge para torná-la mais facilmente aceita por um público masculino, segundo Ribeiro. Ziller explica que, por trás do ódio, há também hipocrisia, com a rejeição misturada ao desejo e a fantasias veladas. 

Esse é o caso do filme francês Azul é a Cor mais Quente (La Vie d’Adèle, 2013), criticado por apresentar um relacionamento sáfico supostamente voltado a fantasias masculinas. As protagonistas estão dentro de padrões de beleza convencionais, e participam de  muitas cenas sexuais explícitas, com pouco espaço para o relacionamento romântico em si.  Ainda assim, a obra foi recebida positivamente considerada progressiva pela maioria da crítica especializada. 

As próprias atrizes do projeto relataram abusos por parte do diretor do longa durante as gravações, se sentindo desconfortáveis em momentos íntimos [Imagem: Divulgação/Prime Video]

Outro resultado da representação lésbica não autêntica é o queerbaiting. O termo pode ser traduzido como “isca queer”, e descreve o uso de histórias ou estéticas LGBTQIAPN+ para atrair a atenção da comunidade e da sociedade, sem intenção real de representá-la. Ribeiro menciona que, a partir dessa estratégia , empresas e artistas obtêm o pinkmoney (dinheiro rosa, em tradução livre), lucro obtido pelo consumo  de pessoas queer.

Um exemplo conhecido de queerbaiting é o da dupla musical russa t.A.T.u. As cantoras se apresentavam como um casal e cantavam sobre o amor entre mulheres, quando, na realidade, foram contratadas para fingir estarem juntas. Nesse caso, é possível perceber também uma idealização masculina, por serem garotas dentro dos padrões de beleza em situações explícitas, controladas por produtores homens.

Dupla tem canções conhecidas em meios queers, como All The Things She Said (2002) [Imagem: Divulgação/Discogs]

A visibilidade conquistada

Em abril deste ano, o casal sáfico da novela Três Graças (2025-2026) formado pelas personagens Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) estreou a primeira novela vertical da Rede Globo, Loquinha (2026). A produção, cujo título é a junção dos nomes das protagonistas, acompanha o cotidiano da dupla e segue um novo formato de contação de histórias, adaptado às redes sociais. Parte do motivo da criação desta trama é o sucesso que o casal obteve entre o público, especialmente nos meios digitais.

A novela  tem 25 capítulos, de dois a três minutos cada, e está disponível nas redes sociais da Rede Globo [Imagem: Divulgação/Globoplay

A conquista apresenta um avanço para a recepção de narrativas lésbicas na mídia brasileira. Na cultura pop internacional, marcos semelhantes têm sido atingidos nos últimos anos, na representação em resistência ao preconceito.

Para Ziller, o espaço para histórias sáficas autênticas aumentou e se tornou mais receptivo, especialmente em séries. “Elas têm morrido menos”, afirma. No passado, sáficas, quando presentes, frequentemente eram alvo de piadas — como em Friends (1994-2004) — ou coadjuvantes — como em Buffy, a Caça-Vampiros (1997-2003). Já em anos recentes, elas conquistam espaço em vários gêneros e produções, de forma diversa. 

Atualmente, a presença sáfica se dá tanto em séries voltadas à experiência LGBTQIAPN+, como The L Word (2004-2009) e Heartstopper (2022-2024), quanto em produções de temas variados. Dramas como Euphoria (2019-2026) e Orange Is The New Black (2013-2019) incorporam narrativas sáficas, não necessariamente românticas, em suas tramas. O mesmo acontece em comédias, como Derry Girls (2018-2022), e no terror, como Yellowjackets (2021-presente) e A Maldição da Residência Hill (2018), por exemplo.

Yellowjackets tem personagens em relações abertamente sáficas, como o casal formado por Tay e Van, e outras implícitas,como na relação ambígua entre Jackie e Shauna [Imagem: Divulgação/Prime Video]

A tendência de abertura de espaços é semelhante em séries animadas. Em 2018, a Cartoon Network exibiu o primeiro casamento homossexual da animação para televisão, no desenho Steven Universo (2013-2019), entre as personagens Ruby e Sapphire. A criadora da trama é abertamente bissexual, e incluiu diversos personagens LGBTQIAPN+ em sua obra. 

Desde então, muitas produções seguiram o caminho de Steven Universo. A  Lenda de Korra (2012-2014), She-ra e as Princesas do Poder (2018-2020) e A Casa da Coruja (2020), por exemplo, introduziram protagonistas sáficas e romanticamente envolvidas com outras personagens. Já Peppa (2004-presente), voltado a um público ainda mais novo, apresentou, em 2022, uma família de ursos-polar com duas mães.

Personagens Catra e Adora (She-ra) têm relação complexa que vai além do romance, com disputas e inimizade [Imagem: Divulgação/Netflix

Apesar do avanço, estas obras ainda sofrem com preconceito e restrições. Em A Lenda de Korra, por exemplo, o interesse romântico entre as personagens sáficas é apenas implícito ao público até o último episódio da trama, quando as personagens enfim se unem. A Casa da Coruja, apesar de romper com esse padrão, teve sua temporada final cancelada e substituída por três episódios longos. 

Ainda assim, essas narrativas encontraram seu público e resistem em comunidades de fãs nas redes sociais. Ribeiro, como estudante de sociologia, conta que esses grupos são criados a partir da identificação entre seus membros, que então criam conexões e redes de suporte entre si. 

No mundo da música, nomes como Simone e Lesley Gore demonstram que vozes lésbicas sempre estiveram presentes, mas antes sem espaço para se assumirem publicamente. Artistas sáficas costumavam retratar suas experiências de forma implícita, através de metáforas compreendidas apenas pela comunidade. As poucas cantoras assumidas, como Ângela Ro Ro, sofriam com constantes ataques homofóbicos do público e da imprensa.

Já na atualidade, a música sáfica tem destaque na mídia, com grandes nomes e canções representando a comunidade. A rapper Doechii e a cantora Chappell Roan, por exemplo, são abertamente lésbicas e tratam de suas vivências em suas produções. Ambas foram indicadas, individualmente, a oito Grammys — maior premiação do mundo da música entre 2025 e 2026, com Doechii conquistando dois prêmios e Chappell, um

Ziller também cita Ludmilla, cantora bissexual em um relacionamento sáfico, como um símbolo do espaço conquistado na música. A pesquisadora explica que, ao se assumir, sendo uma mulher conhecida e bem-sucedida, Ludmilla deu amparo a muitas outras pessoas para saírem do armário. 

Nomes de destaque na mídia 

Chappell Roan

A cantora norte-americana se tornou ícone lésbico mundial desde o lançamento do álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess, em setembro de 2023. Chapell ganhou reconhecimento rapidamente nas redes sociais e na indústria musical, especialmente por suas performances em festivais e seu visual único. Além disso, a artista é conhecida por ser uma drag queen e utilizar figurinos marcantes, maquiagens artísticas e apresentações teatrais como extensão de sua arte.

Chapell sempre falou abertamente sobre sua sexualidade e os desafios relacionados à aceitação de sua identidade, tanto em entrevistas quanto em suas músicas, como nos hits Good Luck, Babe e Casual. A carreira da cantora  foi ainda mais alavancada após sua participação no ato de abertura na etapa norte-americana da Guts World Tour de Olivia Rodrigo em 2024. No Grammy de 2025, ela recebeu o prêmio de Melhor Artista Revelação.

Chappell Roan performou como atração principal do festival Lollapalooza Brasil 2026 [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
Yellowjackets

A série de terror e suspense lançada em 2021 trouxe uma narrativa fortemente marcada por protagonistas sáficas. Duas das personagens centrais da obra, Taissa Turner e Van Palmer, são assumidamente lésbicas e o desenvolvimento de seu romance atravessa todo o enredo do seriado. Yellowjackets representa o lesbianismo além dos padrões habituais da mídia, sem tratá-lo como algo que precisa ser justificado, punido ou que restringe o desenvolvimento da história.

Além disso, o elenco da série é também formado por atrizes de diversas identidades. Jasmin Savoy Brown e Liv Hewson, que interpretam personagens, se identificam como lésbicas, por exemplo. Essa junção de representatividade tanto nos bastidores quanto nas telas faz de Yellowjackets um marco importante para a visibilidade lésbica na cultura pop.

Yellowjackets acumulou dez indicações ao Emmy Awards ao longo de três temporadas e pode receber mais com o lançamento da quarta ainda em 2026 [Imagem: Reprodução/TMDB]
Zélia Duncan

A cantora, compositora e musicista brasileira é um dos nomes mais marcantes do MPB. Em 1994, com o lançamento de Catedral, versão em português da faixa original da cantora britânica Tanita Tikaram, a carreira dela foi projetada nacionalmente. Duncan sempre falou abertamente sobre ser lésbica e as dificuldades que enfrentou para se aceitar.

A artista revelou que se descobriu aos 16 anos, no começo de sua carreira musical, mas duvidou de sua própria identidade e sofreu com a repressão da época. Duncan conseguiu superar os preconceitos internos e externos e, hoje, expressa sua sexualidade com muito mais liberdade e se tornou voz ativa na defesa dos direitos e da visibilidade LGBTQIAPN+.

Zélia Duncan usa o poder que conquistou com sua carreira para se posicionar publicamente sobre assuntos políticos e impulsionar a luta por visibilidade lésbica [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
Julien Baker

Nome de destaque nos gêneros musicais de indie rock e indie folk, a cantora, compositora e guitarrista estadunidense retrata sua experiência como mulher lésbica de forma única. Baker ganhou aclamação mundial logo após o lançamento de seu primeiro álbum Sprained Ankle (2015) com músicas que exploram temas como a complexidade humana e o vício. 

Uma das temáticas principais das canções da artista é a relação da fé cristã com sua sexualidade e o medo de rejeição que ela enfrentou ao se descobrir lésbica na adolescência. A fama de Baker cresceu com a formação do trio Boygenius ao lado de Phoebe Bridgers e Lucy Dacus, em 2018. A cantora aproveitou esse novo espaço para explorar ainda mais sua identidade por meio das músicas e ampliar o debate sobre aceitação da comunidade LGBTQIAPN+.

Junto com as outras integrantes de Boygenius, Julien Baker conquistou três prêmios no Grammy de 2024, incluindo o de Melhor Álbum de Música Alternativa por the record [Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons]
She-Ra e as Princesas do Poder

Lançada em 2018, a série colocou o romance entre duas mulheres no centro da narrativa. As duas personagens principais, She-ra e Catra, são um dos diversos pares românticos queer do programa. Por ser voltada para o público infantil e jovem, She-ra e as Princesas do Poder tem papel importante na ressignificação do que é ser lésbica, na divulgação de diversidade afetiva e na criação de identidade entre esse grupo.

Ao contrário do padrão negativo das narrativas sáficas, o  seriado não dá um fim trágico para o casal principal. Além disso, She-ra e as Princesas do Poder foge da ambiguidade e do possível queerbaiting ao afirmar e centralizar o amor de Catra e She-ra no enredo da última temporada. A forma como a narrativa é conduzida permite que  a sexualidade e gênero dos personagens não seja o foco da história, mas sim uma característica integrada que serve como motor em certos momentos.

Diferente de programas antigos, She-ra e as Princesas do Poder se afastou de estereótipos ligados ao lesbianismo e deu espaço para heroínas e protagonistas de identidades diversas [Imagem: Reprodução/TMDB]

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