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O Brasil se despede de Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’

Eterno camisa 14, o ala brasileiro é o maior pontuador na história do basquete olímpico

Por Arthur Souza (thursouzs07@usp.br) e Hellen Indrigo (hellenindrigoperez@usp.br) mão santa

Na última sexta-feira (17), Oscar Schmidt, ex-atleta de basquete, faleceu aos 68 anos. Ele foi socorrido após mal-estar, mas não resistiu e chegou sem vida ao Hospital Santa Ana, em Santana de Parnaíba, São Paulo. Segundo nota publicada pela instituição médica, Schmidt foi vítima de parada cardíaca. 

Em 2011, o ídolo do basquete nacional foi diagnosticado com um tumor cerebral e permaneceu em tratamento até abandonar a quimioterapia em 2022. Oscar Schmidt deixa um legado eterno de paixão pelo esporte e pelo país, e carrega diversos recordes, títulos e méritos no basquete.  

‘Mão Santa’: um atleta autenticamente brasileiro

Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, Oscar Daniel Bezerra Schmidt se destacou ainda nas categorias de base de basquete do Palmeiras, clube pelo qual estreou profissionalmente, aos 17 anos. Ao longo de seus 26 anos de carreira – a mais longa entre os atletas do basquete mundial –  atuou por diversos clubes, com destaque ao Corinthians, Sírio, Flamengo e JuveCaserta, clube italiano no qual disputou 284 partidas e marcou mais de 9 mil pontos.

Schmidt disputou sua primeira partida com a camisa da Seleção Brasileira em 1977, após ter sido eleito o melhor pivô do sul-americano juvenil daquele ano. Ainda em seu ano de estreia, o atleta participou da campanha vitoriosa da Amarelinha no Sul-Americano do Chile. No ano seguinte, a equipe nacional conquistou o bronze no Mundial de Basquete Masculino e Schmidt foi o único brasileiro a entrar para a seleção do torneio, que elenca os melhores atletas por posição. 

Em 1983, ‘Mão Santa’ venceu o Campeonato Sul-Americano de Basquete em solo nacional, ao superar a rival Argentina pelo placar acirrado de 88 a 80. O seu sucesso pelo Brasil chamou a atenção do mercado estadunidense. Em 1984, o New Jersey Nets tentou integrá-lo à equipe durante os drafts — evento anual de recrutamento de jogadores para a NBA, maior liga da modalidade. À época, porém, a Federação Internacional de Basquete (FIBA) impedia que jogadores da NBA defendessem suas seleções, e o atleta recusou a proposta para permanecer como representante do Brasil.

A escolha de vestir as cores nacionais continuou a render grandes frutos. Pela Seleção, o atleta ainda venceu o Pan-americano de 1987, amplamente considerado a maior conquista de sua vitoriosa passagem. Além disso, Schmidt disputou cinco Jogos Olímpicos, com destaque para a edição de 1988, na qual foi coroado o “cestinha” da competição com 338 pontos marcados e uma média de 46 por jogo. 

Enquanto atuava dentro das quadras, Oscar Schmidt conciliou os compromissos esportivos com as demandas do cargo de Secretário de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, durante a gestão de Celso Pitta. Passado um ano na secretaria, deixou a posição para concorrer à senador do Estado, mas foi derrotado por Eduardo Suplicy. Após a sua aposentadoria em 2003, se dedicou à carreira de dirigente técnico e à criação do clube Telemar, do Rio de Janeiro, encerrado em 2005. 

Em 2010, o ex-ala brasileiro foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, três anos depois, na Basketball Hall of Fame, dos Estados Unidos. A paixão do eterno número 14 pelas quadras o consagrou com inúmeros recordes. Até hoje, detém o posto de maior “cestinha” da Seleção Brasileira, com 7.693 pontos, e da história das Olimpíadas e é o segundo atleta com mais participações pela equipe nacional de basquete, com 326 jogos. Além disso, ‘Mão Santa’ foi tido extra-oficialmente como maior pontuador internacional do esporte até 2024, quando foi superado por LeBron James.  

Confira, abaixo, algumas das homenagens prestadas a Oscar Schmidt:

Imagem de capa: [Reprodução/Instagram/@oscarschmidt14]

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