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DIA 07 | 28ª Bienal do Livro de SP: literatura infantil, música e encontros movimentam a quinta-feira

Sétimo dia reuniu diferentes formas de viver a literatura, como atividades culturais, encontros com autores e espaços interativos
Placa com os dizeres: "pessoas legais leem livros"
Por Melissa Siqueira (melissasiqdiogo@usp.br

A quinta-feira (10) marcou o sétimo dia da 28ª Bienal do Livro de São Paulo. Com a aproximação do último final de semana do evento, o Distrito Anhembi continuou movimentado por leitores que circularam entre estandes, atividades culturais e experiências que ultrapassam as páginas dos livros. 

Para além dos livros expostos nas prateleiras, os estandes das editoras chamam a atenção pelas decorações e experiências oferecidas ao público. Cenários inspirados em obras, atividades interativas e espaços pensados para fotografias fazem parte da experiência de quem passa pela Bienal. O dia foi marcado principalmente por atividades voltadas ao mercado editorial e ao público infanto-juvenil.

Entre páginas e telas

A relação entre literatura e redes sociais ganhou espaço na programação do dia. No Espaço Prêmio Jabuti, a mesa Por que alguns livros viralizam?, com as palestrantes Carla Sacrato e Tatiany Leite, colocou em pauta uma mudança na maneira como leitores descobrem novas histórias. Antes restrita às indicações de amigos, resenhas e vitrines de livrarias, a recomendação literária também passou a circular em vídeos, posts e comunidades digitais.

O fenômeno dos livros que viralizam nas redes está diretamente relacionado à atuação de criadores de conteúdo literário. Na Bienal, essa aproximação aparece inclusive na programação do Espaço Influenciadores, dedicado a encontros, gravações e conteúdos produzidos durante o evento. Sua presença acompanha uma transformação no próprio mercado editorial: plataformas como o TikTok e o Instagram fizeram com que recomendações de leitores ganhassem grande alcance e ajudassem a colocar determinadas obras novamente em evidência.

Para os pequenos leitores

A programação infantil também movimentou o sétimo dia da Bienal com atividades que aproximaram literatura, teatro, música e cultura popular.

Na Praça da Palavra, a contação A Língua do Griô levou o público a narrativas inspiradas na tradição dos griôs e na importância da oralidade. Baseada no livro Lendas da África Moderna (Editora Elementar, 2010), de Heloisa Pires Lima, a atividade combinou humor, música e imaginação. 

Já no Espaço Infantil, Dom Quixote — Entre Livros e Sonhos apresentou uma versão curta e cênico-musical do espetáculo Dom Quixote, da Cia. UM de Teatro. Na história, Dom Quixote desperta de um sonho para proteger seus livros e decide ser um cavaleiro andante. Ao lado de Sancho Pança, que ainda está aprendendo a ler e escrever, ele parte para uma nova aventura. A montagem abordou temas como amizade, imaginação e a descoberta das palavras, com música executada ao vivo.

Na sequência, foi a vez do Teatro do Pulgão apresentar Folclore, Corre do Saci!. A peça acompanhou os irmãos Pedrinho e Ritinha, criados pelos avós, que no passado eram especialistas em capturar o travesso Saci-Pererê. Sem saber que a criatura está próxima de casa, os dois precisam lidar com as confusões provocadas por suas traquinagens. A apresentação utilizou a lenda do Saci para abordar o folclore brasileiro e a importância do trabalho em equipe em uma experiência interativa para o público infantil.

O Teatro do Pulgão é um tradicional grupo de teatro de fantoches da Cia. Von Feffer com mais de 30 anos de história voltado ao público infantil e educacional [Imagem: Melissa Siqueira/Acervo Pessoal]

Nesse mesmo espaço, horas mais tarde, aconteceu um bate-papo sobre o lançamento Clotilde, uma história inspirada em uma experiência vivida pela antropóloga Lilia Schwarcz, com imagens de Suzane Lopes. A escritora contou como a narrativa combina humor, afeto e situações cotidianas para discutir temas como convivência, cuidado e pertencimento. 

A autora também fez uma sessão de autógrafos no estande da Companhia das Letras, cujo espaço recebeu outros quatro autores para esse tipo de dinâmica: a ilustradora Silvana Rando; a jornalista Luanda Vieira; o professor Jeferson Tenório; e a jornalista Calila das Mercês.

Silvana escreve livros infantis e criou Gildo, o famoso elefantinho corajoso que tem medo de bexigas [Imagem: Mari Ricci/Acervo Pessoal]

Diferentes formas de viver a Bienal

Entre livros, autógrafos, encontros e atividades para crianças, a programação da quinta-feira mostrou a variedade de experiências oferecidas pelo evento. Para além das compras, os visitantes puderam participar de dinâmicas, conhecer novos escritores e compartilhar o interesse pela literatura.

Com programação até domingo (13), a 28ª Bienal do Livro de São Paulo entra em sua reta final. Nos últimos dias, o público ainda pode aproveitar os estandes, lançamentos, encontros e atividades espalhados pelo Distrito Anhembi.

*Imagem de capa: Melissa Siqueira/Acervo Pessoal

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